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BR - CVMDemonstrações Financeiras PadronizadasRef. 2025146 páginasCódigo CVM 18627Versão 1Recebida em 26/02/2026valores em R$ mil

DFP 2025 de COMPANHIA DE SANEAMENTO DO PARANA SANEPAR

COMPANHIA DE SANEAMENTO DO PARANA SANEPAR · CNPJ 76.484.013/0001-45

COMPANHIA DE SANEAMENTO DO PARANA SANEPAR
CNPJ 76.484.013/0001-45
DFP 2025
Exercício 2025
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Metadados

Empresa
COMPANHIA DE SANEAMENTO DO PARANA SANEPAR
CNPJ
76.484.013/0001-45
Tipo
Demonstrações Financeiras Padronizadas
Páginas
146
Ano de referência
2025*
Publicado em
26/02/2026 — BR - CVM
Indexado em
05/08/2026, 23:57:09

* ano de referência inferido — pode conter erros, confira sempre na publicação

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Demonstrações financeiras

Conta a conta · CVM
IndividualConta a conta, como entregue à CVM.
CódigoConta31/12/202531/12/2024Var.
1Ativo Total26.465.92420.508.00029,1%
1.01Ativo Circulante7.222.5643.296.187119,1%
1.01.01Caixa e Equivalentes de Caixa5.608.1311.800.757211,4%
1.01.01.01Caixas e Bancos18.70317.7855,2%
1.01.01.02Aplicações Financeiras5.589.4281.782.972213,5%
1.01.02Aplicações Financeiras00—
1.01.02.01Aplicações Financeiras Avaliadas a Valor Justo através do Resultado00—
1.01.02.01.01Títulos para Negociação00—
1.01.02.01.02Títulos Designados a Valor Justo00—
1.01.02.02Aplicações Financeiras Avaliadas a Valor Justo através de Outros Resultados Abrangentes00—
1.01.02.03Aplicações Financeiras Avaliadas ao Custo Amortizado00—
1.01.03Contas a Receber1.175.2861.250.811−6,0%
1.01.03.01Clientes1.175.2861.250.811−6,0%
1.01.03.02Outras Contas a Receber00—
1.01.04Estoques97.00373.18332,5%
1.01.05Ativos Biológicos00—
1.01.06Tributos a Recuperar191.37826.298627,7%
1.01.06.01Tributos Correntes a Recuperar191.37826.298627,7%
1.01.07Despesas Antecipadas00—
1.01.08Outros Ativos Circulantes150.766145.1383,9%
1.01.08.01Ativos Não-Correntes a Venda00—
1.01.08.01.01Depósitos Vinculados00—
1.01.08.01.02Outras Contas a Receber00—
1.01.08.02Ativos de Operações Descontinuadas00—
1.01.08.03Outros150.766145.1383,9%
1.01.08.03.01Depósitos Vinculados108.25896.56912,1%
1.01.08.03.02Instrumentos Financeiros Derivativos14.02922.451−37,5%
1.01.08.03.03Outras Contas a Receber28.47926.1189,0%
1.02Ativo Não Circulante19.243.36017.211.81311,8%
1.02.01Ativo Realizável a Longo Prazo6.185.7395.271.49717,3%
1.02.01.01Aplicações Financeiras Avaliadas a Valor Justo através do Resultado00—
1.02.01.01.01Títulos Designados a Valor Justo00—
1.02.01.02Aplicações Financeiras Avaliadas a Valor Justo através de Outros Resultados Abrangentes00—
1.02.01.03Aplicações Financeiras Avaliadas ao Custo Amortizado00—
1.02.01.04Contas a Receber108.052161.063−32,9%
1.02.01.04.01Clientes108.052161.063−32,9%
1.02.01.04.02Outras Contas a Receber00—
1.02.01.05Estoques00—
1.02.01.06Ativos Biológicos00—
1.02.01.07Tributos Diferidos940.662787.11819,5%
1.02.01.07.01Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos940.662787.11819,5%
1.02.01.08Despesas Antecipadas00—
1.02.01.09Créditos com Partes Relacionadas00—
1.02.01.09.01Créditos com Coligadas00—
1.02.01.09.02Créditos com Controladas00—
1.02.01.09.03Créditos com Controladores00—
1.02.01.09.04Créditos com Outras Partes Relacionadas00—
1.02.01.10Outros Ativos Não Circulantes5.137.0254.323.31618,8%
1.02.01.10.01Ativos Não-Correntes a Venda00—
1.02.01.10.02Ativos de Operações Descontinuadas00—
1.02.01.10.03Depósitos Vinculados151.467134.98712,2%
1.02.01.10.04Impostos e Contribuições a Recuperar00—
1.02.01.10.05Instrumentos Financeiros Derivativos00—
1.02.01.10.06Depósitos Judiciais384.357436.056−11,9%
1.02.01.10.07Ativos Financeiros Contratuais797.305850.582−6,3%
1.02.01.10.08Ativo de Contrato3.685.7962.777.92232,7%
1.02.01.10.09Outros Contas a Receber118.100123.769−4,6%
1.02.02Investimentos2.0492.184−6,2%
1.02.02.01Participações Societárias2.0492.184−6,2%
1.02.02.01.01Participações em Coligadas00—
1.02.02.01.02Participações em Controladas00—
1.02.02.01.03Participações em Controladas em Conjunto00—
1.02.02.01.04Outros Investimentos2.0492.184−6,2%
1.02.02.02Propriedades para Investimento00—
1.02.03Imobilizado453.245348.62330,0%
1.02.03.01Imobilizado em Operação245.830216.48513,6%
1.02.03.02Direito de Uso em Arrendamento207.415132.13857,0%
1.02.03.03Imobilizado em Andamento00—
1.02.04Intangível12.602.32711.589.5098,7%
1.02.04.01Intangíveis12.602.32711.589.5098,7%
1.02.04.01.01Contrato de Concessão12.436.90611.420.1548,9%
1.02.04.01.02Direito de Uso em Arrendamento165.421169.355−2,3%

valores em R$ mil; variação sobre o exercício anterior, como publicado.

Parecer do auditor

Sem Ressalva
Ler o relatório completo

RELATÓRIO DO AUDITOR INDEPENDENTE SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Acionistas, Conselheiros e Administradores da Companhia de Saneamento do Paraná - SANEPAR Curitiba - PR Opinião Examinamos as demonstrações contábeis da Companhia de Saneamento do Paraná - SANEPAR (Companhia), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2025 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, bem como as correspondentes notas explicativas, incluindo as políticas contábeis materiais e outras informações elucidativas. Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Companhia de Saneamento do Paraná - SANEPAR em 31 de dezembro de 2025, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e com as normas contábeis internacionais (IFRS Accounting Standards) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB). Base para opinião Nossa auditoria foi conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Nossas responsabilidades, em conformidade com tais normas, estão descritas na seção a seguir, intitulada "Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações contábeis". Somos independentes em relação à Companhia, de acordo com os princípios éticos relevantes previstos no Código de Ética Profissional do Contador e nas normas profissionais emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade aplicáveis às auditorias de demonstrações financeiras de entidades de interesse público no Brasil, e cumprimos com as demais responsabilidades éticas de acordo com essas normas. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Principais assuntos de auditoria Principais assuntos de auditoria são aqueles que, em nosso julgamento profissional, foram os mais significativos em nossa auditoria do exercício corrente. Esses assuntos foram tratados no contexto de nossa auditoria das demonstrações contábeis como um todo e na formação de nossa opinião sobre estas demonstrações contábeis e, portanto, não expressamos uma opinião separada sobre estes assuntos. 1. Ativos financeiros contratuais, ativo de contrato e intangível (Notas Explicativas no 10, 11 e 13.b) Motivo pelo qual o assunto foi considerado um principal assunto de auditoria Em 31 de dezembro de 2025, a Companhia possui registrado saldos ativos referentes a ativos financeiros contratuais, ativo de contrato e intangível, nos montantes de R$ 797.305 mil, R$ 3.685.796 mil e R$ 12.602.327 mil, respectivamente que, em conjunto, representam a infraestrutura da concessão e são reconhecidos com base nos investimentos realizados na aquisição, construção ou melhoria da infraestrutura correspondente ao contrato de concessão. Os contratos de concessões representam o direito de exploração da infraestrutura, em atendimento à interpretação técnica ICPC 01 (R1) - Contratos de Concessão/ IFRIC 12 - Contratos de Concessão, que prevê a obrigação de construir e/ou operar a infraestrutura (ativo intangível da concessão) para a prestação dos serviços públicos em nome do poder concedente, nas condições previstas em contrato. Devido ao alto grau de julgamento exercido pela Companhia para definir e alocar os gastos entre: (i) custos capitalizados como ativo de contrato, representados pelos gastos com obras em andamento vinculados à concessão (ii) custos capitalizados do ativo intangível, quando ocorre o aumento da capacidade e melhoria da rede (iii) custos capitalizados ao ativo financeiro da concessão, quando há o direito incondicional de receber caixa no fim da concessão a título de indenização e referem-se à parcela que não é recuperada via tarifa e (iv) despesas de manutenção incorridas bem como aos riscos sobre perda no valor recuperável desses ativos, aliados ao fato de que qualquer alteração das premissas utilizadas e dos julgamentos exercidos na classificação dos gastos, podem impactar significativamente as demonstrações contábeis, sendo assim, consideramos esse assunto, novamente, como significativo e um principal assunto de auditoria. Como o assunto foi tratado na auditoria das demonstrações contábeis  Avaliamos os controles internos relacionados aos investimentos com a concessão, incluindo os critérios para a determinação da classificação contábil entre custos capitalizados do ativo de contrato, ativo intangível, ativo financeiro da concessão e despesas de manutenção, controles de conclusão dos projetos e do processo de determinação do início do registro da amortização  Testamos, com base em amostragem, as adições ocorridas durante o exercício, avaliamos a natureza desses investimentos e verificamos a adequação da classificação dos valores dos investimentos entre ativo de contrato da concessão, ativo intangível, ativo financeiro da concessão e gastos com manutenção  Avaliamos o processo de transferência dos custos em ativo de contrato para as contas definitivas para determinar o início do registro da amortização por meio de base amostral  Recalculamos as amortizações e a margem de construção reconhecidas no exercício e comparação do resultado desses recálculos com os saldos registrados nas demonstrações contábeis  Revisamos o teste de valor recuperável dos ativos elaborado pela administração e  Analisamos a consistência das divulgações requeridas em notas explicativas nas demonstrações contábeis. Com base nos procedimentos efetuados, consideramos que os critérios e premissas adotados pela administração para o reconhecimento, mensuração e apresentação do ativo de contrato, ativo intangível e o ativo financeiro das concessões, assim como as respectivas divulgações, são aceitáveis no contexto das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. 2. Reconhecimento de receita não faturada (Nota Explicativa no 24) Motivo pelo qual o assunto foi considerado um principal assunto de auditoria O reconhecimento da receita de prestação de serviços de água e esgoto inclui a estimativa de volumes consumidos e ainda não faturados, calculada a partir da última data de leitura de consumo até o fim de cada período. Dessa forma, a Companhia reconhece como receita operacional líquida, os valores referentes aos serviços prestados e não faturados aos consumidores finais, em razão do cumprimento da obrigação de desempenho, em consonância com o pronunciamento técnico CPC 47 - Receita de contrato com cliente (IFRS 15). Considerando que o faturamento é efetuado em uma base cíclica, este não coincide com os fechamentos contábeis, e para tanto, a Companhia adota estimativas que incluem informações como média de consumo obtida na última leitura dos hidrômetros, a ser atribuída a cada consumidor para o período compreendido entre a data de leitura e o encerramento contábil. Levando em consideração o montante envolvido e o grau de julgamento da administração que utiliza dados estimados de volume, entre outros, na preparação dessa estimativa, entendemos este assunto como significativo e, portanto, um principal assunto de auditoria, dado que existem riscos referentes ao cumprimento da obrigação de performance, podendo resultar em não reconhecimento da receita ou seu reconhecimento fora do período que a obrigação de performance foi concluída, com possíveis impactos significativos nas demonstrações contábeis. Como o assunto foi tratado na auditoria das demonstrações contábeis  Avaliamos os controles internos implementados pela Companhia sobre o processo de reconhecimento de receita, com foco no entendimento e avaliação da metodologia utilizada para cálculo da estimativa de receita não faturada  Para a estimativa da receita a faturar de volumes consumidos, avaliamos os dados do sistem a de informação e critérios adotados pela Companhia, bem como a uniformidade dos critérios em relação ao adotado no ano anterior e realizamos o recálculo da receita a faturar ao final do exercício, levando em consideração o número de dias não faturados em relação a data de fechamento do mês, bem como realizamos teste de inspeção documental, por meio de base amostral, para exame da fatura e da liquidação subsequente da receita a faturar, avaliando a competência de cada registro. Avaliamos também os valores realizados subsequentemente, visando corroborar com as estimativas adotas pela Companhia e  Realizamos teste de conciliação dos saldos contábeis das receitas de prestação de serviços de água e esgoto com os relatórios auxiliares e, em base amostral, inspecionamos faturas e recebimentos subsequentes, bem como realizamos teste de recebimento subsequente de faturas selecionadas no contas a receber em aberto no final do exercício. Com base nos procedimentos efetuados e resultado das evidências obtidas, consideramos que as receitas a faturar, assim como as respectivas divulgações são aceitáveis no contexto das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Ênfases Reconhecimento de provisão para passivo regulatório Chamamos atenção para a Nota Explicativa no 21 - Provisão Passivo Regulatório das demonstrações contábeis, que descreve o recebimento, pela Companhia, do montante de R$ 4,05 bilhões decorrente de precatório judicial relacionado à imunidade tributária sobre o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ). A destinação desse montante está vinculada à análise regulatória realizada pela Agência Reguladora do Paraná (AGEPAR), que suspendeu temporariamente a normativa que aprovava e previa o repasse de 75% dos ganhos extraordinários aos consumidores. Dessa forma, a administração da Companhia, suportada pela opinião legal de seu assessor jurídico, adotou o procedimento de manter o registro contábil do passivo regulatório no percentual de 75% do montante, considerando as regras até então vigentes de compartilhamento do ganho da ação judicial de imunidade tributária de IRPJ, uma vez que, até a data de aprovação das demonstrações contábeis ora apresentadas, não havia, por parte da AGEPAR, decisão de mérito quanto ao tema. Nossa opinião não está modificada em relação a esse assunto. Eventos Subsequentes - Comunicação da CVM relativa à denúncia Chamamos atenção para a Nota Explicativa no 31 - Eventos subsequentes, que descreve que, em 05 de fevereiro de 2026, a Companhia recebeu o Ofício nº 28/2026/CVM/SEP/GEA-4 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) referente à denúncia encaminhada pela Assembleia Legislativa do Paraná, subscrita por determinados deputados estaduais acerca de informações veiculadas na imprensa relacionadas à Companhia. Conforme divulgado na citada nota explicativa, a administração respondeu ao referido Ofício em 20 de fevereiro de 2026 e requereu o arquivamento do processo administrativo, por entender que as alegações tratam de temas pretéritos, já tratados no âmbito da denominada "Operação Ductos", ocorrida e endereçada em anos anteriores. Nossa opinião não está modificada em relação a esse assunto. Outros assuntos Demonstração do Valor Adicionado A demonstração do valor adicionado (DVA) referente ao exercício findo em 31 de dezembro de 2025, elaborada sob a responsabilidade da administração da Companhia e apresentada como informação suplementar para fins de IFRS, foi submetida a procedimentos de auditoria executados em conjunto com a auditoria das demonstrações contábeis da Companhia. Para a formação de nossa opinião, avaliamos se essa demonstração está conciliada com as demonstrações contábeis e registros contábeis, conforme aplicável, e se sua forma e conteúdo estão de acordo com os critérios definidos na NBC TG 09 - Demonstração do Valor Adicionado. Em nossa opinião, essa demonstração do valor adicionado foi adequadamente elaborada, em todos os aspectos relevantes, segundo os critérios definidos nessa Norma e são consistentes em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Outras informações que acompanham as demonstrações contábeis e o relatório do auditor A administração da Companhia é responsável por essas outras informações que compreendem o Relatório da Administração. Nossa opinião sobre as demonstrações contábeis não abrange o Relatório da Administração e não expressamos qualquer forma de conclusão de auditoria sobre esse relatório. Em conexão com a auditoria das demonstrações contábeis, nossa responsabilidade é a de ler o Relatório da Administração e, ao fazê-lo, considerar se esse relatório está, de forma relevante, inconsistente com as demonstrações contábeis ou com nosso conhecimento obtido na auditoria ou, de outra forma, aparenta estar distorcido de forma relevante. Se, com base no trabalho realizado, concluirmos que há distorção relevante no Relatório da Administração, somos requeridos a comunicar esse fato. Não temos nada a relatar a este respeito. Responsabilidades da administração e da governança pelas demonstrações contábeis A administração é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e com as normas contábeis internacionais (IFRS Accounting Standards), emitidas pelo International Standards Accounting Board (IASB), e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Na elaboração das demonstrações contábeis, a administração é responsável pela avaliação da capacidade de a Companhia continuar operando, divulgando, quando aplicável, os assuntos relacionados com a sua continuidade operacional e o uso dessa base contábil na elaboração das demonstrações contábeis, a não ser que a administração pretenda liquidar a Companhia ou cessar suas operações, ou não tenha nenhuma alternativa realista para evitar o encerramento das operações. Os responsáveis pela governança da Companhia são aqueles com responsabilidade pela supervisão do processo de elaboração das demonstrações contábeis. Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações contábeis Nossos objetivos são obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis, tomadas em conjunto, estão livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro, e emitir relatório de auditoria contendo nossa opinião. Segurança razoável é um alto nível de segurança, mas não uma garantia de que a auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria sempre detectam as eventuais distorções relevantes existentes. As distorções podem ser decorrentes de fraude ou erro e são consideradas relevantes quando, individualmente ou em conjunto, possam influenciar, dentro de uma perspectiva razoável, as decisões econômicas dos usuários tomadas com base nas referidas demonstrações contábeis. Como parte da auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria, exercemos julgamento profissional e mantemos ceticismo profissional ao longo da auditoria. Além disso:  Identificamos e avaliamos os riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro, planejamos e executamos procedimentos de auditoria em resposta a tais riscos, bem como obtivemos evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar nossa opinião. O risco de não detecção de distorção relevante resultante de fraude é maior do que o proveniente de erro, já que a fraude pode envolver o ato de burlar os controles internos, conluio, falsificação, omissão ou representações falsas intencionais  Obtivemos entendimento dos controles internos relevantes para a auditoria para planejarmos procedimentos de auditoria apropriados às circunstâncias, mas, não, com o objetivo de expressarmos opinião so bre a eficácia dos controles internos da Companhia  Avaliamos a adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis e respectivas divulgações feitas pela administração  Concluímos sobre a adequação do uso, pela administração, da base contábil de continuidade operacional e, com base nas evidências de auditoria obtidas, se existe incerteza relevante em relação a eventos ou condições que possam levantar dúvida significativa em relação à capacidade de continuidade operacional da Companhia. Se concluirmos que existe incerteza relevante, devemos chamar atenção em nosso relatório de auditoria para as respectivas divulgações nas demonstrações contábeis ou incluir modificação em nossa opinião, se as divulgações forem inadequadas. Nossas conclusões estão fundamentadas nas evidências de auditoria obtidas até a data de nosso relatório. Todavia, eventos ou condições futuras podem levar a Companhia a não mais se manter em continuidade operacional  Avaliamos a apresentação geral, a estrutura e o conteúdo das demonstrações contábeis, inclusive as divulgações e se as demonstrações contábeis representam as correspondentes transações e os eventos de maneira compatível com o objetivo de apresentação adequada. Comunicamo-nos com os responsáveis pela governança a respeito, entre outros aspectos, do alcance e da época dos trabalhos de auditoria planejados e das constatações significativas de auditoria, inclusive as deficiências significativas nos controles internos que, eventualmente, tenham sido identificadas durante nossos trabalhos. Fornecemos também aos responsáveis pela governança declaração de que cumprimos com as exigências éticas relevantes, incluindo os requisitos aplicáveis de independência, e comunicamos todos os eventuais relacionamentos ou assuntos que poderiam afetar, consideravelmente, nossa independência, incluindo, quando aplicável, as respectivas salvaguardas. Dos assuntos que foram objeto de comunicação com os responsáveis pela governança, determinamos aqueles que foram considerados como mais significativos na auditoria das demonstrações contábeis do exercício corrente e que, dessa maneira, constituem os principais assuntos de auditoria. Descrevemos esses assuntos em nosso relatório de auditoria, a menos que lei ou regulamento tenha proibido divulgação pública do assunto, ou quando, em circunstâncias extremamente raras, determinarmos que o assunto não deve ser comunicado em nosso relatório porque as consequências adversas de tal comunicação podem, dentro de uma perspectiva razoável, superar os benefícios da comunicação para o interesse público. Curitiba, 26 de fevereiro de 2026 Grant Thornton Auditores Independentes Ltda. CRC PR-008.839/F-9 Ricardo Engel Contador CRC 1PR-052.941/O-5

Declaração dos Diretores sobre as Demonstrações Financeiras

Pelo presente instrumento, a Diretoria Executiva da Companhia de Saneamento do Paraná - Sanepar, sociedade de economia mista estadual, de capital aberto, com sede na Rua Engenheiros Rebouças nº 1.376, Curitiba - PR, inscrita no CNPJ sob nº 76.484.013/0001-45, para fins do disposto na Resolução CVM nº 80/2022, declara que reviu, discutiu e concordou com as demonstrações contábeis da Sanepar relativas ao exercício social findo em 31 de dezembro de 2025.Curitiba, 10 de fevereiro de 2026.WILSON BLEY LIPSKIDiretor-PresidenteABEL DEMETRIODiretor Financeiro e de Relações com InvestidoresSERGIO WIPPELDiretor de OperaçõesLEURA LUCIA CONTE DE OLIVEIRADiretora de InvestimentosBIHL ELERIAN ZANETTIDiretor ComercialFLAVIO LUIS COUTINHO SLIVINSKIDiretor JurídicoMARCOS DOMAKOSKIDiretor AdministrativoFERNANDO MAURO NASCIMENTO GUEDESDiretor de Meio Ambiente e Ação SocialANATALICIO RISDEN JUNIORDiretor de Inovação e Novos Negócios

Declaração dos Diretores sobre o Relatório do Auditor Independente

Pelo presente instrumento, a Diretoria Executiva da Companhia de Saneamento do Paraná - Sanepar, sociedade de economia mista estadual, de capital aberto, com sede na Rua Engenheiros Rebouças nº 1.376, Curitiba - PR, inscrita no CNPJ sob nº 76.484.013/0001-45, para fins do disposto na Resolução CVM nº 80/2022, declara que reviu, discutiu e concordou com as opiniões expressas no relatório de auditoria da Grant Thornton Auditores Independentes Ltda. relativamente às demonstrações contábeis da Sanepar referentes ao exercício social findo em 31 de dezembro 2025.Curitiba, 26 de fevereiro de 2026.WILSON BLEY LIPSKIDiretor-PresidenteABEL DEMETRIODiretor Financeiro e de Relações com InvestidoresSERGIO WIPPELDiretor de OperaçõesLEURA LUCIA CONTE DE OLIVEIRADiretora de InvestimentosBIHL ELERIAN ZANETTIDiretor ComercialFLAVIO LUIS COUTINHO SLIVINSKIDiretor JurídicoMARCOS DOMAKOSKIDiretor AdministrativoFERNANDO MAURO NASCIMENTO GUEDESDiretor de Meio Ambiente e Ação SocialANATALICIO RISDEN JUNIORDiretor de Inovação e Novos Negócios

Parecer do Conselho Fiscal ou Órgão Equivalente

PARECER DO CONSELHO FISCAL Os membros do Conselho Fiscal da Companhia de Saneamento do Paraná - SANEPAR, dentro de suas atribuições e responsabilidades, que não incluem atividades de contabilidade e de auditoria na Companhia, analisaram o Relatório da Administração, as Demonstrações Financeiras e a Proposta para Destinação dos Lucros referentes ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2025. Com base nas análises efetuadas, nas discussões mantidas com a Diretoria, nas informações recebidas no decorrer do exercício e no parecer sem ressalvas emitido pela Grant Thornton Auditores Independentes Ltda., por unanimidade, entendem que os fatos relevantes trazidos ao seu conhecimento foram adequadamente divulgados nos referidos documentos, os quais estão em condições de serem apreciados pela Assembleia Geral de Acionistas. Curitiba, 26 de fevereiro de 2026. DENIZE APARECIDA CABULON GRAÇAPresidente ALEXANDRE PEDERCINI ISSAConselheiro ANDRE LUIS RENNÓ GUIMARÃESConselheiro HELENA MARIA BOSCHINI LEMUCCHConselheira ROBERVAL VIEIRAConselheiro

Relatório Resumido do Comitê de Auditoria (estatutário, previsto em regulamentação específica da CVM)

RELATÓRIO ANUAL RESUMIDO DO COMITÊ DE AUDITORIA ESTATUTÁRIO - 2025 Introdução O Comitê de Auditoria Estatutário (CAE) da Sanepar, órgão de assessoramento ao Conselho de Administração, atuou de forma independente e permanente ao longo do exercício de 2025. O colegiado, composto por membros devidamente qualificados tecnicamente para exercer a função, passou por uma alteração em sua composição: o comitê iniciou o ano com os Srs. Cassio Fernandes Beverari, Claudio Nogas, Gustavo Giffhorn Camargo e Milton José Paizani, contudo, em maio, o Sr. José Paulo da Silva Filho ingressou no Comitê em substituição ao Sr. Claudio Nogas, sendo eleito Presidente na reunião de junho. A agenda anual totalizou 13 encontros, compreendendo 12 reuniões ordinárias e 1 extraordinária, ocorrida em abril. Principais atividades do CAE no exercício No decorrer do exercício, o CAE monitorou temas estratégicos com foco na segurança contábil e operacional. Destacou-se o acompanhamento da Ação Judicial de Imunidade Recíproca (IRPJ), com ênfase na mensuração do ativo e nos impactos tributários da inscrição do precatório no Orçamento da União. O Comitê supervisionou a elaboração das demonstrações financeiras anuais de 2024 e as informações trimestrais (ITRs) de 2025, aprofundando a discussão sobre variações de receita, custos, EBITDA e indicadores operacionais essenciais. Adicionalmente, avaliou os cálculos atuariais dos planos de benefícios (SaneSaúde e Fusanprev), elaborados por atuário independente, analisando as variações no passivo atuarial e seus reflexos nas demonstrações financeiras, sob a ótica das premissas vigentes e do impacto das taxas de juros. A Grant Thornton Auditores Independentes foi a responsável pelos trabalhos de auditoria externa ao longo do exercício. O CAE estabeleceu um cronograma de reuniões periódicas com a equipe de auditoria, assegurando o acompanhamento diligente do plano de trabalho, o escrutínio das informações trimestrais e a validação do relatório anual. O Comitê monitorou a implementação dos planos de ação relativos às recomendações de controle interno e ajustes propostos, abrangendo temas como provisões para contingências, depósitos judiciais, reconhecimento de receita, custos de construção e reclassificações contábeis. Em estrito cumprimento às normas de governança, a Grant Thornton ratificou formalmente sua independência e objetividade perante a Companhia. Com base na avaliação técnica de desempenho, o Comitê manifestou-se favoravelmente à renovação contratual da firma para o exercício de 2026. O CAE exerceu supervisão sobre a execução do Plano Anual de Auditoria Interna (PAINT), integrando o encerramento de ciclos anteriores (Produção, Distribuição e Sustentabilidade) às frentes de 2025, com ênfase em Segurança Cibernética, Gestão de Riscos e conformidade contábil de Obras e Projetos. O Comitê supervisionou a instauração de um Projeto Especial para apuração de denúncias éticas e validou o Plano de Atividades para o ciclo 2026-2030, estruturado com base em riscos corporativos e rotação de ênfase. A Auditoria Interna alcançou um marco relevante com a obtenção da certificação de qualidade (Quality Assessment) do IIA Brasil, atestando a conformidade de suas atividades com as normas internacionais. O acompanhamento dos controles internos e da gestão de riscos fundamentou-se na análise trimestral de relatórios executivos e na validação do novo portfólio de riscos para 2026. No pilar de Conformidade, o Comitê supervisionou o Programa de Integridade e a Gestão da Consequência. Analisou o Plano de Trabalho Integrado 2025, que unifica as frentes de Riscos, Controles Internos, Compliance e Proteção de Dados. Por fim, o colegiado analisou a revisão anual da Política de Transações com Partes Relacionadas e Conflito de Interesses, aprovada pelo Conselho de Administração em dezembro de 2025, assegurando que as transações ocorram em condições comutativas e preservem o interesse da Companhia e de seus acionistas. Conclusão As opiniões e julgamentos do CAE fundamentam-se nas informações, relatórios e dados fornecidos pela Administração da Companhia - notadamente pelas áreas Contábil, Jurídica, de Gestão de Riscos e Auditoria Interna -, bem como pelas fundações de previdência e saúde e pela Auditoria Independente. No que tange à Auditoria Externa, o Comitê ratifica a inexistência de fatos que comprometam a independência e objetividade dos auditores, não tendo identificado divergências técnicas ou conceituais significativas entre a Administração, a Grant Thornton e este colegiado. Em relação à Auditoria Interna, os resultados apurados em 2025 não revelaram desvios ou falhas materiais que comprometessem a efetividade dos controles internos, atestando a aderência às políticas institucionais e aos marcos regulatórios vigentes. Quanto à estrutura de controles internos e gerenciamento de riscos, o CAE avalia que a cobertura é satisfatória. Não obstante, o Comitê monitora e recomenda o aprimoramento contínuo em processos críticos. Por fim, o CAE considera que todos os temas relevantes à sua competência foram objeto de diligência e discussão junto à Administração. Diante do trabalho realizado, o Comitê conclui que as informações estão adequadamente refletidas nas Demonstrações Financeiras relativas ao exercício social findo em 31 de dezembro de 2025. Com base no parecer favorável, sem ressalvas, dos auditores independentes, este Comitê recomenda ao Conselho de Administração a aprovação das referidas demonstrações. Curitiba, 26 de fevereiro de 2026. José Paulo da Silva FilhoPresidente Cassio Fernandes BeverariMembro Gustavo Giffhorn Camargo Membro Milton José PaizaniMembro

Composição do capital

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