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BR - CVMDemonstrações Financeiras PadronizadasRef. 2016206 páginasCódigo CVM 16292Versão 1Recebida em 23/02/2017valores em R$ mil

DFP 2016 de BRF S.A.

BRF S.A. · CNPJ 01.838.723/0001-27

BRF S.A.
CNPJ 01.838.723/0001-27
DFP 2016
Exercício 2016
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Metadados

Empresa
BRF S.A.
CNPJ
01.838.723/0001-27
Tipo
Demonstrações Financeiras Padronizadas
Páginas
206
Ano de referência
2016*
Publicado em
23/02/2017 — BR - CVM
Indexado em
05/08/2026, 23:55:02

* ano de referência inferido — pode conter erros, confira sempre na publicação

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Demonstrações financeiras

Conta a conta · CVM
Conta a conta, como entregue à CVM.
CódigoConta31/12/201631/12/2015Var.
1Ativo Total42.944.93640.388.0146,3%
1.01Ativo Circulante18.893.73819.180.049−1,5%
1.01.01Caixa e Equivalentes de Caixa6.356.9195.362.89018,5%
1.01.02Aplicações Financeiras622.285734.711−15,3%
1.01.02.01Aplicações Financeiras Avaliadas a Valor Justo515.045734.711−29,9%
1.01.02.01.01Títulos para Negociação271.245375.562−27,8%
1.01.02.01.02Títulos Disponíveis para Venda243.800359.149−32,1%
1.01.02.02Aplicações Financeiras Avaliadas ao Custo Amortizado107.2400—
1.01.02.02.01Títulos Mantidos até o Vencimento107.2400—
1.01.03Contas a Receber3.234.1294.180.024−22,6%
1.01.03.01Clientes3.085.1473.876.308−20,4%
1.01.03.02Outras Contas a Receber148.982303.716−50,9%
1.01.04Estoques4.791.6404.032.91118,8%
1.01.05Ativos Biológicos1.644.9391.329.86123,7%
1.01.06Tributos a Recuperar1.234.7951.231.7590,2%
1.01.06.01Tributos Correntes a Recuperar1.234.7951.231.7590,2%
1.01.07Despesas Antecipadas00—
1.01.08Outros Ativos Circulantes1.009.0312.307.893−56,3%
1.01.08.01Ativos Não-Correntes a Venda00—
1.01.08.01.01Bens Destinados a Venda00—
1.01.08.02Ativos de Operações Descontinuadas26.12632.448−19,5%
1.01.08.02.01Ativos de Operações Descontinuadas e Mantidos para a Venda26.12632.448−19,5%
1.01.08.03Outros982.9052.275.445−56,8%
1.01.08.03.01Juros de Capital Próprio a Receber7.44821.586−65,5%
1.01.08.03.02Ativos Financeiros198.015129.38753,0%
1.01.08.03.03Outros00—
1.01.08.03.04Contas a Receber de Alienação de Participação Societária45.26778.801−42,6%
1.01.08.03.05Depósitos Judiciais00—
1.01.08.03.06Caixa Restrito218.2511.346.274−83,8%
1.01.08.03.10Outros513.924699.397−26,5%
1.02Ativo Não Circulante24.051.19821.207.96513,4%
1.02.01Ativo Realizável a Longo Prazo5.573.7235.095.4109,4%
1.02.01.01Aplicações Financeiras Avaliadas a Valor Justo379.475385.700−1,6%
1.02.01.01.01Títulos para Negociação00—
1.02.01.01.02Títulos Disponíveis para Venda379.475385.700−1,6%
1.02.01.02Aplicações Financeiras Avaliadas ao Custo Amortizado148.25370.338110,8%
1.02.01.02.01Títulos Mantidos até o Vencimento148.25370.338110,8%
1.02.01.03Contas a Receber197.225234.914−16,0%
1.02.01.03.01Clientes10.7014.133158,9%
1.02.01.03.02Outras Contas a Receber186.524230.781−19,2%
1.02.01.04Estoques00—
1.02.01.05Ativos Biológicos917.345761.02220,5%
1.02.01.06Tributos Diferidos1.103.1461.255.976−12,2%
1.02.01.06.01Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos1.103.1461.255.976−12,2%
1.02.01.07Despesas Antecipadas00—
1.02.01.08Créditos com Partes Relacionadas00—
1.02.01.08.01Créditos com Coligadas00—
1.02.01.08.03Créditos com Controladores00—
1.02.01.08.04Créditos com Outras Partes Relacionadas00—
1.02.01.09Outros Ativos Não Circulantes2.828.2792.387.46018,5%
1.02.01.09.01Ativos Não-Correntes a Venda00—
1.02.01.09.02Ativos de Operações Descontinuadas00—
1.02.01.09.03Depósitos Judiciais732.571732.1060,1%
1.02.01.09.04Tributos a Recuperar1.518.582968.70556,8%
1.02.01.09.06Contas a Receber de Alienação de Participação Societária28.89774.164−61,0%
1.02.01.09.07Caixa Restrito427.557479.828−10,9%
1.02.01.09.08Outros120.672132.657−9,0%
1.02.02Investimentos58.683185.892−68,4%
1.02.02.01Participações Societárias58.683185.892−68,4%
1.02.02.01.01Participações em Coligadas57.325184.416−68,9%
1.02.02.01.04Outras Participações Societárias1.3581.476−8,0%
1.02.02.02Propriedades para Investimento00—
1.02.03Imobilizado11.746.23810.915.7527,6%
1.02.03.01Imobilizado em Operação10.680.58610.005.2746,7%
1.02.03.02Imobilizado Arrendado179.648120.69648,8%
1.02.03.03Imobilizado em Andamento886.004789.78212,2%
1.02.04Intangível6.672.5545.010.91133,2%
1.02.04.01Intangíveis6.672.5545.010.91133,2%
1.02.04.01.01Contrato de Concessão00—
1.02.04.01.02Software164.033180.292−9,0%
1.02.04.01.03Marcas1.313.1941.372.018−4,3%
1.02.04.01.04Outros836.568658.51527,0%
1.02.04.01.05Ágio4.343.5502.778.10256,3%
1.02.04.01.06Software Arrendado15.20921.984−30,8%
1.02.04.02Goodwill00—

valores em R$ mil; variação sobre o exercício anterior, como publicado.

Parecer do auditor

Sem Ressalva
Ler o relatório completo

Relatório do Auditor Independente sobre as Demonstrações Financeiras Individuais e Consolidadas Aos Administradores e Acionistas daBRF S.A.Itajaí - SC OpiniãoExaminamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da BRF S.A. ("Grupo"), identificadas como controladora e consolidado, respectivamente, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2016 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, bem como as correspondentes notas explicativas, incluindo o resumo das principais políticas contábeis.Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira, individual e consolidada, da BRF S.A. em 31 de dezembro de 2016, o desempenho individual e consolidado de suas operações e os seus respectivos fluxos de caixa individuais e consolidados para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB). Base para opiniãoNossa auditoria foi conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Nossas responsabilidades, em conformidade com tais normas, estão descritas na seção a seguir intitulada "Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações financeiras individuais e consolidadas". Somos independentes em relação à Companhia e suas controladas, de acordo com os princípios éticos relevantes previstos no Código de Ética Profissional do Contador e nas normas profissionais emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade, e cumprimos com as demais responsabilidades éticas de acordo com essas normas. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Principais assuntos de auditoriaPrincipais assuntos de auditoria são aqueles que, em nosso julgamento profissional, foram os mais significativos em nossa auditoria do exercício corrente. Esses assuntos foram tratados no contexto de nossa auditoria das demonstrações financeiras individuais e consolidadas como um todo e na formação de nossa opinião sobre essas demonstrações financeiras individuais e consolidadas e, portanto, não expressamos uma opinião separada sobre esses assuntos. Reconhecimento da receitaO processo de reconhecimento de receita da Companhia envolve um número elevado de controles com o objetivo de se assegurar de que todos os produtos faturados tenham sido entregues aos seus respectivos compradores dentro do período contábil adequado e que, portanto, as receitas de vendas foram reconhecidas dentro de seus períodos de competência corretos, conforme estabelecem as práticas contábeis vigentes. Esse processo leva em consideração a existência de transações com clientes nos mercados interno e externo, características da regionalização dos negócios da Companhia, além da existência de condições e termos contratuais distintos dependendo do tipo de transação.Desta forma, a determinação do montante de receita a ser reconhecido, bem como o momento do seu reconhecimento, requer a análise detalhada destes termos e condições, além de envolver julgamento significativo por parte da administração da Companhia. Existe o risco de reconhecimento antecipado de receita, em especial no que se refere ao período de fechamento contábil mensal (período de corte), considerando o julgamento aplicado na determinação do momento em que ocorre a transferência de riscos e benefícios aplicáveis a cada transação de venda. Por estas razões, associado à magnitude dos montantes envolvidos e volume das transações, consideramos o reconhecimento de receita como um principal assunto de auditoria. Como nossa auditoria tratou o assunto:Nossos procedimentos incluíram, entre outros (i) a avaliação do desenho e da eficácia operacional dos controles chaves implementados pela Companhia sobre a determinação do momento de reconhecimento da receita (ii) o envio de cartas de confirmação para uma amostra de contas a receber de clientes nos mercado interno e externo, de forma a avaliar a sua existência (iii) análise das movimentações mensais sobre os saldos de receita reconhecida pela Companhia de modo a avaliar a existência de variações contrárias às nossas expectativas estabelecidas com base em nosso conhecimento do setor e da Companhia e (iv) para uma amostra de vendas registradas durante o exercício e no período de corte, obtivemos as respectivas documentações suporte para avaliar se a receita foi reconhecida no período contábil apropriado. Adicionalmente, avaliamos a adequação das divulgações da Companhia em relação a esse assunto, divulgadas na nota explicativa 3.23. Teste anual de recuperação de ágioConforme divulgado na nota explicativa 19, a Companhia possui contabilizado ágio por expectativa de rentabilidade futura de R$ 4.7 bilhões em 31 de dezembro de 2016, que representa 11% do total do ativo da Companhia naquela data. Nos termos das práticas contábeis adotadas no Brasil, a Companhia deve testar anualmente o valor do ágio para determinar se houve perda do valor recuperável. Esse teste anual foi avaliado como um principal assunto de auditoria, considerando a magnitude dos montantes envolvidos, além do fato de ser realizado com base em diversas premissas e projeções de mercado como taxas de crescimento e de desconto e projeções de margem para determinar o valor em uso, que são complexas e subjetivas e requerem o uso de julgamento por parte da administração da Companhia. Como nossa auditoria tratou o assunto:Nossos procedimentos de auditoria incluíram, entre outros, a avaliação do modelo de fluxo de caixa descontado e as premissas e metodologias utilizadas pela Companhia. As premissas de margem e das taxas de crescimento utilizadas pela Companhia nas projeções foram comparadas com aquelas reportadas ou estimadas por empresas similares em adição a outros procedimentos executados para avaliar a razoabilidade destas premissas e a integridade das informações utilizadas pela Companhia para elaborar os modelos. Focamos também na adequação das divulgações da Companhia sobre as premissas mais sensíveis utilizadas no teste de recuperação, ou seja, aquelas que tem efeito mais significativo na determinação do valor recuperável do ágio. Nós envolvemos nossos profissionais de valuation nestes procedimentos. Contingencias tributáriasConforme divulgado na nota explicativa 27, a Companhia é parte envolvida em diversos processos administrativos e judiciais oriundos de diversas contingências tributárias que totalizam R$ 12 bilhões, avaliadas como perda possível, e que, portanto, nenhuma provisão foi registrada em 31 de dezembro de 2016. Focamos nesse assunto devido à relevância dos montantes envolvidos, do grau de julgamento envolvido por parte da administração e seus consultores jurídicos na determinação se uma provisão deve ser registrada, além da complexidade do ambiente tributário no Brasil. Adicionalmente, há o risco de que mudanças na avaliação da probabilidade de perda nos processos tributários não sejam identificadas de forma tempestiva e, consequentemente, não sejam refletidas nas demonstrações financeiras. Como nossa auditoria tratou o assunto:Nossos procedimentos incluíram, entre outros, analisar a avaliação da administração e de seus consultores jurídicos sobre as contingências tributár ias avaliadas como perda possível. Adicionalmente, enviamos cartas de confirmação aos consultores jurídicos externos e comparamos as posições por eles informadas sobre as avaliações da possibilidade de perda destas causas com as posições informadas pela administração.Adicionalmente, avaliamos se as divulgações para as contingências mais significativas foram adequadamente incluídas na nota explicativa anteriormente mencionada. Ganhos e perdas de instrumentos financeiros derivativos e não derivativos designados como hedge accountingA Companhia tem contratado uma quantidade significativa de instrumentos financeiros derivativos para mitigar os riscos de taxas de juros e de cambio. A maior parte desses instrumentos financeiros foi designada como hedge de fluxo de caixa e hedge accounting. Consequentemente, os ganhos ou perdas resultantes da mensuração do valor justo desses instrumentos financeiros, enquanto não realizados, são registrados em outros resultados abrangentes no patrimônio líquido. Em 31 de dezembro de 2016, a Companhia apresentou em outros resultados abrangentes perdas acumuladas de operações de hedge de R$ 575 milhões. Consideramos esse um dos principais assuntos de auditoria, uma vez que a utilização de instrumentos financeiros derivativos, a designação como instrumentos de hedge e a valorização de tais instrumentos é altamente complexa e subjetiva e está sujeita a julgamento por parte da administração. Além disso, há o risco de que ganhos ou perdas decorrentes de operações de hedge não sejam adequadamente reclassificados de outros resultados abrangentes quando de sua realização, o que pode gerar impacto significativo nas demonstrações financeiras. Como nossa auditoria tratou o assunto:Nossos procedimentos de auditoria incluíram, entre outros, o envolvimento de profissionais especializados em avaliação de instrumentos financeiros na revisão dos cálculos de valor justo. Para uma amostra de operações em aberto no exercício, avaliamos se a documentação foi apropriada para a designação de hedge accounting e se os valores de ganhos ou perdas registrados em outros resultados abrangentes no patrimônio líquido foram adequados. Além disso, avaliamos se as relações de hedge foram efetivas e devidamente calculadas e contabilizadas e avaliamos a adequação das divulgações sobre o assunto, incluídas nas notas explicativas 3.7.3 e 4. Outros assuntosDemonstrações do valor adicionadoAs demonstrações individual e consolidada do valor adicionado (DVA) referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2016, elaboradas sob a responsabilidade da administração da Companhia, e apresentadas como informação suplementar para fins de IFRS, foram submetidas a procedimentos de auditoria executados em conjunto com a auditoria das demonstrações financeiras da Companhia. Para a formação de nossa opinião, avaliamos se essas demonstrações estão conciliadas com as demonstrações financeiras e registros contábeis, conforme aplicável, e se a sua forma e conteúdo estão de acordo com os critérios definidos no Pronunciamento Técnico CPC 09 - Demonstração do Valor Adicionado. Em nossa opinião, essas demonstrações do valor adicionado foram adequadamente elaboradas, em todos os aspectos relevantes, segundo os critérios definidos nesse Pronunciamento Técnico e são consistentes em relação às demonstrações financeiras individuais e consolidadas tomadas em conjunto. Outras informações que acompanham as demonstrações financeiras consolidadas e o relatório do auditor A administração da Companhia é responsável por essas outras informações que compreendem o Relatório da Administração.Nossa opinião sobre as demonstrações financeiras individuais e consolidadas não abrange o Relatório da Administração e não expressamos qualquer forma de conclusão de auditoria sobre esse relatório. Em conexão com a auditoria das demonstrações financeiras individuais e consolidadas, nossa responsabilidade é a de ler o Relatório da Administração e, ao fazê-lo, considerar se esse relatório está, de forma relevante, inconsistente com as demonstrações financeiras ou com nosso conhecimento obtido na auditoria ou, de outra forma, aparenta estar distorcido de forma relevante. Se, com base no trabalho realizado, concluirmos que há distorção relevante no Relatório da Administração, somos requeridos a comunicar esse fato. Não temos nada a relatar a este respeito. Responsabilidades da administração e da governança pelas demonstrações financeiras individuais e consolidadasA administração é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras individuais e consolidadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS), emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB), e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.Na elaboração das demonstrações financeiras individuais e consolidadas, a administração é responsável pela avaliação da capacidade de a Companhia continuar operando, divulgando, quando aplicável, os assuntos relacionados com a sua continuidade operacional e o uso dessa base contábil na elaboração das demonstrações financeiras, a não ser que a administração pretenda liquidar a Companhia e suas controladas ou cessar suas operações, ou não tenha nenhuma alternativa realista para evitar o encerramento das operações.Os responsáveis pela governança da Companhia e suas controladas são aqueles com responsabilidade pela supervisão do processo de elaboração das demonstrações financeiras. Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações financeiras individuais e consolidadasNossos objetivos são obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras individuais e consolidadas, tomadas em conjunto, estão livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro, e emitir relatório de auditoria contendo nossa opinião. Segurança razoável é um alto nível de segurança, mas não uma garantia de que a auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria sempre detectam as eventuais distorções relevantes existentes. As distorções podem ser decorrentes de fraude ou erro e são consideradas relevantes quando, individualmente ou em conjunto, possam influenciar, dentro de uma perspectiva razoável, as decisões econômicas dos usuários tomadas com base nas referidas demonstrações financeiras.Como parte da auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria, exercemos julgamento profissional e mantemos ceticismo profissional ao longo da auditoria. Além disso:Identificamos e avaliamos os riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras individuais e consolidadas, independentemente se causada por fraude ou erro, planejamos e executamos procedimentos de auditoria em resposta a tais riscos, bem como obtemos evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar nossa opinião. O risco de não detecção de distorção relevante resultante de fraude é maior do que o proveniente de erro, já que a fraude pode envolver o ato de burlar os controles internos, conluio, falsificação, omissão ou representações falsas intencionais.Obtemos entendimento dos controles internos relevantes para a auditoria para planejarmos procedimentos de auditoria apropriados nas circunstâncias, mas, não, com o objetivo de expressarmos opinião sobre a eficácia dos controles internos da Companhia e suas controladas.Avaliamos a adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis e respectivas divulgações feitas pela administração.Concluímos sobre a adequação do uso, pela administração, da base contábil de continuidade operacional e, com base nas evidências de auditoria obtidas, se existe incerteza relevante em relação a eventos ou condições que possam levantar dúvida significativa em relação à capacidade de continuidade operacional da Companhia e suas controladas. Se concluirmos que existe incerteza relevante, devemos chamar atenção em nosso relatório de auditoria para as respectivas divulgações nas demonstrações financeiras individuais e consolidadas ou incluir modificação em nossa opinião, se as divulgações forem inadequadas. Nossas conclusões estão fundamentadas nas evidências de auditoria obtidas até a data de nosso relatório. Todavia, eventos ou condições futuras podem levar a Companhia e suas controladas a não mais se manterem em continuidade operacional.Avaliamos a apresentação geral, a estrutura e o conteúdo das demonstrações financeiras, inclusive as divulgações, e se as demonstrações financeiras individuais e consolidadas representam as correspondentes transações e os eventos de maneira compatível com o objetivo de apresentação adequada.Obtemos evidência de auditoria apropriada e suficiente referente às informações financeiras das entidades ou atividades de negócio do grupo para expressar uma opinião sobre as demonstrações financeiras consolidadas. Somos responsáveis pela direção, supervisão e desempenho da auditoria do grupo e, consequentemente, pela opinião de auditoria. Comunicamo-nos com os responsáveis pela governança a respeito, entre outros aspectos, do alcance planejado, da época da auditoria e das constatações significativas de auditoria, inclusive as eventuais deficiências significativas nos controles internos que identificamos durante nossos trabalhos.Fornecemos também aos responsáveis pela governança declaração de que cumprimos com as exigências éticas relevantes, incluindo os requisitos aplicáveis de independência, e comunicamos todos os eventuais relacionamentos ou assuntos que poderiam afetar, consideravelmente, nossa independência, incluindo, quando aplicável, as respectivas salvaguardas. Dos assuntos que foram objeto de comunicação com os responsáveis pela governança, determinamos aqueles que foram considerados como mais significativos na auditoria das demonstrações financeiras do exercício corrente e que, dessa maneira, constituem os principais assuntos de auditoria. Descrevemos esses assuntos em nosso relatório de auditoria, a menos que lei ou regulamento tenha proibido divulgação pública do assunto, ou quando, em circunstâncias extremamente raras, determinarmos que o assunto não deve ser comunicado em nosso relatório porque as consequências adversas de tal comunicação podem, dentro de uma perspectiva razoável, superar os benefícios da comunicação para o interesse público. São Paulo, 23 de fevereiro de 2017. ERNST & YOUNG Auditores Independentes S.S.CRC-2SP015199/F-6 Antonio Humberto Barros dos SantosContador CRC-1SP161745/O-3

Declaração dos Diretores sobre as Demonstrações Financeiras

DECLARAÇÃO DOS DIRETORES SOBRE AS DEMONTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS E PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES Em atendimento ao disposto nos incisos V e VI do artigo 25 da Instrução CVM nº 480/09, a diretoria executiva da BRF S.A., declara que: revisaram, discutiram e concordam com as informações financeiras da Companhia do exercício social findo em 31.12.16 e revisaram, discutiram e concordam com as opiniões expressas no relatório da Ernst & Young Auditores Independentes S.S., relativamente às demonstrações financeiras da Companhia do exercício social findo em 31.12.16. São Paulo, 23 de fevereiro de 2017. Pedro de Andrade FariaDiretor Presidente Global José Alexandre Carneiro BorgesDiretor Vice-Presidente de Finanças e Relações com Investidores Artur Paranhos TaclaDiretor Vice-Presidente de Gente Hélio Rubens Mendes dos Santos Junior Diretor Vice-Presidente de Supply Chain José Roberto Pernomian RodriguesDiretor Vice-Presidente de Integridade Corporativa Leonardo Almeida ByrroDiretor Vice-Presidente de Negócio (General Manager Brasil - Planejamento & Distribuição) Rafael Ivanisk OliveiraDiretor Vice-Presidente de Negócio (General Manager Brasil - Vendas & Marketing) Rodrigo Reghini VieiraDiretor Vice-Presidente de Qualidade e Gestão

Declaração dos Diretores sobre o Relatório do Auditor Independente

DECLARAÇÃO DOS DIRETORES SOBRE AS DEMONTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS E PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES Em atendimento ao disposto nos incisos V e VI do artigo 25 da Instrução CVM nº 480/09, a diretoria executiva da BRF S.A., declara que: revisaram, discutiram e concordam com as informações financeiras da Companhia do exercício social findo em 31.12.16 e revisaram, discutiram e concordam com as opiniões expressas no relatório da Ernst & Young Auditores Independentes S.S., relativamente às demonstrações financeiras da Companhia do exercício social findo em 31.12.16. São Paulo, 23 de fevereiro de 2017. Pedro de Andrade FariaDiretor Presidente Global José Alexandre Carneiro BorgesDiretor Vice-Presidente de Finanças e Relações com Investidores Artur Paranhos TaclaDiretor Vice-Presidente de Gente Hélio Rubens Mendes dos Santos Junior Diretor Vice-Presidente de Supply Chain José Roberto Pernomian RodriguesDiretor Vice-Presidente de Integridade Corporativa Leonardo Almeida ByrroDiretor Vice-Presidente de Negócio (General Manager Brasil - Planejamento & Distribuição) Rafael Ivanisk OliveiraDiretor Vice-Presidente de Negócio (General Manager Brasil - Vendas & Marketing) Rodrigo Reghini VieiraDiretor Vice-Presidente de Qualidade e Gestão

Parecer do Conselho Fiscal ou Órgão Equivalente

PARECER DO CONSELHO FISCAL O Conselho Fiscal da BRF S.A., no exercício de suas atribuições legais e estatutárias, examinou:(i) as demonstrações financeiras (controladora e consolidado) referentes ao exercício social findo em 31.12.16 (ii) o Relatório da Administração e(iii) o relatório sem ressalvas emitido pela Ernst & Young Auditores Independentes S.S. em 23 de fevereiro de 2017.Com base nos documentos examinados e nos esclarecimentos prestados, os membros do Conselho Fiscal, abaixo assinados, opinam que as demonstrações financeiras e o relatório da administração encontram-se adequadamente apresentados em condições de serem apreciados pela Assembleia Geral Ordinária. São Paulo, 23 de fevereiro de 2017. Attilio Guaspari Membro Independente do Conselho Marcus Vinicius Dias SeveriniMembro do Conselho Reginaldo Ferreira AlexandreMembro Independente do Conselho RELATÓRIO ANUAL RESUMIDO DO COMITÊ DE AUDITORIA Atividades do Comitê de AuditoriaO comitê foi eleito em 03.04.14, conforme reunião do Conselho de Administração, tendo se reunido ordinariamente mensalmente desde a eleição e realizado 08 reuniões extraordinárias. Sendo que as principais discussões ocorridas estão descritas no parágrafo seguinte. O Comitê de Auditoria reuniu-se em duas oportunidades de forma reservada com a auditoria independente e discute mensalmente com o Conselho de Administração os principais temas acompanhados durante o ano. Temas discutidos pelo Comitê de Auditoria O Comitê de Auditoria reuniu-se com vice-presidências, diretores da companhia, área de prevenção à fraudes, auditores internos e independentes para realizar o entendimento dos processos, controles internos, possíveis deficiências e eventuais planos de melhoria, bem como para emitir suas recomendações ao Conselho de Administração e à Diretoria. Os principais temas nestas reuniões foram: Discussão e aprovação do plano anual de auditoria interna Acompanhamento dos pontos de auditoria identificados nos trabalhos, justificativas e eventuais planos de ação dos responsáveis nos casos mais relevantes, em reunião presencial Definição de cronograma para o Plano de Trabalho da Auditoria Interna Análise da Política de Partes Relacionada Avaliação e discussão do desempenho da auditoria interna Entendimento do planejamento da auditoria independente e principais conclusões obtidas nos relatórios de revisão das informações trimestrais e anual Discussão das recomendações apontadas na carta de controles internos Discussão e recomendações para a aprovação das demonstrações financeiras trimestrais e anual Acompanhamento das condições de independência da auditoria externa para a execução dos trabalhos Aprovação da contratação de trabalhos do Auditor Externo para auditoria nas subsidiárias e due diligence nos processos de M&A e Novos Negócios da Companhia Recomendações e alinhamento para a constituição da Área de Prevenção à Fraudes da Companhia Acompanhamento dos processos de investigação e recomendação dos Planos de Ação Discussão dos processos de controles internos Análise e recomendação para o mapeamento de riscos da Companhia Recomendação para melhorias no processo de Canal de Denúncias Verificação da política e aderência à lei anticorrupção na Companhia Análise sobre as demonstrações financeiras trimestrais e anual da BRF e respectivas informações de divulgação ao mercado Análise e discussão das provisões, passivos e ativos contingentes, de acordo com a regulamentação pertinente. PARECER DO COMITÊ DE AUDITORIAO Comitê de Auditoria da BRF S.A., no exercício de suas atribuições legais e estatutárias, examinou as demonstrações financeiras (controladora e consolidado) referentes ao exercício social findo em 31.12.16, o Relatório da Administração, e o relatório emitido sem ressalvas pela Ernst & Young Auditores Independentes S.S. Não houve situações de divergências significativas entre a Administração da Companhia, os auditores independentes e o Comitê de Auditoria em relação às Demonstrações Financeiras da Companhia.Com base nos documentos examinados e nos esclarecimentos prestados, os membros do Comitê de Auditoria, abaixo assinados, opinam que as demonstrações financeiras encontram-se em condições de serem aprovadas. São Paulo, 23 de fevereiro de 2017. Sérgio Ricardo Silva Rosa Coordenador Independente do Comitê Walter Fontana Filho Membro Independente do Comitê Fernando Maida Dall Acqua Membro Externo e Especialista Financeiro Renato Proença LopesMembro do Comitê

Procedência: Demonstrações Financeiras Padronizadas entregues à CVM e publicadas no Dados Abertos, transcritas sem alteração. Valores na escala declarada pela companhia. Confira sempre na entrega original.