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CVMDemonstrações Financeiras PadronizadasRef. 2017Código CVM 2437Versão 1Recebida em 27/03/2018valores em R$ mil

DFP 2017 de AXIA ENERGIA S.A.

AXIA ENERGIA S.A. · CNPJ 00.001.180/0001-26

AXIA ENERGIA S.A.
CNPJ 00.001.180/0001-26
DFP 2017
Exercício 2017
Pré-visualização indisponível

Metadados

Empresa
AXIA ENERGIA S.A.
CNPJ
00.001.180/0001-26
Tipo
Demonstrações Financeiras Padronizadas
Páginas
Ano de referência
2017*
Publicado em
27/03/2018 — CVM
Indexado em
05/08/2026, 23:56:04

* ano de referência inferido — pode conter erros, confira sempre na publicação

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Demonstrações financeiras

Conta a conta · CVM
Conta a conta, como entregue à CVM.
CódigoConta31/12/201731/12/2016Var.
1Ativo Total172.975.359170.499.4271,5%
1.01Ativo Circulante37.358.72729.272.65227,6%
1.01.01Caixa e Equivalentes de Caixa2.122.1282.177.201−2,5%
1.01.01.01Caixa792.252495.85559,8%
1.01.01.02Caixa restrito1.329.8761.681.346−20,9%
1.01.02Aplicações Financeiras6.924.3585.681.79121,9%
1.01.02.01Aplicações Financeiras Avaliadas a Valor Justo00
1.01.02.01.01Títulos para Negociação00
1.01.02.01.02Títulos Disponíveis para Venda00
1.01.02.02Aplicações Financeiras Avaliadas ao Custo Amortizado6.924.3585.681.79121,9%
1.01.02.02.01Títulos Mantidos até o Vencimento6.924.3585.681.79121,9%
1.01.03Contas a Receber4.662.3684.402.2785,9%
1.01.03.01Clientes4.662.3684.402.2785,9%
1.01.03.02Outras Contas a Receber00
1.01.04Estoques944.395996.632−5,2%
1.01.04.01Almoxarifado479.243540.895−11,4%
1.01.04.02Estoque465.152455.7372,1%
1.01.05Ativos Biológicos00
1.01.06Tributos a Recuperar1.066.2071.085.520−1,8%
1.01.06.01Tributos Correntes a Recuperar1.066.2071.085.520−1,8%
1.01.07Despesas Antecipadas00
1.01.08Outros Ativos Circulantes21.639.27114.929.23044,9%
1.01.08.01Ativos Não-Correntes a Venda00
1.01.08.01.01Ativos não circulantes classificados como mantidos para venda00
1.01.08.02Ativos de Operações Descontinuadas00
1.01.08.03Outros21.639.27114.929.23044,9%
1.01.08.03.01Financiamentos e empréstimos2.471.9603.025.938−18,3%
1.01.08.03.02Conta de consumo de combustível - CCC0195.966−100,0%
1.01.08.03.03Remuneração de participações monetárias245.577318.455−22,9%
1.01.08.03.04Direito de Ressarcimento1.567.7941.657.962−5,4%
1.01.08.03.05Impostos e Contribuições Sociais1.874.4751.086.36772,5%
1.01.08.03.06Indenizações - Lei 12.783/201300
1.01.08.03.07Ativo financeiro - Concessão de Serviços Públicos7.224.3542.337.513209,1%
1.01.08.03.08Instrumentos financeiros209.327127.80863,8%
1.01.08.03.09Risco Hidrológico104.530109.535−4,6%
1.01.08.03.10Ativos mantidos para venda5.825.8794.406.21332,2%
1.01.08.03.11Diversos2.115.3751.663.47327,2%
1.02Ativo Não Circulante135.616.632141.226.775−4,0%
1.02.01Ativo Realizável a Longo Prazo78.192.66987.120.577−10,2%
1.02.01.01Aplicações Financeiras Avaliadas a Valor Justo00
1.02.01.01.01Títulos para Negociação00
1.02.01.01.02Títulos Disponíveis para Venda00
1.02.01.02Aplicações Financeiras Avaliadas ao Custo Amortizado331.862247.23534,2%
1.02.01.02.01Títulos Mantidos até o Vencimento331.862247.23534,2%
1.02.01.03Contas a Receber462.3762.079.025−77,8%
1.02.01.03.01Clientes462.3762.079.025−77,8%
1.02.01.03.02Outras Contas a Receber00
1.02.01.04Estoques831.008675.26923,1%
1.02.01.04.01Almoxarifado00
1.02.01.04.02Estoque de Combustível Nuclear831.008675.26923,1%
1.02.01.05Ativos Biológicos00
1.02.01.06Tributos Diferidos3.117.5204.033.280−22,7%
1.02.01.06.01Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos00
1.02.01.06.02Tributos a Recuperar1.635.1421.705.414−4,1%
1.02.01.06.03Imposto de renda e contribuição social diferidos1.010.810839.70820,4%
1.02.01.06.04Imposto de renda e contribuição social correntes471.5681.488.158−68,3%
1.02.01.07Despesas Antecipadas00
1.02.01.08Créditos com Partes Relacionadas00
1.02.01.08.01Créditos com Coligadas00
1.02.01.08.03Créditos com Controladores00
1.02.01.08.04Créditos com Outras Partes Relacionadas00
1.02.01.09Outros Ativos Não Circulantes73.449.90380.085.768−8,3%
1.02.01.09.01Ativos Não-Correntes a Venda00
1.02.01.09.02Ativos de Operações Descontinuadas00
1.02.01.09.03Ativo financeiro - Concessão de Serviço Público50.660.76952.749.546−4,0%
1.02.01.09.04Financiamentos e empréstimos7.794.89110.158.306−23,3%
1.02.01.09.05Cauções e depósitos vinculados5.874.7086.259.272−6,1%
1.02.01.09.06Conta de consumo de combustível06.919−100,0%
1.02.01.09.07Adiantamento para futuro aumento de capital959.8381.617.916−40,7%
1.02.01.09.08Instrumentos financeiros derivativos216.904100.965114,8%
1.02.01.09.09Direito de Ressarcimento6.509.0327.507.024−13,3%
1.02.01.09.10Indenizações - Lei 12.783/201300
1.02.01.09.11Reembolso FUNAC00
1.02.01.09.12Risco Hidrológico325.132457.677−29,0%
1.02.01.09.13Diversos1.108.6291.228.143−9,7%
1.02.02Investimentos28.708.36426.531.5348,2%
1.02.02.01Participações Societárias28.708.36426.531.5348,2%
1.02.02.01.01Participações em Coligadas27.289.70525.173.6118,4%
1.02.02.01.04Outras Participações Societárias1.418.6591.357.9234,5%
1.02.02.02Propriedades para Investimento00
1.02.03Imobilizado27.965.83726.812.9254,3%
1.02.03.01Imobilizado em Operação27.722.12426.267.9965,5%
1.02.03.02Imobilizado Arrendado00
1.02.03.03Imobilizado em Andamento243.713544.929−55,3%
1.02.04Intangível749.762761.739−1,6%
1.02.04.01Intangíveis749.762761.739−1,6%
1.02.04.01.01Contrato de Concessão00
1.02.04.01.02Outros749.762761.739−1,6%
1.02.04.02Goodwill00

valores em R$ mil; variação sobre o exercício anterior, como publicado.

Parecer do auditor

Sem Ressalva
Ler o relatório completo

Aos acionistas e aos administradores da Centrais Elétricas Brasileiras S.A. - EletrobrasBrasília - DFOpiniãoExaminamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Centrais Elétricas Brasileiras S.A. - Eletrobras ("Companhia" ou "Eletrobras"), identificadas como controladora e consolidado, respectivamente, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2017 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, bem como as correspondentes notas explicativas, compreendendo as políticas contábeis significativas e outras informações elucidativas.Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira, individual e consolidada, da Centrais Elétricas Brasileiras S.A. - Eletrobras em 31 de dezembro de 2017, o desempenho individual e consolidado de suas operações e os seus respectivos fluxos de caixa individuais e consolidados para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB).Base para OpiniãoNossa auditoria foi conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Nossas responsabilidades, em conformidade com tais normas, estão descritas na seção a seguir intitulada "Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações financeiras individuais e consolidadas". Somos independentes em relação à Companhia e suas controladas, de acordo com os princípios éticos relevantes previstos no Código de Ética Profissional do Contador e nas normas profissionais emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade, e cumprimos com as demais responsabilidades éticas de acordo com essas normas. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.ÊnfaseContinuidade operacional de empresas controladas e controladas em conjuntoConforme mencionado na Nota Explicativa nº 15 às demonstrações financeiras individuais e consolidadas, as controladas de geração Eletrobras Termonuclear SA (Eletronuclear), Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE) e Amazonas Geração e Transmissão de Energia S.A. apresentam perdas contínuas em suas operações, capital de giro negativo e/ou passivo a descoberto, e as investidas controladas em conjunto Madeira Energia S.A., Norte Energia S.A., e Teles Pires Participações S.A. apresentam capital de giro negativo relevante em 31 de dezembro de 2017. Conforme descrito na Nota Explicativa nº 2 às demonstrações financeiras individuais e consolidadas, por decisão da 170ª. Assembleia Geral Extraordinária - AGE da Eletrobras em 8 de fevereiro de 2018, foi aprovada a venda das ações de titularidade da Eletrobras das controladas distribuidoras de energia Companhia Energética do Piauí - CEPISA Companhia Energética de Alagoas - CEAL Companhia de Eletricidade do Acre - ELETROACRE Centrais Elétricas de Rondônia S.A - CERON Boa Vista Energia S.A e Amazonas Distribuidora de Energia S.A. - AmD, em leilão de desestatização associado à outorga de nova concessão pelo Poder Concedente, incluindo a assunção de dívidas dessas controladas e/ou conversão de dívidas em aumento de capital, pela Eletrobras, até 31 de julho de 2018, bem como o atendimento de certas condições precedentes em relação à CEAL e à AmD. A 170ª. AGE deliberou ainda pela dissolução e liquidação da(s) respectiva(s) Distribuidora(s) em caso de não cumprimento das condicionantes previstas para a privatização até o prazo estabelecido pela citada AGE, o que também deverá ocorrer conforme a 169ª. AGE da Eletrobras, caso não seja garantido pela ANEEL e/ou pelo Poder Concedente, o direito à prestação de serviços de distribuição, de forma temporária, até a efetiva transferência do controle acionário limitado a 31 de julho de 2018, mediante remuneração adequada.A continuidade operacional das controladas e coligadas mencionadas acima depende da manutenção do suporte financeiro por parte de terceiros, da Companhia e/ou demais acionistas e/ou do sucesso em leilão de desestatização. Nossa opinião não está ressalvada em função desses assuntos.Principais assuntos de auditoriaPrincipais assuntos de auditoria são aqueles que, em nosso julgamento profissional, foram os mais significativos em nossa auditoria do exercício corrente. Esses assuntos foram tratados no contexto de nossa auditoria das demonstrações financeiras individuais e consolidadas como um todo e na formação de nossa opinião sobre essas demonstrações financeiras individuais e consolidadas e, portanto, não expressamos uma opinião separada sobre esses assuntos.Riscos relacionados à conformidade com leis e regulamentos - Lava JatoVeja Nota Explicativa nº 4.XI às Demonstrações FinanceirasPrincipal assunto de auditoriaComo o assunto foi conduzido na auditoriaEm conexão com os processos de investigação pelas autoridades públicas federais na operação conhecida como "Lava Jato" e seus desdobramentos, a Companhia, por meio de uma investigação independente e considerando seu conhecimento e informação disponível, refletiu nas suas demonstrações financeiras os impactos estimados atribuídos a esse assunto. A apuração, reconhecimento, mensuração e divulgação desses impactos foi determinada pela Companhia com base nos resultados apresentados nos relatórios de investigação conduzidos por empresa independente especializada, supervisionada por uma comissão independente criada pela Companhia para este fim, sob a responsabilidade final do Conselho de Administração da Companhia. Esse assunto foi tratado como significativo em nossa auditoria em função das limitações intrínsecas à investigação de um esquema dessa natureza (que é montado para ocultar informações), bem como as restrições circunstanciais, legais e jurisdicionais ao acesso às informações que poderiam propiciar a plena apuração dos aspectos objeto da investigação. Portanto houve necessidade de exercício de alto grau de julgamento na determinação e na conclusão quanto à propriedade do escopo da investigação, dos procedimentos e técnicas forensic empregadas, bem como na determinação das premissas que resultaram nas conclusões quanto aos impactos estimados do resultado da investigação nas demonstrações financeiras da Companhia. Dessas premissas, as mais significativas foram (i) a estimativa dos valores determinados pela investigação independente como decorrentes de atos ilícitos (ii) a determinação de que tais valores estimados estavam embutidos nos custos dos projetos e (iii) a conclusão quanto à impraticabilidade de determinar o momento de registro desses valores, razão pela qual foram reconhecidos no período em que se tornaram conhecidos e razoavelmente estimáveis.Nossos procedimentos de auditoria incluíram, entre outros, o acompanhamento do funcionamento e avaliação da modelagem definida pelo Conselho de Administração para conduzir e supervisionar a investigação, especialmente quanto à independência. Nossos especialistas em forensic nos auxiliaram a avaliar o escopo, inclusive completude e abrangência da investigação independente, notadamente no que diz respeito aos projetos avaliados como de maior exposição ao risco de associação com atos ilícitos objeto da Lava Jato e também no julgamento quanto ao risco remanescente em função das limitações e restrições ao pleno acesso às informa ções que, de outra forma, poderiam propiciar uma apuração mais ampla dos aspectos objeto da investigação e na avaliação crítica dos procedimentos e metodologias utilizados pela investigação independente, inclusive quanto aos procedimentos de coleta e análise de documentos e/ou informações críticas, seleção de aspectos de maior criticidade para execução de procedimentos adicionais, entendimento da seleção e das abordagens de entrevistas, acompanhamento de informações relevantes pelos meios de comunicação, acompanhamento da interação com autoridades públicas e monitoramento e utilização de informações relevantes oriundas das atividades dessas autoridades. Adicionalmente, acompanhamos e avaliamos aspectos qualitativos relevantes de decisões tomadas pelo Conselho de Administração e que não estão diretamente relacionados com ajustes nas demonstrações financeiras. Finalmente, avaliamos e discutimos, em vista das evidências disponíveis, as estimativas e premissas utilizadas para se chegar nas conclusões da investigação em relação aos registros e divulgações sobre este assunto nas demonstrações financeiras.Com base nas evidências obtidas por meio dos procedimentos acima sumarizados, consideramos que são aceitáveis o registro e a divulgação relacionados a esse assunto no contexto das demonstrações financeiras individuais e consolidadas do exercício findo em 31 de dezembro de 2017, tomadas em conjunto.Valor recuperável ("Impairment") dos ativos não financeirosVeja Notas Explicativas n° 3.12, 15, 19 e 33 às Demonstrações FinanceirasPrincipal assunto de auditoriaComo o assunto foi conduzido na auditoriaA Companhia possui nas demonstrações financeiras individuais e consolidadas em 31 de dezembro de 2017 montantes significativos relativos aos ativos imobilizado, intangível, investimentos avaliados por equivalência patrimonial e contratos onerosos (quando há obrigação legal ou construtiva de arcar com perdas além do investimento), cuja realização foi testada, quando aplicável, com base em estimativas de valor recuperável consistentes com os planos de negócios das correspondentes (i) unidades geradoras de caixa ("UGCs"), para o caso de ativos imobilizado e intangível ou (ii) investidas, para os investimentos avaliados por equivalência patrimonial. A Companhia avaliou a existência de indicadores de redução ao valor recuperável em relação as suas UGCs e investidas avaliadas por equivalência patrimonial e, onde aplicável, utilizou o método de fluxo de caixa descontado, com base em projeções econômico-financeiras de cada UGC/investida, para constituição e/ou reversão de impairment relacionado a esses ativos. Devido às incertezas inerentes ao processo de determinação das estimativas de fluxos de caixa futuros, principalmente das premissas que afetam a determinação das taxas de desconto e do comportamento projetado dos volumes e preços das receitas e dos custos projetados utilizados na determinação do valor recuperável desses ativos, que requerem um grau significativo de julgamento por parte da Companhia associado a um ambiente regulatório, econômico e político desafiador, que pode impactar o valor desses ativos nas demonstrações financeiras individuais e consolidadas, consideramos esse assunto significativo para a nossa auditoria.Nossos procedimentos de auditoria incluíram, dentre outros, a avaliação do desenho e efetividade dos controles internos chave associados à obtenção das informações relevantes, avaliação de riscos e indicadores de perda, mensuração, reconhecimento contábil e divulgação do reconhecimento ou reversão de impairment.Nossos procedimentos incluíram também, a avaliação em base de testes, com o auxílio de nossos especialistas em finanças corporativas, da razoabilidade, consistência e aderência a práticas usuais das premissas e das metodologias utilizadas. Os principais aspectos que testamos estão relacionados com projeções de crescimento econômico, volumes e preços de venda de energia, dispêndios para manutenção dos equipamentos, insumos e custos associados, inflação de custos e taxas de desconto, que incluem, mas não se limitam à taxa de risco dos correspondentes empreendimentos. Sempre que julgamos aplicável e apropriado, comparamos essas variáveis com fontes de mercado disponíveis. Nossos procedimentos também incluíram análise de sensibilidade, testes de re-execução de cálculos e razoabilidade da determinação das UGCs.Avaliamos também as divulgações efetuadas pela Companhia.No decorrer da nossa auditoria identificamos ajustes que afetariam a mensuração e/ou divulgações de impairments, os quais não foram registrados ou divulgados pela administração, por terem sido considerados imateriais, bem como identificamos ajustes que foram acatados e registrados pela Companhia.Com base nas evidências coletadas na execução dos procedimentos acima sumarizados, consideramos que o reconhecimento e/ou reversão de impairment relacionados aos ativos imobilizado, intangível, investimentos avaliados por equivalência patrimonial e contratos onerosos, bem como as divulgações relacionadas, são aceitáveis no contexto das demonstrações financeiras tomadas em conjunto, referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2017. Provisões para contingências e passivos contingentesVeja Notas Explicativas nº 3.19 e 30 às Demonstrações FinanceirasPrincipal assunto de auditoriaComo o assunto foi conduzido na auditoriaA Companhia possui nas demonstrações financeiras individuais e consolidadas em 31 de dezembro de 2017 um montante de R$ 17.797.212 mil e R$ 24.552.350 mil, respectivamente, relativo a provisões para contingências, cujo reconhecimento e mensuração estão, notadamente em relação ao tema "empréstimo compulsório", estimados com base em premissas que envolvem elevado grau de julgamento e que são influenciados por teses e/ou julgamentos resultantes de interpretação quanto a aspectos legais complexos e por vezes controversos de matéria jurídica em variadas instâncias e diferentes cortes judiciais.A Companhia possui ainda uma gama relevante de passivos contingentes divulgados, também sujeitos aos riscos associados às premissas, estimativas e julgamentos citados acima. Dentre esses passivos contingentes, existem duas ações judiciais coletivas iniciadas nos Estados Unidos da América, que alegam, entre outras coisas, que a Companhia e os réus individuais sabiam ou deveriam saber sobre a alegada fraude cometida contra a Companhia por um cartel de empreiteiras, bem como subornos e propinas supostamente solicitados e recebidos pelos empregados da Companhia que a Companhia e os réus individuais apresentaram declarações errôneas e omissões em relação à alegada fraude e que o preço das ações da Companhia declinou quando a suposta fraude foi divulgada. Embora nenhuma provisão tenha sido constituída nas demonstrações financeiras da Companhia, que entende no atual estágio processual não ser possível fazer uma mensuração razoável, o resultado final desses processos judiciais pode ter um efeito adverso relevante sobre a posição financeira, os resultados das operações e fluxos de caixa futuros da Companhia. Devido à relevância, complexidade e grau de julgamento envolvidos na avaliação, mensuração, reconhecimento e divulgações relacionadas às provisões para contingências e passivos contingentes e ao potencial impacto que eventuais alterações nas premissas e estimativas usadas possam vir a ter sobre as demonstrações financeiras individuais e consolidadas, consideramos esse assunto significativo para a nossa auditoria.Nossos procedimentos de auditoria incluíram, entre outros, a avaliação do desenho e efetividade dos controles internos chave, adotados pela Companhia associados a captura dos processos, avaliação de risco, mensuração, reconhecimento e divulgação das provisões para contingências e passivos contingentes.Com apoio de nossos especialistas em aspectos legais, avaliamos as estimativas e julgamentos relevantes feitos pela Companhia e seus assessores, principalmente os que influenciaram a avaliação de risco processual e metodologia de cálculo dos valores estimados. Obtivemos confirmação do posicionamento dos consultores jurídicos internos e externos da Companhia, discutindo com os mesmos e com os responsáveis pelos registros contábeis fundamentos e aspectos relevantes que impactaram as demonstrações financeiras. Por amostragem, realizamos testes e procedimentos de auditoria sobre os valores de constituição, reversão, baixa e atualização das provisões no exercício, bem como avaliamos e aplicamos procedimentos de testes sobre o histórico de movimentação das provisões e passivos contingentes. Avaliamos também as divulgações efetuadas nas demonstrações financeiras.No decorrer da nossa auditoria identificamos ajustes que afetariam a mensuração e/ou divulgação das contingências, os quais não foram registrados nem divulgados pela Companhia, por terem sido considerados imateriais, bem como identificamos ajustes que foram acatados e registrados pela Companhia.Com base nas evidências obtidas por meio dos procedimentos acima resumidos, consideramos que o saldo das provisões para contingências, bem como as divulgações das contingências e passivos contingentes, são aceitáveis no contexto das demonstrações financeiras tomadas em conjunto, referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2017. Outros assuntosDemonstrações do valor adicionadoAs demonstrações individual e consolidada do valor adicionado (DVA) referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2017, elaboradas sob a responsabilidade da administração da Companhia, e apresentadas como informação suplementar para fins de IFRS, foram submetidas a procedimentos de auditoria executados em conjunto com a auditoria das demonstrações financeiras da Companhia. Para a formação de nossa opinião, avaliamos se essas demonstrações estão conciliadas com as demonstrações financeiras e registros contábeis, conforme aplicável, e se a sua forma e conteúdo estão de acordo com os critérios definidos no Pronunciamento Técnico CPC 09 - Demonstração do Valor Adicionado. Em nossa opinião, essas demonstrações do valor adicionado foram adequadamente elaboradas, em todos os aspectos relevantes, segundo os critérios definidos nesse Pronunciamento Técnico e são consistentes em relação às demonstrações financeiras individuais e consolidadas tomadas em conjunto.Outras informações que acompanham as demonstrações financeiras e o relatório dos auditoresA administração da Companhia é responsável por essas outras informações que compreendem o Relatório da Administração.Nossa opinião sobre as demonstrações financeiras individuais e consolidadas não abrange o Relatório da Administração e não expressamos qualquer forma de conclusão de auditoria sobre esse relatório.Em conexão com a auditoria das demonstrações financeiras individuais e consolidadas, nossa responsabilidade é a de ler o Relatório da Administração e, ao fazê-lo, considerar se esse relatório está, de forma relevante, inconsistente com as demonstrações financeiras ou com nosso conhecimento obtido na auditoria ou, de outra forma, aparenta estar distorcido de forma relevante. Se, com base no trabalho realizado, concluirmos que há distorção relevante no Relatório da Administração, somos requeridos a comunicar esse fato. Não temos nada a relatar a esse respeito.Responsabilidades da administração e da governança pelas demonstrações financeiras individuais e consolidadasA administração é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras individuais e consolidadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS), emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB), e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.Na elaboração das demonstrações financeiras individuais e consolidadas, a administração é responsável pela avaliação da capacidade de a Companhia continuar operando, divulgando, quando aplicável, os assuntos relacionados com a sua continuidade operacional e o uso dessa base contábil na elaboração das demonstrações financeiras, a não ser que a administração pretenda liquidar a Companhia e suas controladas ou cessar suas operações, ou não tenha nenhuma alternativa realista para evitar o encerramento das operações.Os responsáveis pela governança da Companhia e suas controladas são aqueles com responsabilidade pela supervisão do processo de elaboração das demonstrações financeiras. Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações financeiras individuais e consolidadasNossos objetivos são obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras individuais e consolidadas, tomadas em conjunto, estão livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro, e emitir relatório de auditoria contendo nossa opinião. Segurança razoável é um alto nível de segurança, mas não uma garantia de que a auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria sempre detectam as eventuais distorções relevantes existentes. As distorções podem ser decorrentes de fraude ou erro e são consideradas relevantes quando, individualmente ou em conjunto, possam influenciar, dentro de uma perspectiva razoável, as decisões econômicas dos usuários tomadas com base nas referidas demonstrações financeiras.Como parte da auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria, exercemos julgamento profissional e mantemos ceticismo profissional ao longo da auditoria. Além disso:-Identificamos e avaliamos os riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras individuais e consolidadas, independentemente se causada por fraude ou erro, planejamos e executamos procedimentos de auditoria em resposta a tais riscos, bem como obtemos evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar nossa opinião. O risco de não detecção de distorção relevante resultante de fraude é maior do que o proveniente de erro, já que a fraude pode envolver o ato de burlar os controles internos, conluio, falsificação, omissão ou representações falsas intencionais.-Obtemos entendimento dos controles internos relevantes para a auditoria para planejarmos procedimentos de auditoria apropriados às circunstâncias, mas, não, com o objetivo de expressarmos opinião sobre a eficácia dos controles internos da Companhia e suas controladas.-Avaliamos a adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis e respectivas divulgações feitas pela administração.-Concluímos sobre a adequação do uso, pela administração, da base contábil de continuidade operacional e, com base nas evidências de auditoria obtidas, se existe incerteza relevante em relação a eventos ou condições que possam levantar dúvida significativa em relação à capacidade de continuidade operacional da Companhia e suas controladas. Se concluirmos que ex iste incerteza relevante, devemos chamar atenção em nosso relatório de auditoria para as respectivas divulgações nas demonstrações financeiras individuais e consolidadas ou incluir modificação em nossa opinião, se as divulgações forem inadequadas. Nossas conclusões estão fundamentadas nas evidências de auditoria obtidas até a data de nosso relatório. Todavia, eventos ou condições futuras podem levar a Companhia e suas controladas a não mais se manterem em continuidade operacional.-Avaliamos a apresentação geral, a estrutura e o conteúdo das demonstrações financeiras, inclusive as divulgações e se as demonstrações financeiras individuais e consolidadas representam as correspondentes transações e os eventos de maneira compatível com o objetivo de apresentação adequada.-Obtemos evidência de auditoria apropriada e suficiente referente às informações financeiras das entidades ou atividades de negócio do grupo para expressar uma opinião sobre as demonstrações financeiras individuais e consolidadas. Somos responsáveis pela direção, supervisão e desempenho da auditoria do grupo e, consequentemente, pela opinião de auditoria.Comunicamo-nos com os responsáveis pela governança a respeito, entre outros aspectos, do alcance planejado, da época da auditoria e das constatações significativas de auditoria, inclusive as eventuais deficiências significativas nos controles internos que identificamos durante nossos trabalhos.Fornecemos também aos responsáveis pela governança declaração de que cumprimos com as exigências éticas relevantes, incluindo os requisitos aplicáveis de independência, e comunicamos todos os eventuais relacionamentos ou assuntos que poderiam afetar, consideravelmente, nossa independência, incluindo, quando aplicável, as respectivas salvaguardas.Dos assuntos que foram objeto de comunicação com os responsáveis pela governança, determinamos aqueles que foram considerados como mais significativos na auditoria das demonstrações financeiras do exercício corrente e que, dessa maneira, constituem os principais assuntos de auditoria. Descrevemos esses assuntos em nosso relatório de auditoria, a menos que lei ou regulamento tenha proibido divulgação pública do assunto, ou quando, em circunstâncias extremamente raras, determinarmos que o assunto não deve ser comunicado em nosso relatório porque as consequências adversas de tal comunicação podem, dentro de uma perspectiva razoável, superar os benefícios da comunicação para o interesse público.Rio de Janeiro, 26 de março de 2018KPMG Auditores IndependentesCRC SP-014428/O-6 F-RJDanilo Siman SimõesContador CRC 1MG058180/O-2 T-SP

Declaração dos Diretores sobre as Demonstrações Financeiras

Declaramos, em atendimento à Instrução CVM n° 480, de 7 de dezembro de 2009, que revisamos, discutimos e concordamos com as Demonstrações Financeiras da Centrais Elétricas Brasileiras S.A. - Eletrobras, relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2017.Rio de Janeiro, 26 de março de 2018.Diretoria Executiva EletrobrasWilson Ferreira Junior- PresidenteArmando Casado de Araujo - Diretor Financeiro e de Relações com InvestidoresJosé Antonio Muniz Lopes - Diretor de TransmissãoAntônio Varejão de Godoy - Diretor de GeraçãoLuiz Henrique Hamann - Diretor de Distribuição Lucia Maria Martins Casasanta - Diretora de Conformidade

Declaração dos Diretores sobre o Relatório do Auditor Independente

Declaramos, em atendimento à Instrução CVM n° 480, de 7 de dezembro de 2009, que revisamos, discutimos e concordamos com as opiniões expressas no relatório dos auditores independentes da Companhia - KPMG, emitido sobre as Demonstrações Financeiras da Centrais Elétricas Brasileiras S.A. - Eletrobras, relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2017.Rio de Janeiro, 26 de março de 2018.Diretoria Executiva EletrobrasWilson Ferreira Junior - PresidenteArmando Casado de Araujo - Diretor Financeiro e de Relações com InvestidoresJosé Antonio Muniz Lopes - Diretor de TransmissãoAntônio Varejão de Godoy - Diretor de GeraçãoLuiz Henrique Hamann - Diretor de Distribuição Lucia Maria Martins Casasanta - Diretora de Conformidade

Parecer do Conselho Fiscal ou Órgão Equivalente

PARECER DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS 31.12.2017O Conselho Fiscal das Centrais Elétricas Brasileiras S.A. - Eletrobras, no âmbito de suas atribuições legais e estatutárias, conheceu o Relatório da Administração e procedeu ao exame das Demonstrações financeiras individuais e consolida da Eletrobras, referente ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2017, compostas do Balanço Patrimonial, da Demonstração do valor adicionado, Demonstração do Resultado Abrangente, Demonstração dos Fluxos de Caixa e das Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis, acompanhadas do Parecer dos Auditores Independentes, bem como se inteirou da proposta relativa à destinação do resultado do exercício.Este Conselho Fiscal, Considerando o trabalho de acompanhamento da Empresa, controladora e consolidado, as informações prestadas pela Companhia ao longo do exercício, a análise da documentação apresentada e o Relatório dos Auditores Independentes - KPMG Auditores Independentes, entende que os referidos documentos, destacada a ênfase contida no Relatório dos Auditores Independentes, estão em condições de serem submetidos à deliberação da Assembleia Geral Ordinária de Acionistas da Empresa. Rio de Janeiro, 26 de março de 2018. Agnes Maria de Aragão da Costa José Wanderley Uchôa Barreto Presidente do Conselho Conselheiro Márcio Leão Coelho Patricia Valente Stierli Conselheiro Conselheira Ronaldo Dias Conselheiro

Parecer ou Relatório Resumido, se houver, do Comitê de Auditoria (estatutário ou não)

Relatório Anual Resumido - exercício social 2017Comitê de Auditoria e Riscos da EletrobrasAos Conselheiros de Administração da Centrais Elétricas Brasileiras S/A - Eletrobras.1. IntroduçãoO presente relatório anual resumido encontra-se embasado na alínea 'j' do item 4.1 do Regimento Interno do Comitê de Auditoria e Riscos da Centrais Elétricas Brasileiras S/A - Eletrobras, doravante simplesmente designado Regimento Interno, e tem como escopo relatar as principais atividades, os resultados, as conclusões e as recomendações deste órgão de assessoramento para o exercício social findo em 2017, relacionados ao monitoramento dos seguintes temas: gerenciamento de riscos e controles internosconformidade/integridade (compliance) e éticacódigo de conduta e canal de denúnciastrabalhos da auditoria internaprocesso de elaboração das demonstrações financeirastrabalhos da auditoria independente edescrição de atividades esporádicas ou pontuais.Este relatório tem ainda o objetivo de evidenciar o número de reuniões ordinárias e extraordinárias realizadas no exercício social de 2017 pelo Comitê de Auditoria e Riscos da Eletrobras, doravante designado COAUD, além de esclarecer pontos relativos à composição, remuneração e às exigências traçadas pela Lei nº. 13.303/2016, daqui em diante, denominada Lei das Estatais.2. ContextualizaçãoO Conselho de Administração da Eletrobras (CAE), em 778ª reunião realizada em 26 de maio de 2017, deliberou, com arrimo no art. 26, XXVII, do Estatuto Social vigente à época, pela criação do Comitê de Auditoria e Riscos da Eletrobras ocasião na qual se aprovou ainda seu Regimento Interno e a composição inicial de seus três membros, a saber: os Conselheiros José Pais Rangel (coordenador - independente) Ariosto Antunes Culau e Esteves Pedro Colnago Junior.O Comitê de Auditoria e Riscos, vinculado diretamente ao CAE, é composto por Conselheiros de Administração da Eletrobras e tem por finalidade assessorar o CAE no cumprimento de suas responsabilidades de orientação e direção superior da Companhia, compreendendo, mas não se limitando a, análise e emissão de recomendações sobre riscos e estratégias a serem adotadas pela Companhia, concernentes a controles internos, auditoria, gestão de riscos e gestão financeira, a fim de conferir maior eficiência e qualidade às decisões do CAE em relação aos assuntos relacionados à sua área de atuação. Em 30 de novembro de 2017, foi realizada a 168ª Assembleia Geral Extraordinária da Eletrobras, ocasião na qual os acionistas aprovaram importante reforma no Estatuto Social da companhia, a qual contemplou uma série de medidas que visam à conformidade com o arcabouço normativo ao qual se submete a Companhia, além de representarem avanços importantes na adoção de boas práticas de governança corporativa.Dentre as mudanças estatutárias aprovadas pelos acionistas, encontra-se a nova redação do art. 40, o qual prevê a constituição obrigatória do Comitê de Auditoria e Riscos que funcionará em caráter permanente e deterá as atribuições e deveres previstos nos arts. 24 e 25 da Lei das Estatais e na Instrução CVM nº 308/1999, com a redação conferida pela Instrução CVM nº 509/2011.Será facultado ainda ao CAE estabelecer atuação unificada deste COAUD estatutário, com base no art. 40, §2º, do Estatuto Social c/c art. 24, inciso V, do Decreto nº 8.945, de 27 de dezembro de 2016, a fim de que abranja ainda as companhias controladas.A seu turno, a instalação e o funcionamento deste órgão estatutário de assessoramento ocorrerá por deliberação do CAE, após o transcurso da Assembleia Geral que aprovar a remuneração dos membros do COAUD, em montante não inferior à remuneração dos conselheiros fiscais, nos termos do art. 40, §4º, do Estatuto Social.Cabe observar ainda que o art. 69 do Estatuto Social da Eletrobras e o art. 64 do Decreto nº 8.945, de 27 de dezembro de 2016, fixaram o dia 30 de junho de 2018 como data limite para instalação e funcionamento do COAUD estatutário pelo CAE.Em 29 de janeiro de 2018, o CAE aprovou à unanimidade a alteração da composição do COAUD, a fim de assegurar que a maioria de membros seja independente. Deste modo, a partir desta data, a composição do COAUD passou a contemplar os seguintes membros: Conselheiro José Pais Rangel (independente e coordenador) Conselheiro José Guimarães Monforte (independente) e Conselheiro Ariosto Antunes Culau.Neste sentido, é importante ressaltar, que o COAUD atualmente instalado e em funcionamento ainda não se submete aos preceitos legais e ditames regulatórios citados acima, de modo que o presente Relatório Anual é emitido a título voluntário e com vistas à observância ao princípio básico da transparência.3.Das reuniões O Regimento Interno, item 5.1, estabelece que as reuniões ordinárias do Comitê serão realizadas, no mínimo, mensalmente, conforme o calendário anual aprovado e, extraordinariamente, quando necessário, mediante convocação com 7 (sete) dias de antecedência. A convocação observará o prazo do Regimento e conterá a pauta da reunião e o material de apoio, salvo hipóteses excepcionais autorizadas pelo Coordenador do Comitê em caráter de urgência (item 5.3 do Regimento Interno).Durante o ano de 2017 foram realizadas sete reuniões ordinárias e uma extraordinária em razão da urgência da matéria.ReuniõesDataClassificaçãoPrimeira29/06/2017OrdináriaSegunda27/07/2017OrdináriaTerceira24/08/2017OrdináriaQuarta28/09/2017OrdináriaQuinta26/10/2017OrdináriaSexta23/11/2017OrdináriaSétima14/12/2017OrdináriaOitava27/12/2017Extraordinária4.Da composição O item 2.1 do Regimento Interno estabelece que o COAUD será composto por, no mínimo 3 (três) e no máximo 5 (cinco) membros ("Membros"), escolhidos dentre os integrantes do Conselho de Administração da Eletrobras ("Conselheiros"), em sua maioria independentes, conforme critérios fixados na Política de Indicações das Empresas Eletrobras. O Conselho de Administração elegerá o Coordenador do Comitê dentre os seus membros independentes. No caso de ausência ou impedimento do Coordenador do Comitê, esse indicará seu substituto dentre os demais Membros. O COAUD da Eletrobras é atualmente formado por 3 (três) integrantes, indicados abaixo:- Conselheiro José Pais Rangel (coordenador - independente)- Conselheiro José Guimarães Monforte (independente)- Conselheiro Ariosto Antunes CulauRessalta-se que a composição do COAUD será revisitada pelo CAE quando da instalação do órgão estatutário. 5.Das atribuiçõesNo exercício social de 2017, o COAUD deu enfoque ao monitoramento e acompanhamento de temas relacionados ao processo de gestão de riscos, controles internos, auditoria interna, conformidade e integridade, ética, canal de denúncias e outras questões importantes para a integridade da Companhia.No que toca à gestão de riscos, verificou-se que foram abordados nas primeiras reuniões do Comitê temas relacionados à matriz dos principais riscos corporativos. Houve ainda a priorização pelo acompanhamento de temas como: liquidez e caixa da companhia risco regulatório e ambiental.Na ata da quarta reunião o Comitê decidiu que as áreas de gestão de riscos, Auditoria Interna e Ouvidoria (canal de denúncias) fariam reporte mensal periódico ao COAUD, o que restou observado nas atas seguintes.Além disso, no que diz respeito aos controles internos, na ata da quinta reunião consta reporte dos gaps SOX e apresentação sobre certificação SOX 2017, com a partic ipação da empresa Deloitte Touche Tohmatsu Consultores Ltda.A área de Ouvidoria-Geral da Companhia realizou apresentação sobre o tema canal de denúncia, tendo explicado aos membros as etapas de apuração das denúncias, desde seu recebimento pelo canal de denúncias até sua triagem, classificação de riscos e encaminhamento ao Comitê do Sistema de Integridade - CSI (ata da quinta reunião). A Diretoria de Conformidade e a Ouvidoria Geral têm feito reportes periódicos sobre a atualização das fases de andamento das apurações das denúncias e do processo de gestão e tratamento de denúncias (atas da quinta, sexta e sétima reuniões).O COAUD vem atribuindo ainda atenção especial na condução da investigação independente em curso na Eletrobras conduzida pelo Escritório de Advocacia Hogan Lovells que vem sendo convidado a participar das reuniões para relatar os trabalhos de investigação em andamento.Sobre o tema Auditoria Interna, o Comitê recebe mensalmente os relatórios dos trabalhos de Auditoria Interna realizados no período e seus respectivos resultados, relatórios de acompanhamento do plano de providências e implementação de ações corretivas, acompanhamento do plano anual de auditoria interna e documentos relativos ao acompanhamento das demandas dos Órgãos de Controles.Outros temas de importância para a Eletrobras e tratados pelo COAUD estão relacionados ao programa de desinvestimento do Sistema Eletrobras, gestão de SPEs, situação contábil/amortização de ativos de empreendimentos do Sistema Eletrobras sobre a recuperação de créditos e assuntos relacionados aos trabalhos de implantação e funcionamento do COAUD Estatutário. Ainda, na ata da segunda reunião do Comitê foi registrada a importância de que o futuro COAUD estatutário mantenha a atribuição de gerir os riscos financeiros das empresas, notadamente, sob a ótica de caixa.6.Da Comunicação do COAUD com o Conselho de AdministraçãoO COAUD reporta mensalmente nas reuniões do Conselho de Administração os temas abordados em suas reuniões, suas opiniões, demandas e informações prestadas às/pelas diversas áreas da Eletrobras, bem como os resultados dos monitoramentos das atividades inerentes às suas atribuições, notadamente, dos Auditores Internos, Controles Internos, Governança, Gestão de Riscos, Canal de Denúncias e da Ouvidoria-Geral. Adicionalmente, o COAUD emite opiniões prévias sobre temas submetidos à deliberação do CAE e que são afetos às suas atribuições.7.Do Monitoramento dos Trabalhos de Fechamento das Demonstrações FinanceirasA gestão da companhia, representada pelo Diretor Financeiro e de Relação com Investidores e sua equipe de contabilidade e controladoria, realizou, em atendimento à solicitação do COAUD, reportes periódicos sobre o andamento dos trabalhos de finalização das demonstrações financeiras, a fim de nivelar as informações e proporcionar adequada interação entre o COAUD e a gestão da companhia, notadamente, quanto ao fluxo de informações e ao atendimento a esclarecimentos, relacionados ao processo de fechamento contábil.Foram realizados reportes ao COAUD sobre as demonstrações financeiras nos dias 12, 16, 21 e 22 de março de 2018.Em 23 de março de 2018, o COAUD reuniu-se em caráter extraordinário para analisar as Demonstrações Financeiras e o Relatório Anual da Administração, relativos ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2017.8.CONCLUSÃOOs membros do COAUD, no exercício de suas atribuições, procederam ao exame e análise das Demonstrações Financeiras, acompanhadas do Relatório dos Auditores Independentes e do Relatório Anual da Administração, relativos ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2017 ("Demonstrações Financeiras Anuais de 2017"). Considerando todas as análises, estudos e debates realizados no transcorrer das reuniões e dos trabalhos de acompanhamento e supervisão efetuados pelo COAUD quanto ao fechamento das demonstrações financeiras, incluindo-se as informações prestadas pela gestão da Companhia e seus Auditores Independentes, os membros do Comitê de Auditoria e Riscos da Eletrobras julgam que todos os fatos relevantes estão adequadamente divulgados nas Demonstrações Financeiras auditadas relativas a 31/12/2017, razão pela qual recomendam sua aprovação pelo Conselho de Administração.Rio de Janeiro, 26 de março de 2018.JOSÉ PAIS RANGELARIOSTO ANTUNES CULAUConselheiro - CoordenadorConselheiro - MembroJOSÉ GUIMARÃES MONFORTEConselheiro - Membro

Procedência: Demonstrações Financeiras Padronizadas entregues à CVM e publicadas no Dados Abertos, transcritas sem alteração. Valores na escala declarada pela companhia. Confira sempre na entrega original.