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BR - CVMDemonstrações Financeiras PadronizadasRef. 201686 páginasCódigo CVM 6815Versão 1Recebida em 30/03/2017valores em R$ mil

DFP 2016 de GRADIENTE S.A.

GRADIENTE S.A. · CNPJ 43.185.362/0001-07

GRADIENTE S.A.
CNPJ 43.185.362/0001-07
DFP 2016
Exercício 2016
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Metadados

Empresa
GRADIENTE S.A.
CNPJ
43.185.362/0001-07
Tipo
Demonstrações Financeiras Padronizadas
Páginas
86
Ano de referência
2016*
Publicado em
30/03/2017 — BR - CVM
Indexado em
05/08/2026, 23:55:02

* ano de referência inferido — pode conter erros, confira sempre na publicação

Demonstrações financeiras

Conta a conta · CVM
Conta a conta, como entregue à CVM.
CódigoConta31/12/201631/12/2015Var.
1Ativo Total229.278219.1724,6%
1.01Ativo Circulante8.2331.798357,9%
1.01.01Caixa e Equivalentes de Caixa6.0242202.638,2%
1.01.02Aplicações Financeiras00—
1.01.02.01Aplicações Financeiras Avaliadas a Valor Justo00—
1.01.02.01.01Títulos para Negociação00—
1.01.02.01.02Títulos Disponíveis para Venda00—
1.01.02.02Aplicações Financeiras Avaliadas ao Custo Amortizado00—
1.01.02.02.01Títulos Mantidos até o Vencimento00—
1.01.03Contas a Receber512187173,8%
1.01.03.01Clientes00—
1.01.03.02Outras Contas a Receber512187173,8%
1.01.04Estoques00—
1.01.05Ativos Biológicos00—
1.01.06Tributos a Recuperar6536530,0%
1.01.06.01Tributos Correntes a Recuperar6536530,0%
1.01.07Despesas Antecipadas00—
1.01.08Outros Ativos Circulantes1.04473841,5%
1.01.08.01Ativos Não-Correntes a Venda00—
1.01.08.02Ativos de Operações Descontinuadas00—
1.01.08.03Outros00—
1.02Ativo Não Circulante221.045217.3741,7%
1.02.01Ativo Realizável a Longo Prazo160.578153.4174,7%
1.02.01.01Aplicações Financeiras Avaliadas a Valor Justo00—
1.02.01.01.01Títulos para Negociação00—
1.02.01.01.02Títulos Disponíveis para Venda00—
1.02.01.02Aplicações Financeiras Avaliadas ao Custo Amortizado00—
1.02.01.02.01Títulos Mantidos até o Vencimento00—
1.02.01.03Contas a Receber160.578153.4174,7%
1.02.01.03.01Clientes00—
1.02.01.03.02Outras Contas a Receber160.578153.4174,7%
1.02.01.04Estoques00—
1.02.01.05Ativos Biológicos00—
1.02.01.06Tributos Diferidos00—
1.02.01.06.01Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos00—
1.02.01.07Despesas Antecipadas00—
1.02.01.08Créditos com Partes Relacionadas00—
1.02.01.08.01Créditos com Coligadas00—
1.02.01.08.03Créditos com Controladores00—
1.02.01.08.04Créditos com Outras Partes Relacionadas00—
1.02.01.09Outros Ativos Não Circulantes00—
1.02.01.09.01Ativos Não-Correntes a Venda00—
1.02.01.09.02Ativos de Operações Descontinuadas00—
1.02.02Investimentos00—
1.02.02.01Participações Societárias00—
1.02.02.01.01Participações em Coligadas00—
1.02.02.01.04Outras Participações Societárias00—
1.02.02.02Propriedades para Investimento00—
1.02.03Imobilizado60.37363.863−5,5%
1.02.03.01Imobilizado em Operação00—
1.02.03.02Imobilizado Arrendado60.37363.863−5,5%
1.02.03.03Imobilizado em Andamento00—
1.02.04Intangível94940,0%
1.02.04.01Intangíveis94940,0%
1.02.04.01.01Contrato de Concessão00—
1.02.04.02Goodwill00—

valores em R$ mil; variação sobre o exercício anterior, como publicado.

Parecer do auditor

Sem Ressalva
Ler o relatório completo

RELATÓRIO DO AUDITOR INDEPENDENTE SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADASAos Administradores e Acionistas daIGB ELETRÔNICA S.A.Amazonas - AMOPINIÃOExaminamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da IGB ELETRÔNICA S.A. ("Companhia"), identificadas como "Controladora" e "Consolidado", que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2016 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido (passivo a descoberto) e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, assim como o resumo das principais políticas contábeis e as demais notas explicativas.Em nossa opinião as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira, individual e consolidada, da IGB ELETRÔNICA S.A. em 31 de dezembro de 2016, o desempenho individual e consolidado de suas operações e os seus respectivos fluxos de caixa individuais e consolidados para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB).BASE PARA OPINIÃO SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADASNossa auditoria foi conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Nossas responsabilidades, em conformidade com tais normas, estão descritas na seção a seguir intitulada "Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações financeiras individuais e consolidadas". Somos independentes em relação à Companhia e suas controladas, de acordo com os princípios éticos relevantes previstos no Código de Ética Profissional do Contador e nas normas profissionais emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade - CFC, e cumprimos com as demais responsabilidades éticas de acordo com essas normas. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.INCERTEZA RELEVANTE RELACIONADA COM A CONTINUIDADE OPERACIONAL O plano de Recuperação Extrajudicial da Companhia, homologado em junho de 2010, prevê o arrendamento dos bens e da marca "Gradiente", antiga IGB Eletrônica S.A., à investida CBTD. Contudo, as operações da CBTD não foram iniciadas até o momento, consequentemente, não geraram caixa mínimo suficiente para pagamento do arrendamento e pagamento aos credores da Recuperação Extrajudicial. Neste sentido, a Companhia solicitou aditamento ao plano de Recuperação Extrajudicial para postergar o prazo de início dos pagamentos aos seus credores. Referido pleito foi indeferido pelo juiz da Recuperação Extrajudicial, tendo a Companhia interposto recurso à esta decisão. Na opinião dos assessores jurídicos da Companhia, na hipótese de não provimento ao referido recurso, ainda será cabível à Companhia Recurso Especial junto ao Superior Tribunal de Justiça - STJ e, eventualmente (se houver matéria constitucional), Recurso Extraordinário junto ao Supremo Tribunal Federal - STF. Adicionalmente, conforme comentado na nota explicativa n° 13, a Companhia iniciou renegociações com determinados credores, o que na opinião dos seus assessores jurídicos, em virtude da prolação da sentença de extinção da Recuperação Extrajudicial e decorrente da pendência de julgamento do Recurso de apelação impetrado pela Companhia, possui amparo legal na Legislação aplicável às empresas em Recuperação Extrajudicial, nos termo da Lei 11.101 de 2005. A continuidade normal das operações da Companhia depende do sucesso do plano de reestruturação e/ou dos referidos acordos que atualmente estão sendo celebrados com os credores. Sem ressalvar nossa opinião, chamamos a atenção para as notas explicativas n°1 e n°13 às demonstrações financeiras, bem como para a insuficiência de patrimônio líquido (passivo a descoberto) no valor de R$(811.126) mil, em 31 de dezembro de 2016. As demonstrações financeiras não incluem quaisquer ajustes relativos à realização e classificação dos saldos ativos ou quanto aos valores e a classificação dos saldos passivos, que seriam requeridos no caso de insucesso dessas medidas para o restabelecimento do equilíbrio financeiro da Companhia e liquidação das dívidas junto aos credores da Recuperação Extrajudicial.ÊNFASEConforme descrito na nota explicativa nº 7, baseada no posicionamento favorável de seus assessores jurídicos, e em decisões definitivas com "transito em julgado" proferidas pelo Supremo Tribunal Federal - STF, cujo "mérito da discussão" foi julgado como procedente à Companhia, encontram-se reconhecidos em 31 de dezembro de 2016, no ativo não circulante, o montante líquido de R$150.443 mil (créditos com valores "incontroversos"), provenientes de dois processos impetrados pela Companhia contra a Superintendência da Zona Franca de Manaus - Suframa, pertinentes a cobranças indevidas de taxas sobre importações realizadas pela Companhia durante o período compreendido entre junho de 1991 e dezembro de 1999. Atualmente, apesar da Companhia manter registrado em suas demonstrações financeiras somente a parcela incontroversa do direito aos referidos créditos (valores os quais foram devidamente reconhecidos pela própria autarquia - Suframa), o que assegura o tratamento deste ativo como de ganho praticamente certo, nos termos da Deliberação CVM nº 594/09 e CPC 25 - Provisões, Passivos contingentes e Ativos contingente. Contudo, o efetivo recebimento dos valores depende de execuções judiciais em andamento e/ou outras formas de negociações com os referidos ativos. Adicionalmente, cabe destacar que a Companhia possui créditos tributários no montante de R$4.317 mil, registrados no ativo não circulante, em 31 de dezembro de 2016, os quais encontram-se adequadamente reconhecidos, mas sua realização encontra-se vinculada à ocorrência das seguintes situações, que podem ocorrer de forma isolada ou em conjunto: (i) retomada das operações da Companhia (Compensação) (ii) aceitação dos pedidos de restituição dos valores, já solicitados pela Companhia e (iii) homologação no Plano de Parcelamento (Refis) que prevê a compensação destes créditos com débitos inclusos no referido parcelamento (Nota explicativa n°12). Sendo assim, apesar do reconhecimento adequado dos referidos créditos tributários, no montante de R$150.443 mil (controladora e consolidado), em 31 de dezembro de 2016, atualmente não é possível determinar quando e como ocorrerá seu aproveitamento (realização) pela Companhia. Cabe destacar que, conforme exposto anteriormente, diversas medidas foram adotadas pela Administração da Companhia visando viabilizar e agilizar a realização destes créditos tributários.PRINCIPAIS ASSUNTOS DE AUDITORIA ("PAA")Principais assuntos de auditoria são aqueles que, em nosso julgamento profissional, foram os mais significativos em nossa auditoria do exercício corrente. Esses assuntos foram tratados no contexto de nossa auditoria das demonstrações financeiras individuais e consolidadas como um todo e na formação de nossa opinião sobre essas demonstrações financeiras individuais e consolidadas e, portanto, não expressamos uma opinião separada sobre esses assuntos. Além dos assuntos descritos nas seções "Incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional" e "Ênfases", determinamos que os assuntos descritos abaixo são os principais assuntos de auditoria a serem comunicados em nosso relatório: Taxa SuframaDe acordo com a Nota Explicativa nº 7 às demon strações financeira, a Companhia é parte integrante em processos de "repetição de indébito" contra a Suframa - Superintendência da Zona Franca de Manaus (autarquia Federal) por conta do recolhimento indevido da "Taxa Suframa" no período compreendido entre junho de 1991 a dezembro de 1999. Atualmente, a Companhia mantém registrado em suas demonstrações financeiras de 31 dezembro de 2016, somente a parcela "incontroversa" do direito aos referidos créditos (valores os quais foram devidamente reconhecidos pela própria autarquia - Suframa), no montante de R$150.443 mil (controladora e consolidado) e permanece discutindo judicialmente a parcela controversa destes créditos, que pendem de um desfecho definitivo para serem efetivamente reconhecidos nas demonstrações financeiras, nos termos da Deliberação CVM nº 594/09 e CPC 25 - Provisões, Passivos contingentes e Ativos contingente. Como o assunto foi conduzido em nossa auditoriaConsiderando a relevância dos valores envolvidos, a complexidade jurídica das discussões em andamento e a necessidade de julgamento crítico em relação ao correto registro e valorização desses ativos, qualquer mudança de prognóstico e/ou julgamento pode trazer impactos relevantes nas demonstrações financeiras da Companhia. Nossos procedimentos de auditoria incluíram:Revisão integral de todo o processo e de suas correspondentes decisões, recursos, embargos e demais peças jurídicas atreladas a essa discussão ao longo do tempo, desde o início dos processosObtenção de confirmação (circularização) junto aos assessores jurídicos da Companhia patrocinadores dos processos em andamento contra à referida Autarquia, visando avaliar as atualizações das discussões, bem como, concluir sobre a correta interpretação contábil pela Companhia dos desfechos jurídicos ocorridos nos processosRevisão das premissas utilizadas para o cálculo da correção monetária da parcela "incontroversa" registrada nas demonstrações financeiras de 31 de dezembro de 2016, bem como recálculo dos referidos montantes, atentando para a correta aplicação dos índices de correção monetária eAvaliação da adequação das divulgações apresentadas em nota explicativa.Não identificamos aspectos que nos levassem a considerar necessário modificações relevantes nos valores e informações divulgadas nas demonstrações financeiras, que se encontram de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo IASB. Recuperação ExtrajudicialConforme mencionado nas notas explicativas n°1 e n°13, atualmente a Companhia aguarda apreciação do recurso interposto contra decisão que extinguiu seu plano de Recuperação Extrajudicial, sendo que, de acordo com entendimento de seus assessores jurídicos, na hipótese de não provimento de referidos recursos, será cabível Recurso Especial ao Superior Tribunal de Justiça - STJ e, eventualmente (se houver matéria constitucional), Recurso Extraordinário ao Supremo Tribunal Federal - STF. Em 31 de dezembro de 2016,os saldos com credores da Recuperação Extrajudicial representam - R$546.576 (controladora e consolidado).Enquanto aguarda o desfecho dessa discussão judicial, a Companhia permanece reconhecendo os passivos junto aos credores da Recuperação Extrajudicial, de acordo com as premissas originalmente definidas no Plano de Recuperação Extrajudicial ("PRE"). Adicionalmente, pelo fato de, no momento, a sentença de extinção do plano de Recuperação de Extrajudicial produzir efeitos, a Companhia não está impedida de celebrar, como vem fazendo, acordos junto aos seus credores.Consideramos essa uma das áreas de foco de nossa auditoria, pois, os desfechos dessa discussão podem impactar de forma significativa a continuidade das operações da Companhia, e consequentemente, o critério de avaliação e reconhecimento de seus ativos e passivos, já que, em situações de insolvência, os ativos e passivos das empresas devem ser mensurados aos valores de realização.Como o assunto foi conduzido em nossa auditoriaNossos procedimentos de auditoria incluíram, entre outros, a obtenção e análise de posicionamento atualizado dos assessores jurídicos referente ao andamento do processo e recurso em andamento, revisão dos cálculos de atualização monetária dos débitos junto aos credores do "PRE", avaliando se os mesmos estavam condizentes com as premissas pactuadas no referido "PRE", análise dos acordos celebrados com credores (quando aplicável), revisão da correta contabilização dos juros incorridos no exercício findo em 31 de dezembro de 2016 e avaliação das divulgações inclusas nas notas explicativas, que se encontram de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo IASB.Pelo fato de ainda não haver uma decisão definitiva em relação à retomada do Plano de Recuperação Extrajudicial (PRE) da Companhia, consideramos adequado o critério de mensuração e reconhecimento desses passivos, respeitando as premissas originais do "PRE", uma vez que, referidas premissas haviam sido anteriormente aprovadas pela maioria de seus credores. Portanto, nas circunstâncias, essa é a estimativa mais adequada que a Companhia dispõe para mensurar e registrar esses passivos. Impostos parcelados - RefisConforme mencionado na nota explicativa n°12, a Companhia possui, nas demonstrações financeiras de 31 de dezembro de 2016, obrigações tributárias no montante de R$278.551 mil (controladora e consolidado), que foram inclusos nos Programas de Recuperação Fiscal - Refis, para os quais, foram oferecidos, como forma de pagamento à vista, créditos tributários originados a partir de precatórios a receber, repetição de indébito da taxa Suframa e prejuízos fiscais.O monitoramento dos processos de homologação destes parcelamentos foi considerado um dos focos de nossa auditoria, tendo em vista a relevância dos montantes envolvidos, e os respectivos impactos que podem ocorrer nas demonstrações financeiras caso os pleitos da Companhia não sejam acatados pelas autoridades fiscais competentes. Como o assunto foi conduzido em nossa auditoriaNossos especialistas tributários realizaram consultas sobre a situação fiscal da Companhia, confrontando os resultados obtidos com os registros contábeis. Além disso, obtivemos posicionamentos atualizados dos assessores jurídicos da Companhia para avaliarmos o andamento atual dos pedidos de parcelamentos, tendo sido constatado que os pleitos da Companhia permanecem pendentes de homologação pelas autoridades fiscais competentes. Realizamos ainda, a revisão e o recálculo da correção monetária desses débitos de acordo com os índices de correção aplicáveis, e de seu correspondente registro contábil.Com base nas avaliações acima descritas, concluímos que os registros contábeis da Companhia, e suas correspondentes divulgações em notas explicativas, que se encontram de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo IASB.Impairment Test A avaliação realizada pela Administração da Companhia sobre a recuperabilidade dos ativos imobilizados, relativo principalmente aos seus "Terrenos" e "Edifícios" situados na Zona Franca de Manaus, nos montantes de R$25.608 mil e R$34.761, na controladora e no consolidado, respectivamente, envolvem julgamentos complexos e subjetivos para determinar a existência de eventuais indícios de impairment para esses bens. Conforme divulgado na nota explicativa n°8 às demonstrações financeiras, no exercício de 2016, a Companhia contratou avaliadores externos independentes para determinar os "valores justos líquidos das despesas de venda" dos referidos bens. Como resultado desta avaliação, não foi identificada a necessidade de redução ao valor recuperável dos referidos ativos Como o assunto foi conduzido em nossa auditoriaRevisamos os resultados apurados por meio do laudo técnico elaborado por consultoria especializada independente e confrontamos os "valores justos líquidos das despesas de vendas" dos bens avaliados com os correspondentes saldos líquidos destes ativos, registrados em 31 de dezembro de 2016, a fim de determinarmos a existência, ou não, de redução no valor recuperável desses ativos.Adicionalmente, utilizamos especialistas externos para avaliar a consistência e coerência das informações presentes nos laudos que nos foram apresentados pela Companhia, visando determinar se os valores de mercado atribuídos pela empresa de consultoria especializada independente, contratada pela Companhia, estavam condizentes com os valores usualmente praticados pelo mercado.Avaliamos ainda a adequada divulgação dos ativos não financeiros nas notas explicativas às demonstrações financeiras, que se encontram de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo IASB.Como resultado dos testes acima elencados, concluímos que não houve indícios de impairment a serem registrados nas demonstrações financeiras de 31 de dezembro de 2016.Provisões de contingênciasDe acordo com o CPC 25 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes, a Companhia registra provisão para contingências com base em avaliação e qualificação dos riscos cuja probabilidade de perda é considerada "provável". Esta avaliação é suportada pelo julgamento da Administração, juntamente com seus assessores jurídicos, considerando as jurisprudências, as decisões em instancias iniciais e superiores, o histórico de eventuais acordos e decisões, a experiência da Administração e dos assessores jurídicos, bem como outros aspectos aplicáveis, sendo que os processos com expectativa de perda considerada como "possível" são apenas divulgadas nas notas explicativas, conforme requerido pela supramencionada norma.Em 31 de dezembro de 2016 a Companhia registra os montantes de R$104.811 mil (controladora) e R$107.774 mil (consolidado), referentes à provisão para demandas judiciais com probabilidade de perda "provável" e divulga em nota explicativa os valores de R$24.100 mil (controladora) e R$26.925 mil (consolidado), referentes às demandas judiciais com probabilidade de perda "possível". Este assunto é divulgado na nota explicativa nº 14Esse assunto foi considerado como significativo para a nossa auditoria devido à relevância dos valores envolvidos, ao grau de julgamento que precisou ser exercido pela Administração da Companhia para determinação dos provisões registradas, bem como pela complexidade do ambiente jurídico brasileiro. A avaliação dos processos quanto ao seu valor e probabilidade de desembolso financeiro inclui ainda um alto grau de julgamento por parte da Administração da Companhia e de seus assessores jurídicos. Como o assunto foi conduzido em nossa auditoriaNossos procedimentos incluíram, dentre outros, a obtenção e análise de cartas de confirmação (circularização) junto aos consultores jurídicos internos e externos da Companhia, a fim de comparar suas avaliações acerca dos processos judiciais em andamento, com as posições determinadas pela Administração da Companhia, bem como a realização de reuniões periódicas com a Administração e assessores jurídicos para discutir a evolução dos principais processos judiciais em andamento.Consideramos que as provisões e divulgações efetuadas pela Companhia e suas controladas são consistentes com as informações obtidas com os assessores jurídicos e encontram-se de acordo com o requerido pelas práticas contábeis adotadas no Brasil e as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo IASB.OUTROS ASSUNTOSDemonstrações do valor adicionado As demonstrações individual e consolidada do valor adicionado (DVA) referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2016, elaboradas sob a responsabilidade da Administração da Companhia, e apresentadas como informação suplementar para fins de IFRS, foram submetidas a procedimentos de auditoria executados em conjunto com a auditoria das demonstrações financeiras da Companhia. Para a formação de nossa opinião, avaliamos se essas demonstrações estão conciliadas com as demonstrações financeiras e registros contábeis, conforme aplicável, e se a sua forma e conteúdo estão de acordo com os critérios definidos no Pronunciamento Técnico CPC 09 - Demonstração do Valor Adicionado. Em nossa opinião, essas demonstrações do valor adicionado foram adequadamente elaboradas, em todos os aspectos relevantes, segundo os critérios definidos nesse Pronunciamento Técnico e são consistentes em relação às demonstrações financeiras individuais e consolidadas tomadas em conjunto.OUTRAS INFORMAÇÕES QUE ACOMPANHAM AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DE 31 DE DEZEMBRO DE 2016A Administração da Companhia é responsável por essas outras informações que compreendem o Relatório da Administração obtido antes da data deste relatório. Nossa opinião sobre as demonstrações financeiras individuais e consolidadas não abrange o Relatório da Administração e não expressamos qualquer forma de conclusão de auditoria sobre esse relatório.Em conexão com a auditoria das demonstrações financeiras individuais e consolidadas de 31 de dezembro de 2016, nossa responsabilidade é a de ler o Relatório da Administração e, ao fazê-lo, considerar se esse relatório está, de forma relevante, inconsistente com as demonstrações financeiras ou com nosso conhecimento obtido na auditoria ou, de outra forma, aparenta estar distorcido de forma relevante. Se, com base no trabalho realizado, concluirmos que há distorção relevante no Relatório da Administração, somos requeridos a comunicar esse fato. Não temos nada a relatar a este respeito.RESPONSABILIDADES DA ADMINISTRAÇÃO E DA GOVERNANÇA PELAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADASA Administração é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras individuais e consolidadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e de acordo com as Normas Internacionais de Relatório Financeiro (IFRS), emitidas pelo International Accounting Standards Board - IASB, e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.Na elaboração das demonstrações financeiras individuais e consolidadas, a Administração é responsável pela avaliação da capacidade de a Companhia continuar operando, divulgando, quando aplicável, os assuntos relacionados com a sua continuidade operacional e o uso dessa base contábil na elaboração das demonstrações financeiras, a não ser que a administração pretenda liquidar a Companhia e suas controladas ou cessar suas operações, ou não tenha nenhuma alternativa realista para evitar o encerramento das operações.Os responsáveis pela governança da Companhia e suas controladas são aqueles com responsabilidade pela supervisão do processo de elaboração das demonstrações financeiras.RESPONSABILIDADES DO AUDITOR PEL A AUDITORIA DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADASNossos objetivos são obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras individuais e consolidadas, tomadas em conjunto, estão livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro, e emitir relatório de auditoria contendo nossa opinião. Segurança razoável é um alto nível de segurança, mas não uma garantia de que a auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria sempre detectam as eventuais distorções relevantes existentes. As distorções podem ser decorrentes de fraude ou erro e são consideradas relevantes quando, individualmente ou em conjunto, possam influenciar, dentro de uma perspectiva razoável, as decisões econômicas dos usuários tomadas com base nas referidas demonstrações financeiras. Como parte da auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria, exercemos julgamento profissional e mantemos ceticismo profissional ao longo da auditoria. Além disso:Identificamos e avaliamos os riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras individuais e consolidadas, independentemente se causada por fraude ou erro, planejamos e executamos procedimentos de auditoria em resposta a tais riscos, bem como obtemos evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar nossa opinião. O risco de não detecção de distorção relevante resultante de fraude é maior do que o proveniente de erro, já que a fraude pode envolver o ato de burlar os controles internos, conluio, falsificação, omissão ou representações falsas intencionais.Obtemos entendimento dos controles internos relevantes para a auditoria para planejarmos procedimentos de auditoria apropriados às circunstâncias, mas, não, com o objetivo de expressarmos opinião sobre a eficácia dos controles internos da Companhia e suas controladas.Avaliamos a adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis e respectivas divulgações feitas pela administração.Concluímos sobre a adequação do uso, pela administração, da base contábil de continuidade operacional e, com base nas evidências de auditoria obtidas, se existe incerteza relevante em relação a eventos ou condições que possam levantar dúvida significativa em relação à capacidade de continuidade operacional da Companhia e suas controladas. Se concluirmos que existe incerteza relevante, devemos chamar atenção em nosso relatório de auditoria para as respectivas divulgações nas demonstrações financeiras individuais e consolidadas ou incluir modificação em nossa opinião, se as divulgações forem inadequadas. Nossas conclusões estão fundamentadas nas evidências de auditoria obtidas até a data de nosso relatório. Todavia, eventos ou condições futuras podem levar a Companhia e suas controladas a não mais se manterem em continuidade operacional.Avaliamos a apresentação geral, a estrutura e o conteúdo das demonstrações financeiras, inclusive as divulgações e se as demonstrações financeiras individuais e consolidadas representam as correspondentes transações e os eventos de maneira compatível com o objetivo de apresentação adequada.Obtemos evidência de auditoria apropriada e suficiente referente às informações financeiras das entidades ou atividades de negócio do grupo para expressar uma opinião sobre as demonstrações financeiras individuais e consolidadas. Somos responsáveis pela direção, supervisão e desempenho da auditoria do grupo e, consequentemente, pela opinião de auditoria Comunicamo-nos com os responsáveis pela governança a respeito, entre outros aspectos, do alcance planejado, da época da auditoria e das constatações significativas de auditoria, inclusive as eventuais deficiências significativas nos controles internos que identificamos durante nossos trabalhos.Fornecemos também aos responsáveis pela governança declaração de que cumprimos com as exigências éticas relevantes, incluindo os requisitos aplicáveis de independência, e comunicamos todos os eventuais relacionamentos ou assuntos que poderiam afetar, consideravelmente, nossa independência, incluindo, quando aplicável, as respectivas salvaguardas.Dos assuntos que foram objeto de comunicação com os responsáveis pela governança, determinamos aqueles que foram considerados como mais significativos na auditoria das demonstrações financeiras individuais e consolidadas do exercício corrente e que, dessa maneira, constituem os principais assuntos de auditoria. Descrevemos esses assuntos em nosso relatório de auditoria, a menos que lei ou regulamento tenha proibido divulgação pública do assunto, ou quando, em circunstâncias extremamente raras, determinarmos que o assunto não deve ser comunicado em nosso relatório porque as consequências adversas de tal comunicação podem, dentro de uma perspectiva razoável, superar os benefícios da comunicação para o interesse públicoAmazonas, 24 de março de 2017Ricardo José Patine FilhoSócio DiretorCRC 1SP252050/O-9Verdus Auditores IndependentesCRC 2SP027296/O-2

Declaração dos Diretores sobre as Demonstrações Financeiras

A Diretoria declara que: O conjunto das demonstrações financeiras foram por nós preparadas, revisadas, discutidas e não temos nenhum assunto relevante que mereça qualquer comentário adicional àqueles já descritos nas notas explicativas às demontrações financeiras.

Declaração dos Diretores sobre o Relatório do Auditor Independente

A Diretoria declara que discutiu, reviu e concordou com as opiniões expressas no parecer dos auditores independentes.

Procedência: Demonstrações Financeiras Padronizadas entregues à CVM e publicadas no Dados Abertos, transcritas sem alteração. Valores na escala declarada pela companhia. Confira sempre na entrega original.