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BR - CVMDemonstrações Financeiras PadronizadasRef. 2016116 páginasCódigo CVM 22810Versão 1Recebida em 26/04/2017valores em R$ mil

DFP 2016 de ELDORADO BRASIL CELULOSE S/A

ELDORADO BRASIL CELULOSE S/A · CNPJ 07.401.436/0001-31

ELDORADO BRASIL CELULOSE S/A
CNPJ 07.401.436/0001-31
DFP 2016
Exercício 2016
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Metadados

Empresa
ELDORADO BRASIL CELULOSE S/A
CNPJ
07.401.436/0001-31
Tipo
Demonstrações Financeiras Padronizadas
Páginas
116
Ano de referência
2016*
Publicado em
26/04/2017 — BR - CVM
Indexado em
05/08/2026, 23:55:02

* ano de referência inferido — pode conter erros, confira sempre na publicação

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Demonstrações financeiras

Conta a conta · CVM
Conta a conta, como entregue à CVM.
CódigoConta31/12/201631/12/2015Var.
1Ativo Total10.795.18910.769.0140,2%
1.01Ativo Circulante2.344.9472.863.469−18,1%
1.01.01Caixa e Equivalentes de Caixa1.044.6371.264.151−17,4%
1.01.02Aplicações Financeiras00—
1.01.02.01Aplicações Financeiras Avaliadas a Valor Justo00—
1.01.02.01.01Títulos para Negociação00—
1.01.02.01.02Títulos Disponíveis para Venda00—
1.01.02.02Aplicações Financeiras Avaliadas ao Custo Amortizado00—
1.01.02.02.01Títulos Mantidos até o Vencimento00—
1.01.03Contas a Receber525.453540.860−2,8%
1.01.03.01Clientes525.453540.860−2,8%
1.01.03.02Outras Contas a Receber00—
1.01.04Estoques506.186530.106−4,5%
1.01.05Ativos Biológicos00—
1.01.06Tributos a Recuperar168.913371.640−54,5%
1.01.06.01Tributos Correntes a Recuperar168.913371.640−54,5%
1.01.07Despesas Antecipadas00—
1.01.08Outros Ativos Circulantes99.758156.712−36,3%
1.01.08.01Ativos Não-Correntes a Venda00—
1.01.08.02Ativos de Operações Descontinuadas00—
1.01.08.03Outros99.758156.712−36,3%
1.01.08.03.01Derivativos a receber12.84689.871−85,7%
1.01.08.03.02Outras Contas a Receber86.91266.84130,0%
1.01.08.03.03Outros Ativos Circulantes00—
1.02Ativo Não Circulante8.450.2427.905.5456,9%
1.02.01Ativo Realizável a Longo Prazo3.581.7403.031.27618,2%
1.02.01.01Aplicações Financeiras Avaliadas a Valor Justo161.399114.52440,9%
1.02.01.01.01Títulos para Negociação00—
1.02.01.01.02Títulos Disponíveis para Venda00—
1.02.01.01.03Títulos e Valores Mobiliários161.399114.52440,9%
1.02.01.02Aplicações Financeiras Avaliadas ao Custo Amortizado00—
1.02.01.02.01Títulos Mantidos até o Vencimento00—
1.02.01.03Contas a Receber00—
1.02.01.03.01Clientes00—
1.02.01.03.02Outras Contas a Receber00—
1.02.01.04Estoques00—
1.02.01.05Ativos Biológicos2.050.7891.736.30918,1%
1.02.01.06Tributos Diferidos528.374522.2601,2%
1.02.01.06.01Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos528.374522.2601,2%
1.02.01.07Despesas Antecipadas00—
1.02.01.08Créditos com Partes Relacionadas00—
1.02.01.08.01Créditos com Coligadas00—
1.02.01.08.03Créditos com Controladores00—
1.02.01.08.04Créditos com Outras Partes Relacionadas00—
1.02.01.09Outros Ativos Não Circulantes841.178658.18327,8%
1.02.01.09.01Ativos Não-Correntes a Venda00—
1.02.01.09.02Ativos de Operações Descontinuadas00—
1.02.01.09.03Tributos a Recuperar743.648580.82728,0%
1.02.01.09.04Adiantamentos a Fornecedores00—
1.02.01.09.05Depositos, Cauções e Outros00—
1.02.01.09.06Impostos a Recuperar00—
1.02.01.09.07Imposto Renda e Contribuição Social Diferidos00—
1.02.01.09.08Outros Ativos não circulantes00—
1.02.01.09.20Outros97.53077.35626,1%
1.02.02Investimentos00—
1.02.02.01Participações Societárias00—
1.02.02.01.01Participações em Coligadas00—
1.02.02.01.04Outras Participações Societárias00—
1.02.02.02Propriedades para Investimento00—
1.02.03Imobilizado4.831.6424.834.979−0,1%
1.02.03.01Imobilizado em Operação4.831.6424.834.979−0,1%
1.02.03.02Imobilizado Arrendado00—
1.02.03.03Imobilizado em Andamento00—
1.02.04Intangível36.86039.290−6,2%
1.02.04.01Intangíveis36.86039.290−6,2%
1.02.04.01.01Contrato de Concessão12.95214.451−10,4%
1.02.04.01.02Software6.9077.838−11,9%
1.02.04.01.03Agio17.00117.0010,0%
1.02.04.02Goodwill00—

valores em R$ mil; variação sobre o exercício anterior, como publicado.

Parecer do auditor

Com Ressalva
Ler o relatório completo

Relatório do auditor independente sobre as demonstrações contábeis individuais e consolidadasAos Conselheiros e Diretores daEldorado Brasil Celulose S.A.São Paulo - SPOpinião com ressalvasExaminamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Eldorado Brasil Celulose S.A. ("Companhia"), identificadas como controladora e consolidado, respectivamente, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2016 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, bem como as correspondentes notas explicativas, compreendendo as políticas contábeis significativas e outras informações elucidativas.Em nossa opinião, exceto pelo efeito do assunto "a)" e pelos possíveis efeitos do assunto "b)" descritos na seção a seguir intitulada "Base para opinião com ressalva", as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira, individual e consolidada, da Eldorado Brasil Celulose S.A. em 31 de dezembro de 2016, o desempenho individual e consolidado de suas operações e os seus respectivos fluxos de caixa individuais e consolidados para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB).Base para opinião com ressalvasa)Conforme mencionado na Nota 16 às demonstrações financeiras individuais e consolidadas, a Companhia não cumpriu com determinadas cláusulas contratuais (covenants) de contratos de empréstimos e financiamentos com instituições financeiras em 31 de dezembro de 2016 e obteve o waiver das instituições financeiras somente após o encerramento do exercício social. De acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS), considerando que a Companhia e suas controladas não detinham o direito incondicional de postergar a liquidação dessas obrigações registradas no balanço patrimonial individual e consolidado nos montantes de R$ 7.620.171 mil e R$ 9.066.535 mil, respectivamente, em pelo menos doze meses após 31 de dezembro de 2016, os montantes de R$ 5.328.757 mil e R$ 6.702.349 mil classificados no passivo não circulante, individual e consolidado, respectivamente, deveriam ter sido integralmente classificados para o passivo circulante. Consequentemente, o passivo circulante, individual e consolidado, em 31 de dezembro de 2016 estão apresentados a menor em R$ 5.328.757 mil e R$ 6.702.349 mil, respectivamente e o passivo não circulante, individual e consolidado, apresentados a maior pelos mesmos montantes.b)Conforme descrito na Nota 30 às demonstrações financeiras individuais e consolidadas, o Conselho de Administração da Companhia, em decorrência do mandado de busca e apreensão requerido pelo Ministério Público Federal ("MPF") no contexto da denominada "Operação Sépsis", contratou uma investigação independente para avaliar o suposto envolvimento da Companhia no escopo da referida investigação. A investigação independente revelou a existência de pagamentos registrados nos livros contábeis da Companhia como despesas, entre os exercícios de 2012 a 2014, por conta e ordem da sua controladora, J&F Investimentos S.A. ("J&F"), a determinados consultores externos, no montante de R$ 37.400 mil. A Administração da Companhia, informa que tais pagamentos referem-se a serviços prestados pela J&F, fundamentados no contrato de rateio de utilização e ressarcimento de recursos administrativos datado de 01 de setembro de 2011, e não por aqueles consultores externos, no entanto, até a data de conclusão de nossos trabalhos não nos foram fornecidas as documentações suporte dos gastos e a evidência de que tais serviços foram efetivamente prestados. Consequentemente, não foi possível determinar se teria havido necessidade de efetuar ajustes nos referidos valores, bem como nos demais elementos componentes das demonstrações financeiras individuais e consolidadas do exercício findo em 31 de dezembro de 2016 e nas respectivas divulgações em notas explicativas.Nossa auditoria foi conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Nossas responsabilidades, em conformidade com tais normas, estão descritas na seção a seguir intitulada "Responsabilidades dos auditores pela auditoria das demonstrações financeiras individuais e consolidadas". Somos independentes em relação à Companhia de acordo com os princípios éticos relevantes previstos no Código de Ética Profissional e nas Normas Profissionais emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade - CFC e cumprimos com as demais responsabilidades éticas de acordo com essas normas. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião com ressalvas.Ênfase - Requerimento de Nova Investigação Independente pelo Ministério Público Federal ("MPF")Chamamos a atenção para a nota explicativa 30 às demonstrações financeiras individuais e consolidadas, que descreve que embora o Conselho de Administração da Companhia tenha contratado uma investigação independente sobre o suposto envolvimento da Companhia no escopo da referida investigação no âmbito das Operações Sépsis e Greenfield, e já ter tido acesso ao resultado dessa investigação, conforme divulgado na mesma nota explicativa, em atendimento a petição expedida pelo MPF, em 6 de fevereiro de 2017, o Juiz Federal da 10ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal determinou, em 31 de março de 2017, a contratação de uma nova investigação independente. Essa nova investigação independente que está sendo supervisionada por um "Comitê Supervisor" composto por membros indicados pela Funcef, Petros e Companhia está em andamento, portanto, devido ao estágio atual, não é possível avaliar qual será o desfecho dessa nova investigação. Nossa opinião não está sendo ressalvada em relação a esse assunto.Outras informações que acompanham as demonstrações financeiras individuais e consolidadas e o relatório do auditorA Administração da Companhia é responsável por essas outras informações que compreendem o relatório da Administração. Nossa opinião sobre as demonstrações financeiras individuais e consolidadas não abrange o Relatório da Administração e não expressamos qualquer forma de conclusão de auditoria sobre esse relatório.Em conexão com a auditoria das demonstrações financeiras individuais e consolidadas, nossa responsabilidade é a de ler o relatório da Administração e, ao fazê-lo, considerar se esse relatório está, de forma relevante, inconsistente com as demonstrações financeiras individuais e consolidadas ou com nosso conhecimento obtido na auditoria ou, de outra forma, aparenta estar distorcido de forma relevante. Se, com base no trabalho realizado, concluirmos que há uma distorção relevante no relatório da Administração somos requeridos a comunicar esse fato. Em decorrência dos assuntos descritos na Seção "Base para opinião com ressalva", as outras informações também estão distorcidas em decorrência do assunto "a)" e poderiam estar distorcidas de forma relevante em decorrência do assunto "b)", com relação aos valores e outros aspectos descritos na referida seção.Principais assuntos de auditoriaPrincipais assuntos de auditoria são aqueles que em nosso julgamento profissional foram os mais significativos em nossa auditoria do exercício corrente. Esses assuntos for am tratados no contexto de nossa auditoria das demonstrações financeiras individuais e consolidadas como um todo e na formação de nossa opinião sobre essas demonstrações financeiras individuais e consolidadas e, portanto, não expressamos uma opinião separada sobre esses assuntos. Além dos assuntos descritos na seção "Base para opinião com ressalva", determinamos que os assuntos descritos abaixo são os principais assuntos de auditoria a serem comunicados em nosso relatório.Efeitos sobre as demonstrações financeiras relacionadas a investigações oriundos aos mandados de busca e apreensão - Individual e ConsolidadoConforme divulgado na nota explicativa n° 30 às demonstrações financeiras individuais e consolidadas, a Companhia está na abrangência do processo de investigação conduzida pelo Ministério Público Federal ("MPF") nas denominadas Operações Sépsis e Greenfield, que investigam o suposto envolvimento da Companhia no escopo das referidas investigações.Esse assunto foi tratado como significativo em nossa auditoria dada a necessidade de exercício de alto grau de julgamento na determinação e na conclusão quanto ao desfecho do escopo da investigação, dos procedimentos e técnicas de forense empregadas, bem como na determinação das premissas que resultaram nas conclusões quanto aos impactos do resultado da investigação nas demonstrações financeiras individuais e consolidadas.Como nossa auditoria conduziu esse assuntoNossos procedimentos de auditoria incluíram, entre outros:?Discussões com a alta administração, sobre o escopo e os resultados das investigações internas realizadas pela Companhia.?Envolvimento dos nossos especialistas internos em forense para nos auxiliar na avaliação do escopo, inclusive a completude e escopo da investigação independente, notadamente no que diz respeito às operações Sépsis e Greenfield. ?Exercício do julgamento quanto ao risco remanescente em função das limitações e restrições ao pleno acesso às informações que, de outra forma, poderiam propiciar uma apuração mais ampla dos aspectos objeto da investigação e na avaliação crítica dos procedimentos e metodologias utilizados pela investigação independente, inclusive quanto aos procedimentos de coleta e análise de documentos e/ou informações críticas, seleção de aspectos de maior criticidade para execução de procedimentos adicionais, abordagens de entrevistas, acompanhamento de informações relevantes pelos meios de comunicação. ?Avaliação e discussão, em vista das evidências disponíveis, das premissas utilizadas para se chegar nas conclusões da investigação em relação aos registros e divulgações sobre este assunto nas demonstrações financeiras.Mensuração ao valor justo dos ativos biológicos - Individual e ConsolidadoConforme mencionado na nota explicativa 11 às demonstrações financeiras individuais e consolidadas, os ativos biológicos são mensurados ao valor justo determinados com base no valor presente dos fluxos de caixa descontados. A mensuração desses ativos pelo seu valor justo, deduzido dos custos estimados de venda no momento em que atingem o ponto de colheita, envolve um grau significativo de julgamento em sua determinação e está fundamentada em premissas de negócio que incluem, entre outras, ao ciclo médio de formação de florestas por região do plantio, áreas plantadas, condições do ativo e taxas de descontos para cálculo do valor justo do ativo biológico menos custo para vender. Devido à relevância das estimativas, da determinação das taxas de desconto utilizadas e do impacto que eventuais mudanças nessas premissas poderiam trazer nas demonstrações financeiras individuais e consolidadas, consideramos este assunto significativo para a nossa auditoria.Como nossa auditoria conduziu esse assuntoNossos procedimentos de auditoria incluíram, entre outros:?Envolvimento dos nossos especialistas internos em finanças corporativas para avaliar as premissas adotadas na metodologia de cálculo, nos testes de recálculo das projeções e fluxos de caixa preparados pela Companhia?Comparação, quando disponível, com informações de mercado do segmento, os indicadores de produtividade e os custos estimados de vendas. ?Avaliação da integridade das informações utilizadas, assim como a precisão matemática dos cálculos do valor justo dos ativos biológicos. ?Avaliação da adequação das divulgações.Realização de Impostos a Recuperar e Diferidos - Individual e ConsolidadoConforme notas explicativas 9 e 18 às demonstrações financeiras individuais e consolidadas, a Companhia possui em seu ativo saldo de impostos a recuperar relativo a ICMS, além do imposto de renda e contribuição social diferidos provenientes de diferenças temporárias, prejuízos fiscais e base negativa recorrentes nos últimos anos. A realização dos tributos a recuperar tem base em estudo técnico e na projeção de compras e vendas em exercícios futuros, e a dos tributos diferidos nas expectativas de geração de lucros tributáveis futuros. A Companhia utiliza-se de premissas contábeis e de negócios nos cálculos de projeções acima que incluem, entre outras, premissas quanto a estimativa de compras e vendas, taxas de crescimento nas operações e as margens de lucro esperadas. Devido ao alto grau de julgamento envolvido para determinar tais projeções e do impacto que eventuais mudanças nas premissas poderiam trazer nas demonstrações financeiras individuais e consolidadas e no valor do investimento registrado pelo método da equivalência patrimonial nas demonstrações financeiras da controladora, consideramos esse assunto significativo para a nossa auditoria.Como nossa auditoria conduziu esse assuntoNossos procedimentos de auditoria incluíram, entre outros:?Utilização dos nossos especialistas internos em finanças corporativas, para avaliar as premissas utilizadas nas estimativas de vendas e compras e projeções dos lucros tributáveis futuros comparando-as, quando disponível, com dados de fontes externas, tais como o crescimento econômico projetado e a inflação de custos.?Avaliação da consistência das premissas com os planos de negócio aprovados pelo Conselho de Administração. ?Envolvimento de nossos especialistas internos tributários na análise das alternativas para a utilização desses impostos a recuperar em pagamentos futuros de impostos federais Federais e Estaduais por meio de pedido de restituição e/ou compensação e, para os tributos diferidos, com base em testes, na avaliação da aderência às leis tributárias brasileiras, das despesas dedutíveis ou receitas tributáveis que compõem o saldo de diferenças temporárias. ?Avaliação, com o auxílio dos nossos especialistas internos tributários, se a base fiscal utilizada para o cálculo dos tributos diferidos era apropriada tendo como referência a legislação tributária vigente. ?Análise sobre a adequação do montante contabilizado por meio de recálculo das diferenças temporárias e dos prejuízos fiscais.?Avaliação da adequação das divulgações incluídas nas notas explicativas da Companhia.Reconhecimento de receita - Individual e ConsolidadoAs receitas da Companhia oriundas de vendas de celulose são reconhecidas quando os riscos e benefícios são substancialmente transferidos ao comprador. Em razão da diversidade e variedade dos termos contratuais, da relevância dos valores e do julgamento envolvido na determinação do momento em que os riscos e benefícios dos produtos vendidos são transferidos para a contraparte, os quais podem impactar o valor reconhecido nas demonstrações financeiras individuais e consolidadas e o valor do investimento registrado pelo método da equivalência patrimonial nas demonstrações financeiras individuais, consideramos esse assunto significativo em nossos trabalhos de auditoria.Como nossa auditoria conduziu esse assuntoNossos procedimentos de auditoria incluíram, entre outros:?Realização de testes documentais, em base amostral, sobre a existência e a contabilização das receitas no período adequado, avaliando o momento do reconhecimento da receita de vendas pela transferência da propriedade do produto da Companhia ao cliente, considerando a documentação suporte de embarque e entrega dos produtos vendidos. ?Análise dos indicadores internos e externos da Companhia, tais como volumes de produtos vendidos e variações nos preços, para identificar tendências não usuais que poderiam indicar erros materiais no reconhecimento da receita.?Consideração sobre a adequação das divulgações feitas nas demonstrações financeiras.Outros assuntos - Demonstrações do valor adicionadoAs demonstrações individual e consolidada do valor adicionado (DVA) referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2016, elaboradas sob a responsabilidade da administração da Companhia, e apresentadas como informação suplementar para fins de IFRS, foram submetidas a procedimentos de auditoria executados em conjunto com a auditoria das demonstrações financeiras da Companhia. Para a formação de nossa opinião, avaliamos se essas demonstrações estão conciliadas com as demonstrações financeiras e registros contábeis, conforme aplicável, e se a sua forma e conteúdo estão de acordo com os critérios definidos no Pronunciamento Técnico CPC 09 - Demonstração do Valor Adicionado. Em nossa opinião, essas demonstrações do valor adicionado foram adequadamente elaboradas, em todos os aspectos relevantes, segundo os critérios definidos nesse Pronunciamento Técnico e são consistentes em relação às demonstrações financeiras individuais e consolidadas tomadas em conjunto.Responsabilidades da administração e da governança pelas demonstrações financeiras individuais e consolidadasA Administração é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras individuais e consolidadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB), assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras individuais e consolidadas livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.Na elaboração das demonstrações financeiras individuais e consolidadas, a administração é responsável pela avaliação da capacidade de a Companhia continuar operando, divulgando, quando aplicável, os assuntos relacionados com a sua continuidade operacional e o uso dessa base contábil na elaboração das demonstrações financeiras individuais e consolidadas a não ser que a administração pretenda liquidar a Companhia ou cessar suas operações, ou não tenha nenhuma alternativa realista para evitar o encerramento das operações.Os responsáveis pela governança da Companhia são aqueles com responsabilidade pela supervisão do processo de elaboração das demonstrações financeiras individuais e consolidadas.Responsabilidades dos auditores pela auditoria das demonstrações financeiras individuais e consolidadasNossos objetivos são obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras, tomadas em conjunto, estão livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro, e emitir relatório de auditoria contendo nossa opinião.Segurança razoável é um alto nível de segurança, mas não uma garantia de que uma auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria sempre detectarão as eventuais distorções relevantes existentes. As distorções podem ser decorrentes de fraude ou erro e são consideradas relevantes quando, individualmente ou em conjunto, possam influenciar, dentro de uma perspectiva razoável, as decisões econômicas dos usuários tomadas com base nas referidas demonstrações financeiras consolidadas.Como parte de uma auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria, exercemos julgamento profissional, e mantemos ceticismo profissional ao longo da auditoria. Além disso:Identificamos e avaliamos os riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras individuais e consolidadas, independentemente se causada por fraude ou erro, planejamos e executamos procedimentos de auditoria em resposta a tais riscos, bem como obtemos evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar nossa opinião. O risco de não detecção de distorção relevante resultante de fraude é maior do que o proveniente de erro, já que a fraude pode envolver o ato de burlar os controles internos, conluio, falsificação, omissão ou representações falsas intencionais.Obtemos entendimento dos controles internos relevantes para a auditoria para planejarmos procedimentos de auditoria apropriados nas circunstâncias, mas não com o objetivo de expressarmos opinião sobre a eficácia dos controles internos da Companhia.Avaliamos a adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis e respectivas divulgações feitas pela administração.Concluímos sobre a adequação do uso, pela administração, da base contábil de continuidade operacional e, com base nas evidências de auditoria obtidas, se existe uma incerteza significativa em relação a eventos ou circunstâncias que possa causar dúvida significativa em relação à capacidade de continuidade operacional da Companhia. Nossas conclusões estão fundamentadas nas evidências de auditoria obtidas até a data de nosso relatório. Todavia, eventos ou condições futuras podem levar a Companhia a não mais se manter em continuidade operacional.Avaliamos a apresentação geral, a estrutura e o conteúdo das demonstrações financeiras, inclusive as divulgações e se as demonstrações financeiras individuais e consolidadas representam as correspondentes transações e os eventos de maneira compatível com o objetivo de apresentação adequada.Obtemos evidência de auditoria apropriada e suficiente referente às informações financeiras das entidades ou atividades de negócio do grupo para expressar uma opinião sobre as demonstrações financeiras individuais e consolidadas. Somos responsáveis pela direção, supervisão e desempenho da auditoria do grupo e, consequentemente, pela opinião de auditoria.Comunicamo-nos com os responsáveis pela governança a respeito, entre outros aspectos, do alcance planejado, da época da auditoria e das constatações significativas de auditoria, inclusive as eventuais deficiências significativas nos controles internos que identificamos durante nossos trabalhos.Fornecemos também aos responsáveis pela governança declaração de que cumprimos com as exigências éticas relevantes, incluindo os requisitos aplicáveis de independência, e comunicamos todos os eventuais relacionamentos ou assuntos que poderiam afetar, consideravelmente, nossa independência, incluindo, quando aplicável, as respectivas salvaguardas. Dos assuntos que foram objeto de comunicação com os responsáveis pela governança, determinamos aqueles que foram considerados como mais significativos na auditoria das demonstrações financeiras do exercício corrente e que, dessa maneira, constituem os principais assuntos de auditoria. Descrev emos esses assuntos em nosso relatório de auditoria, a menos que lei ou regulamento tenha proibido divulgação pública do assunto, ou quando, em circunstâncias extremamente raras, determinarmos que o assunto não deve ser comunicado em nosso relatório porque as consequências adversas de tal comunicação podem, dentro de uma perspectiva razoável, superar os benefícios da comunicação para o interesse público.São Paulo, 26 de abril de 2017KPMG Auditores IndependentesCRC 2SP014428/O-6Orlando Octávio de Freitas JúniorContador CRC 1SP178871/O-4

Declaração dos Diretores sobre as Demonstrações Financeiras

Declaração dos Diretores sobre as Demonstrações FinanceirasOs diretores da Eldorado Brasil Celulose S.A. ("Companhia") declaram, para fins do disposto no parágrafo 1º, do artigo 25, incisos V e VI, da Instrução CVM nº 480, de 07 de dezembro de 2009, que:(i)reviram, discutiram e concordam com as opiniões expressas no parecer dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras da Companhia, relativas ao exercício social findo em 31 de dezembro de 2016 e (ii)reviram, discutiram e concordam com as demonstrações financeiras da Companhia, relativas ao exercício social findo em 31 de dezembro de 2016.São Paulo, 26 de abril de 2017.José Carlos Grubisich Filho Rodrigo LibaberCarlos Roberto Paiva MonteiroGermano Aguiar Vieira

Declaração dos Diretores sobre o Relatório do Auditor Independente

N/A.

Parecer do Conselho Fiscal ou Órgão Equivalente

ELDORADO BRASIL CELULOSE S.A.CNPJ/MF nº 07.401.436/0002-12NIRE: 35.300.444.728Companhia AbertaParecer do Conselho FiscalO Conselho Fiscal da Eldorado Brasil Celulose S.A. ("Companhia"), em conformidade com as atribuições estatutárias e legais, previstas no Artigo 163, incisos II e VII da Lei nº 6.404/76, conforme alterada ("Lei das S.A."), examinou as contas da diretoria, as demonstrações financeiras e correspondentes notas explicativas, o parecer dos auditores independentes e o relatório da administração, relativos ao exercício social findo em 31 de dezembro de 2016. Com base nos exames efetuados e, considerando ainda o parecer dos auditores independentes, emitido por KPMG Auditores Independentes, os membros do Conselho Fiscal da Companhia concluíram, por maioria, em consonância com o disposto na Lei das S.A., opinar favoravelmente quanto ao encaminhamento dos referidos documentos à apreciação dos acionistas da Companhia em sede de Assembleia Geral Ordinária. São Paulo, 26 de abril de 2017.Florisvaldo Caetano de OliveiraDemetrius Nichele Macei

Procedência: Demonstrações Financeiras Padronizadas entregues à CVM e publicadas no Dados Abertos, transcritas sem alteração. Valores na escala declarada pela companhia. Confira sempre na entrega original.