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BR - CVMDemonstrações Financeiras PadronizadasRef. 2020257 páginasCódigo CVM 19348Versão 3 · reapresentaçãoRecebida em 25/02/2021valores em R$ mil

DFP 2020 de ITAU UNIBANCO HOLDING S.A.

ITAU UNIBANCO HOLDING S.A. · CNPJ 60.872.504/0001-23

Versões deste exercício: v1 (01/02/2021) · v2 (02/02/2021) · v3 (25/02/2021), esta

ITAU UNIBANCO HOLDING S.A.
CNPJ 60.872.504/0001-23
DFP 2020 (V3)
Exercício 2020
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Metadados

Empresa
ITAU UNIBANCO HOLDING S.A.
CNPJ
60.872.504/0001-23
Tipo
Demonstrações Financeiras Padronizadas
Páginas
257
Ano de referência
2020*
Publicado em
25/02/2021 — BR - CVM
Indexado em
05/08/2026, 23:56:36

* ano de referência inferido — pode conter erros, confira sempre na publicação

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Demonstrações financeiras

Conta a conta · CVM
Conta a conta, como entregue à CVM.
CódigoConta31/12/202031/12/2019Var.
1Ativo Total2.019.251.0001.637.481.00023,3%
1.01Caixa e Equivalentes de Caixa46.224.00030.367.00052,2%
1.02Ativos Financeiros1.851.322.0001.501.481.00023,3%
1.02.01Ativos Financeiros Avaliados a Valor Justo através do Resultado465.581.000322.929.00044,2%
1.02.01.01Títulos para Negociação00—
1.02.01.02Títulos Designados a Valor Justo00—
1.02.01.03Depositos Compulsórios no Banco Central00—
1.02.01.04Títulos e Valores Mobiliários389.071.000281.075.00038,4%
1.02.01.05Derivativos76.504.00041.854.00082,8%
1.02.01.06Outros Ativos Financeiros6.0000—
1.02.02Ativos Financeiros Avaliados a Valor Justo através de Outros Resultados Abrangentes109.942.00076.660.00043,4%
1.02.03Ativos Financeiros Avaliados ao Custo Amortizado1.275.799.0001.101.892.00015,8%
1.02.03.01Aplicações em Depósitos Interfinanceiros55.685.00034.583.00061,0%
1.02.03.02Aplicações no Mercado Aberto239.943.000198.428.00020,9%
1.02.03.03Títulos e Valores Mobiliários129.804.000133.119.000−2,5%
1.02.03.04Operações de Crédito e Arrendamento Mercantil Financeiro714.104.000585.791.00021,9%
1.02.03.05Outros Ativos Financeiros93.255.00094.752.000−1,6%
1.02.03.06(-) Provisão para Perda Esperada−47.051.000−36.029.000−30,6%
1.02.03.07Depositos Compulsórios no Banco Central90.059.00091.248.000−1,3%
1.03Tributos Diferidos66.095.00048.960.00035,0%
1.03.01Imposto de Renda e Contribuição Social - A Compensar3.547.0001.644.000115,8%
1.03.02Imposto de Renda e Contribuição Social - Diferido56.583.00038.914.00045,4%
1.03.03Outros5.965.0008.402.000−29,0%
1.04Outros Ativos15.773.00014.691.0007,4%
1.04.01Ativos Não Correntes a Venda00—
1.04.02Ativos de Operações Descontinuadas00—
1.04.03Outros15.773.00014.691.0007,4%
1.05Investimentos15.570.00015.097.0003,1%
1.05.01Participações em Coligadas00—
1.05.02Participações em Controladas em Conjunto00—
1.05.03Propriedades para Investimento00—
1.05.04Outros Investimentos00—
1.06Imobilizado6.937.0007.166.000−3,2%
1.06.01Imobilizado de Uso00—
1.06.02Direito de Uso em Arrendamento00—
1.07Intangível17.330.00019.719.000−12,1%
1.07.01Intangíveis00—
1.07.02Goodwill00—

valores em R$ mil; variação sobre o exercício anterior, como publicado.

Parecer do auditor

Sem Ressalva
Ler o relatório completo

Relatório do auditor independente sobre as demonstrações contábeis individuais e consolidadasAo Conselho de Administração e AcionistasItaú Unibanco Holding S.A.OpiniãoExaminamos as demonstrações contábeis individuais do Itaú Unibanco Holding S.A. ("Banco"), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2020 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre e exercício findos nessa data, assim como as demonstrações contábeis consolidadas do Itaú Unibanco Holding S.A. e suas controladas ("Consolidado"), que compreendem o balanço patrimonial consolidado em 31 de dezembro de 2020 e as respectivas demonstrações consolidadas do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre e exercício findos nessa data, bem como as correspondentes notas explicativas, incluindo o resumo das principais políticas contábeis. Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Itaú Unibanco Holding S.A. e do Itaú Unibanco Holding S.A. e suas controladas em 31 de dezembro de 2020, o desempenho de suas operações e os seus respectivos fluxos de caixa, bem como o desempenho consolidado de suas operações e os seus fluxos de caixa consolidados para o semestre e exercício findos nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.Base para opiniãoNossa auditoria foi conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Nossas responsabilidades, em conformidade com tais normas, estão descritas na seção a seguir, intitulada "Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações contábeis individuais e consolidadas". Somos independentes em relação ao Banco e suas controladas, de acordo com os princípios éticos relevantes previstos no Código de Ética Profissional do Contador e nas normas profissionais emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade, e cumprimos com as demais responsabilidades éticas conforme essas normas. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.Principais Assuntos de AuditoriaPrincipais Assuntos de Auditoria (PAA) são aqueles que, em nosso julgamento profissional, foram os mais significativos em nossa auditoria do semestre e do exercício findos em 31 de dezembro de 2020. Esses assuntos foram tratados no contexto de nossa auditoria das demonstrações contábeis individuais e consolidadas como um todo e na formação de nossa opinião sobre essas demonstrações contábeis individuais e consolidadas e, portanto, não expressamos uma opinião separada sobre esses assuntos. Nossa auditoria do semestre e do exercício findos em 31 de dezembro de 2020 foi planejada e executada considerando que as operações do Banco e do Consolidado não apresentaram modificações significativas em relação ao ano anterior, exceto quanto aos impactos decorrentes da pandemia da COVID-19 nas operações. Nesse contexto, os Principais Assuntos de Auditoria mantiveram-se substancialmente alinhados àqueles do semestre findo em 30 de junho de 2020 e do exercício findo em 31 de dezembro de 2019, porém incorporando à nossa abordagem de auditoria procedimentos em resposta ao cenário atual das operações.Porque é um PAAComo o assunto foi conduzido em nossa auditoria Provisão para créditos de liquidação duvidosa (PDD) (Notas 3(f) e 6) A apuração do valor da provisão para créditos de liquidação duvidosa requer julgamento da administração. A identificação de situações de comprometimento do valor recuperável dos créditos e a determinação do valor da provisão para créditos de liquidação duvidosa envolve um processo com várias premissas e fatores, incluindo a situação financeira da contraparte, os fluxos de caixa futuros esperados, os valores estimados de recuperação e realização das garantias.O uso de diferentes técnicas e premissas de modelagem poderia resultar em estimativa de valor de recuperação diferente. Ademais, o gerenciamento de risco de crédito é complexo e dependente de base de dados completa e íntegra, incluindo as garantias e as renegociações por se tratarem de aspectos importantes na determinação da PDD. Adicionalmente, durante 2020, em decorrência da pandemia da COVID-19, diversas normas foram expedidas pelo Banco Central do Brasil ("BACEN") e Conselho Monetário Nacional ("CMN"). Dentre outras, foram divulgadas normas a respeito de critérios temporários para a caracterização das reestruturações de operações de crédito, para fins de gerenciamento de risco de crédito e para a mensuração da provisão para créditos de liquidação duvidosa das operações renegociadas.Considerando o exposto acima, essa área manteve-se como foco em nossa auditoria.Nossos procedimentos de auditoria consideraram, entre outros:Teste do desenho e da efetividade dos principais controles para apuração da provisão para créditos de liquidação duvidosa, incluindo: (i) totalidade e integridade da base de dados (ii) modelos e premissas adotados pela administração na determinação do valor recuperável da carteira de créditos (iii) monitoramento e valorização das garantias (iv) identificação, aprovação e monitoramento das operações renegociadas e (v) processos estabelecidos pela administração para cumprimento das normas do Banco Central do Brasil e do Conselho Monetário Nacional relacionadas à constituição da PDD, bem como para as divulgações em notas explicativas.Para a PDD calculada individualmente, testamos as premissas relevantes adotadas para identificação da situação de perda do valor recuperável e consequente determinação dos ratings dos devedores, bem como as previsões de fluxos de caixa futuros, as garantias subjacentes e as estimativas de recuperação de créditos vencidos. Para a PDD calculada numa base coletiva, testamos os modelos e critérios complementares, incluindo o processo de aprovação de modelos e de validação das premissas adotadas para determinação das estimativas de perdas e de recuperação, bem como a consistência dos modelos com os aplicados em períodos anteriores.Teste sobre as entradas para os modelos e, quando disponíveis, comparamos determinados dados e premissas com informações de mercado.Consideramos que os critérios e premissas adotados pela administração na determinação e registro da provisão para créditos de liquidação duvidosa são apropriados e consistentes no contexto de nossa auditoria das demonstrações contábeis individuais e consolidadas tomadas em conjunto. Mensuração do valor justo dos instrumentos financeiros com pouca liquidez e/ou sem mercado ativo (Notas 3(c), 3(d) e 5) A mensuração do valor justo de instrumentos financeiros com pouca liquidez e/ou sem mercado ativo é uma área que inclui subjetividade, uma vez que depende de técnicas de avaliação realizadas com base em modelos internos e que envolvem premissas da administração para sua valorização. Adicionalmente, o gerenciamento de risco de mercado é complexo, especialmente em momentos de alta volatilidade como observado durante 2020 em decorrência da pandemia da COVID-19, bem como em situações onde os preços observáveis ou parâmetros de mercado não estão disponíveis. Esses instrumentos financeiros são substancialmente compostos por aplicações em títulos emitidos por empresas e p or contratos de derivativos.Essa é uma área que permanece como foco em nossa auditoria, uma vez que o uso de diferentes técnicas de avaliação e premissas poderiam produzir estimativas de valor justo significativamente diferentes. Nossos procedimentos de auditoria consideraram, entre outros:Teste do desenho e da efetividade dos principais controles estabelecidos para valorização desses instrumentos financeiros, bem como a aprovação dos modelos e divulgações requeridas.Com o apoio de nossos especialistas, analisamos as principais metodologias de valorização desses instrumentos financeiros e as premissas mais significativas adotadas pela administração mediante a comparação com metodologias e premissas independentes. Reexecutamos, em base amostral, a valorização de determinadas operações, bem como comparamos as premissas e metodologias utilizadas pela administração com nosso conhecimento sobre práticas de valorização usualmente adotadas e analisamos a consistência dessas metodologias com as aplicadas em períodos anteriores.Consideramos que os critérios e premissas adotados pela Administração na mensuração do valor justo desses instrumentos financeiros são apropriados e consistentes com as divulgações em notas explicativas, considerando as demonstrações contábeis individuais e consolidadas tomadas em conjunto. Ambiente de tecnologia da informação O Banco e suas controladas são dependentes da sua estrutura de tecnologia para processamento de suas operações e consequente elaboração das demonstrações contábeis individuais e consolidadas. A tecnologia representa aspecto fundamental na evolução dos negócios do Banco e suas controladas e nos últimos anos, foram feitos investimentos significativos de curto e longo prazo em sistemas e processos de tecnologia da informação.A estrutura de tecnologia, devido ao histórico de aquisições e porte de suas operações, é composta por mais de um ambiente com processos distintos e controles segregados. Em adição, durante 2020, parte substancial das equipes do Banco e suas subsidiárias realizou suas atividades de forma remota (home office) o que gerou a necessidade de adaptações aos processos e infraestrutura de tecnologia para a manutenção da continuidade das operações.A não adequação do ambiente de controles gerais de tecnologia e de seus controles dependentes poderia acarretar em processamento incorreto de informações críticas utilizadas para a elaboração das demonstrações contábeis individuais e consolidadas, bem como ocasionar riscos relacionados à segurança da informação e cybersecurity. Dessa forma, essa área continuou como foco de nossos trabalhos de auditoria. Como parte de nossos procedimentos de auditoria, com o auxílio de nossos especialistas, atualizamos nossa avaliação do ambiente de tecnologia da informação, incluindo os controles automatizados dos sistemas aplicativos relevantes para a elaboração das demonstrações contábeis individuais e consolidadas.Os procedimentos executados envolveram a combinação de testes do desenho e da efetividade dos principais controles relevantes e, quando necessário, testes dos controles compensatórios, bem como a execução de testes relacionados com a segurança da informação, incluindo gestão de acesso, segregação de função e monitoramento da capacidade de operação da infraesturtura de tecnologia frente a nova realidade de operação dos negócios.Os procedimentos de auditoria aplicados, resultaram em evidências apropriadas que foram consideradas na determinação da natureza, época e extensão dos demais procedimentos de auditoria. Crédito tributário (Notas 3(p) e 11(b)) O crédito tributário oriundo de diferenças temporárias, prejuízos fiscais do imposto de renda e base negativa de contribuição social é registrado à medida em que a administração considera provável que o Banco e suas controladas irão gerar lucro tributário futuro suficiente para utilizar os referidos créditos tributários. A projeção dos lucros tributários futuros contém diversas premissas de natureza subjetiva estabelecidas pela administração.Continuamos considerando essa área como foco de nossa auditoria, pois os valores envolvidos são relevantes e a utilização de diferentes premissas na projeção dos lucros tributários futuros, especialmente no contexto de maior impacto nos resultados em decorrência da pandemia da COVID-19, poderia modificar significativamente os valores e os prazos previstos para realização dos créditos tributários, com consequente impacto contábil. Confirmamos nosso entendimento e testamos o desenho e a efetividade dos principais controles estabelecidos pela administração para apuração dos créditos tributários, seu registro e divulgações nos termos das normas contábeis e requisitos específicos do Banco Central do Brasil e do Conselho Monetário Nacional, que incluem a necessidade de análise das perspectivas de realização desses créditos, mediante projeções dos lucros tributários futuros, para o Banco e suas controladas.Comparamos as premissas críticas utilizadas para a projeção dos resultados futuros com informações de projeções macroeconômicas divulgadas no mercado e com dados históricos para corroborar a consistência das estimativas.Com o auxílio de nossos especialistas na área tributária, realizamos testes sobre a natureza e os montantes das diferenças temporárias, prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social sobre o lucro líquido, passíveis de serem deduzidos das bases de tributos futuros. Consideramos que as premissas adotadas pela administração na apuração e registro dos créditos tributários são apropriadas e consistentes com as divulgações em notas explicativas, considerando as demonstrações contábeis individuais e consolidadas tomadas em conjunto. Realização dos valores registrados na conta de ativo intangível, incluindo ágio (Notas 3(j), 3(k) e 14) Os saldos do intangível, incluindo o ágio são submetidos, semestralmente, a teste de perda por redução ao valor recuperável. Esse teste envolve estimativas e julgamentos significativos, incluindo a identificação de unidades geradoras de caixa. A determinação dos fluxos de caixa esperados e a taxa de juros ajustada ao risco para cada unidade geradora de caixa ou grupo de unidades geradoras de caixa requer o exercício de julgamento e o uso de estimativas por parte da administração.Continuamos considerando essa uma área de foco de auditoria por: (i) envolver a projeção de resultados futuros, especialmente em momentos de crise, em que a utilização de diferentes premissas pode modificar significativamente as perspectivas de realização desses ativos e a eventual necessidade de registro de redução ao valor recuperável, com consequente impacto nas demonstrações contábeis individuais e consolidadas (ii) do impacto gerado no resultado atual do Banco em decorrência dos aspectos relacionados a pandemia da COVID-19 (iii) pela representatividade do saldo dessas contas no contexto das demonstrações contábeis individuais e consolidadas.Confirmamos nosso entendimento e testamos o desenho e efetividade dos principais controles estabelecidos, incluindo a análise das premissas e julgamentos críticos utilizados pela administração, que já incluem impactos em decorrência da pandemia da COVID-19.Testamos as projeções e as premissas mais representativas utilizadas pela administração para realização do teste do valor recuperável do intangível, com o objetivo de observar a razoabilidade dessas estimativas de realização.Consideramos que as premissas adotadas pela administração para avaliação da realização dos ativos intangíveis são razoáveis e as divulgações em notas explicativas são consistentes com as informações obtidas, considerando as demonstrações contábeis individuais e consolidadas tomadas em conjunto. Provisões e passivos contingentes (Notas 3(n) e 9) O Banco e suas controladas apresentam provisões e passivos contingentes decorrentes principalmente de processos judiciais e administrativos, inerentes ao curso normal dos seus negócios, movidos por terceiros, ex-empregados e órgãos públicos em ações cíveis, trabalhistas e de natureza fiscal e previdenciária.Normalmente os referidos processos são encerrados após um longo tempo e envolvem não só discussões acerca do mérito, mas também aspectos processuais complexos, de acordo com a legislação vigente. Nas esferas cível e trabalhista, há a possibilidade de encerramento antecipado dos processos mediante acordos.Durante 2020, continuaram os esforços para assinatura dos instrumentos de acordo para encerramento de processos judiciais cíveis relacionados a planos econômicos, incluindo a assinatura de aditivo ao instrumento de acordo entre poupadores (representados por associações civis) e FEBRABAN para extensão por mais 30 meses ao período de adesão aos acordos.Além dos aspectos subjetivos na determinação da possibilidade de perda atribuída a cada processo, a evolução da jurisprudência sobre determinadas causas nem sempre é uniforme. Considerando a relevância dos valores e as incertezas e julgamentos envolvidos, como descrito acima, para a determinação e constituição da provisão e divulgações requeridas de passivos contingentes, continuamos considerando essa uma área de foco de auditoria. Confirmamos nosso entendimento e testamos o desenho e efetividade dos principais controles para identificação, avaliação, monitoramento, mensuração, registro e divulgação das provisões e dos passivos contingentes, incluindo a totalidade e integridade da base de dados. Testamos os modelos utilizados para quantificação dos processos judiciais massificados de natureza cível e trabalhista. Em nossos testes da avaliação do risco dos processos judiciais individualizados de natureza tributária, cível e trabalhista, utilizamos o apoio de nossos especialistas nas respectivas áreas, quando aplicável, de acordo com a natureza dos processos.Realizamos também, procedimentos de confirmação, em base de testes, junto aos advogados internos e externos responsáveis pelos processos.Consideramos que os critérios e premissas adotados pela administração para a determinação e constituição da provisão, bem como as divulgações efetuadas das provisões e dos passivos contingentes, são apropriados no contexto das demonstrações contábeis individuais e consolidadas tomadas em conjunto. Outros assuntosDemonstrações do Valor AdicionadoAs demonstrações individual e consolidada do valor adicionado (DVA) referentes ao semestre e exercício findos em 31 de dezembro de 2020, elaboradas sob a responsabilidade da administração do Banco, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas e apresentada como informação suplementar para fins do Banco Central do Brasil (BACEN), foram submetidas a procedimentos de auditoria executados em conjunto com a auditoria das demonstrações contábeis do Banco. Para a formação de nossa opinião, avaliamos se essas demonstrações estão conciliadas com as demonstrações contábeis e registros contábeis, conforme aplicável, e se a sua forma e conteúdo estão de acordo com os critérios definidos no Pronunciamento Técnico CPC 09 - "Demonstração do Valor Adicionado". Em nossa opinião, essas demonstrações do valor adicionado foram adequadamente elaboradas, em todos os aspectos relevantes, segundo os critérios definidos nesse Pronunciamento Técnico e são consistentes em relação às demonstrações contábeis individuais e consolidadas tomadas em conjunto. Outras informações que acompanham as demonstrações contábeis individuais e consolidadas e o relatório do auditorA administração do Banco é responsável por essas outras informações que compreendem o Relatório da Administração e a Análise Gerencial da Operação.Nossa opinião sobre as demonstrações contábeis individuais e consolidadas não abrange o Relatório da Administração e a Análise Gerencial da Operação e não expressamos qualquer forma de conclusão de auditoria sobre esses relatórios.Em conexão com a auditoria das demonstrações contábeis individuais e consolidadas, nossa responsabilidade é a de ler o Relatório da Administração e a Análise Gerencial da Operação e, ao fazê-lo, considerar se esses relatórios estão, de forma relevante, inconsistentes com as demonstrações contábeis ou com nosso conhecimento obtido na auditoria ou, de outra forma, aparentam estar distorcidos de forma relevante. Se, com base no trabalho realizado, concluirmos que há distorção relevante no Relatório da Administração e/ou na Análise Gerencial da Operação, somos requeridos a comunicar esse fato. Não temos nada a relatar a este respeito.Responsabilidades da administração e da governança pelas demonstrações contábeis individuais e consolidadasA administração do Banco é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis individuais e consolidadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.Na elaboração das demonstrações contábeis individuais e consolidadas, a administração é responsável pela avaliação da capacidade de o Banco continuar operando, divulgando, quando aplicável, os assuntos relacionados com a sua continuidade operacional e o uso dessa base contábil na elaboração das demonstrações contábeis, a não ser que a administração pretenda liquidar o Banco ou cessar suas operações, ou não tenha nenhuma alternativa realista para evitar o encerramento das operações.Os responsáveis pela governança do Banco e suas controladas são aqueles com responsabilidade pela supervisão do processo de elaboração das demonstrações contábeis.Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações contábeis individuais e consolidadasNossos objetivos são obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis individuais e consolidadas, tomadas em conjunto, estão livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro, e emitir relatório de auditoria contendo nossa opinião. Segurança razoável é um alto nível de segurança, mas não uma garantia de que a auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria sempre detectam as eventuais distorções relevantes existentes. As distorções podem ser decorrentes de fraude ou erro e são consideradas relevantes quando, individualmente ou em conjunto, possam influenciar, dentro de uma perspectiva razoável, as decisões econômicas dos usuários tomadas com base nas referidas demonstrações contábeis.Como parte de uma auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria, exercemos julgamento profissional e mantemos ceticismo profissional ao longo da auditoria. Além disso:Identificamos e avaliamos os riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis individuais e consolidadas, independentemente se ca usada por fraude ou erro, planejamos e executamos procedimentos de auditoria em resposta a tais riscos, bem como obtemos evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar nossa opinião. O risco de não detecção de distorção relevante resultante de fraude é maior do que o proveniente de erro, já que a fraude pode envolver o ato de burlar os controles internos, conluio, falsificação, omissão ou representações falsas intencionais.Obtemos entendimento dos controles internos relevantes para a auditoria para planejarmos procedimentos de auditoria apropriados às circunstâncias, mas não com o objetivo de expressarmos opinião sobre a eficácia dos controles internos do Banco e suas controladas.Avaliamos a adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis e respectivas divulgações feitas pela administração.Concluímos sobre a adequação do uso, pela administração, da base contábil de continuidade operacional e, com base nas evidências de auditoria obtidas, se existe incerteza relevante em relação a eventos ou condições que possam levantar dúvida significativa em relação à capacidade de continuidade operacional do Banco. Se concluirmos que existe incerteza relevante, devemos chamar atenção em nosso relatório de auditoria para as respectivas divulgações nas demonstrações contábeis individuais e consolidadas ou incluir modificação em nossa opinião, se as divulgações forem inadequadas. Nossas conclusões estão fundamentadas nas evidências de auditoria obtidas até a data de nosso relatório. Todavia, eventos ou condições futuras podem levar o Banco a não mais se manter em continuidade operacional.Avaliamos a apresentação geral, a estrutura e o conteúdo das demonstrações contábeis individuais e consolidadas, inclusive as divulgações e se essas demonstrações contábeis representam as correspondentes transações e os eventos de maneira compatível com o objetivo de apresentação adequada.Obtemos evidência de auditoria apropriada e suficiente referente às informações financeiras das entidades ou atividades de negócio do grupo para expressar uma opinião sobre as demonstrações contábeis consolidadas. Somos responsáveis pela direção, supervisão e desempenho da auditoria do grupo e, consequentemente, pela opinião de auditoria.Comunicamo-nos com os responsáveis pela governança a respeito, entre outros aspectos, do alcance planejado, da época da auditoria, das constatações relevantes de auditoria e, quando eventualmente identificadas durante nossos trabalhos, as deficiências significativas nos controles internos.Fornecemos também aos responsáveis pela governança declaração de que cumprimos com as exigências éticas relevantes, incluindo os requisitos aplicáveis de independência, e comunicamos todos os eventuais relacionamentos ou assuntos que poderiam afetar, consideravelmente, nossa independência, incluindo, quando aplicável, as respectivas salvaguardas. Dos assuntos que foram objeto de comunicação com os responsáveis pela governança, determinamos aqueles que foram considerados como mais significativos na auditoria das demonstrações contábeis de 31 de dezembro de 2020 e que, dessa maneira, constituem os principais assuntos de auditoria. Descrevemos esses assuntos em nosso relatório de auditoria, a menos que lei ou regulamento tenha proibido divulgação pública do assunto, ou quando, em circunstâncias extremamente raras, determinarmos que o assunto não deve ser comunicado em nosso relatório porque as consequências adversas de tal comunicação podem, dentro de uma perspectiva razoável, superar os benefícios da comunicação para o interesse público.São Paulo, 01 de fevereiro de 2021PricewaterhouseCoopersAuditores IndependentesCRC 2SP000160/O-5Relatório do auditor independente sobre as demonstrações contábeis consolidadasAo Conselho de Administração e AcionistasItaú Unibanco Holding S.A.OpiniãoExaminamos as demonstrações contábeis consolidadas do Itaú Unibanco Holding S.A. ("Banco") e suas controladas, que compreendem o balanço patrimonial consolidado em 31 de dezembro de 2020 e as respectivas demonstrações consolidadas do resultado,do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, bem como as correspondentes notas explicativas, incluindo o resumo das principais políticas contábeis.Em nossa opinião, as demonstrações contábeis consolidadas acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Itaú Unibanco Holding S.A. e suas controladas em 31 de dezembro de 2020, o desempenho consolidado de suas operações e os seus fluxos de caixa consolidados para o exercício findo nessa data, de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB).Base para opiniãoNossa auditoria foi conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Nossas responsabilidades, em conformidade com tais normas, estão descritas na seção a seguir, intitulada "Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações contábeis consolidadas ". Somos independentes em relação ao Banco e suas controladas, de acordo com os princípios éticos relevantes previstos no Código de Ética Profissional do Contador e nas normas profissionais emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade, e cumprimos com as demais responsabilidades éticas conforme essas normas. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.Principais Assuntos de AuditoriaPrincipais Assuntos de Auditoria (PAA) são aqueles que, em nosso julgamento profissional, foram os mais significativos em nossa auditoria do exercício de 2020. Esses assuntos foram tratados no contexto de nossa auditoria das demonstrações contábeis consolidadas como um todo e na formação de nossa opinião sobre essas demonstrações contábeis consolidadas e, portanto, não expressamos uma opinião separada sobre esses assuntos. Nossa auditoria do exercício de 2020 foi planejada e executada considerando que as operações do Banco e suas controladas não apresentaram modificações significativas em relação ao ano anterior, exceto quanto aos impactos decorrentes da pandemia da COVID-19 nas operações. Nesse contexto, os Principais Assuntos de Auditoria mantiveram-se substancialmente alinhados àqueles do exercício de 2019, porém incorporando à nossa abordagem de auditoria procedimentos em resposta ao cenário atual das operações.Porque é um PAA Como o assunto foi conduzido em nossa auditoria Mensuração de ativos e passivos financeiros e provisão para perda esperada em conformidade com o IFRS 9 - Financial Instruments (Notas 2.3(b), 2.3(f), 2.4(d), 5 a 8 e 10) A provisão para perda esperada continuou como área de foco em nossa auditoria, uma vez que envolve julgamento da administração na determinação da provisão necessária mediante a aplicação de metodologia e processos que utilizam várias premissas, incluindo, entre outros, informações prospectivas e critérios para determinação de aumento ou redução significativa no risco de crédito.Ademais, durante 2020, em decorrência da pandemia da COVID-19, a administração revisou alguns dos julgamentos e estimativas utilizados na determinação da provisão para perda esperada, como por exemplo a ponderação dos cenários macroeconômicos, com a finalidade de adaptar as premissas anteriormente aplicadas ao atual cenário das o perações do Banco e suas controladas. Os instrumentos financeiros classificados na categoria de valor justo por meio do resultado incluem determinadas operações com pouca liquidez e sem mercado ativo, substancialmente compostos por aplicações em títulos emitidos por empresas e por contratos de derivativos. A mensuração do valor justo desses instrumentos financeiros é sujeita a subjetividade, uma vez que depende de técnicas de avaliação baseadas em modelos internos e que envolvem premissas da administração para sua valorização. Adicionalmente, o gerenciamento de risco de mercado é complexo, especialmente em momentos de alta volatilidade como observado durante 2020 em decorrência da pandemia da COVID-19, bem como em situações onde os preços observáveis ou parâmetros de mercado não estão disponíveis.Esses assuntos continuaram como foco de nossa auditoria do exercício de 2020 em função da relevância e do grau de subjetividade, como mencionado acima. Confirmamos nosso entendimento do processo de mensuração da provisão para perda esperada e dos ativos e passivos financeiros em conformidade com o IFRS 9. Em relação à metodologia de impairment, aplicamos determinados procedimentos de auditoria, substancialmente relacionados a: (i) análise das políticas contábeis da administração em comparação com os requisitos do IFRS 9 (ii) testes sobre os controles relacionados à mensuração da provisão para perda esperada que consideram base de dados, modelos e premissas adotadas pela administração (iii) testes dos modelos, incluindo o seu processo de aprovação e de validação de premissas adotadas para determinação das estimativas de perdas e de recuperação. Adicionalmente, realizamos testes sobre as garantias, projeções de fluxos de caixa, renegociações de crédito, avaliação de risco da contraparte, atrasos e outros aspectos que possam resultar em aumento significativo no risco de crédito, bem como a alocação das operações nos seus respectivos estágios conforme requisitos do IFRS 9 (iv) teste das entradas para os modelos e, quando disponíveis, comparação dos dados e premissas utilizadas com dados de mercado e (v) análise das divulgações realizadas pela administração nas demonstrações contábeis em atendimento aos requisitos do IFRS 7 - Financial Instruments: Disclosures e IFRS 9.Consideramos que os critérios e premissas adotados pela administração na determinação e registro da provisão para perda esperada são apropriados e consistentes, em todos os aspectos relevantes, no contexto das demonstrações contábeis consolidadas tomadas em conjunto.Em relação a mensuração dos ativos e passivos financeiros, destacamos a aplicação dos seguintes procedimentos de auditoria: (i)análise das políticas contábeis da Administração em comparação com os requerimentos do IFRS 9 (ii) Atualização do nosso entendimento sobre a metodologia de valorização desses instrumentos financeiros e as principais premissas adotadas pela administração, bem como a realização de comparação com metodologias e premissas independentes. Reexecutamos, em base amostral, a valorização de determinadas operações e analisamos a consistência dessas metodologias com as aplicadas em períodos anteriores.Consideramos que os critérios e premissas adotados pela administração na mensuração desses instrumentos financeiros são apropriados e consistentes com as divulgações em notas explicativas, considerando as demonstrações contábeis consolidadas tomadas em conjunto. Ambiente de tecnologia da informação O Banco e suas controladas são dependentes da sua estrutura de tecnologia para processamento de suas operações e consequente elaboração das demonstrações contábeis. A tecnologia representa aspecto fundamental na evolução dos negócios do Banco e suas controladas e nos últimos anos, foram feitos investimentos significativos de curto e longo prazo em sistemas e processos de tecnologia da informação.A estrutura de tecnologia, devido ao histórico de aquisições e porte de suas operações, é composta por mais de um ambiente com processos distintos e controles segregados. Em adição, durante 2020, parte substancial das equipes do Banco e suas subsidiárias realizou suas atividades de forma remota (home office) o que gerou a necessidade de adaptações aos processos e infraestrutura de tecnologia para a manutenção da continuidade das operações.A não adequação do ambiente de controles gerais de tecnologia e de seus controles dependentes poderia acarretar em processamento incorreto de informações críticas utilizadas para a elaboração das demonstrações contábeis, bem como ocasionar riscos relacionados à segurança da informação e cybersecurity. Dessa forma, essa área continuou como foco de nossos trabalhos de auditoria. Como parte de nossos procedimentos de auditoria, com o auxílio de nossos especialistas, atualizamos nossa avaliação do ambiente de tecnologia da informação, incluindo os controles automatizados dos sistemas aplicativos relevantes para a elaboração das demonstrações contábeis.Os procedimentos executados envolveram a combinação de testes do desenho e da efetividade dos principais controles relevantes e, quando necessário, testes dos controles compensatórios, bem como a execução de testes relacionados com a segurança da informação, incluindo gestão de acesso, segregação de função e monitoramento da capacidade de operação da infraesturtura de tecnologia frente a nova realidade de operação dos negócios.Os procedimentos de auditoria aplicados, resultaram em evidências apropriadas que foram consideradas na determinação da natureza, época e extensão dos demais procedimentos de auditoria. Crédito tributário (Notas 2.3(h), 2.4 (j) e 24(b)) O crédito tributário oriundo de diferenças temporárias, prejuízos fiscais do imposto de renda e base negativa de contribuição social, é registrado à medida em que a administração considera provável que o Banco e suas controladas irão gerar lucro tributário futuro suficiente para utilizar os referidos créditos tributários. A projeção dos lucros tributários futuros contém diversas premissas de natureza subjetiva estabelecidas pela administração.Continuamos considerando essa área como foco de nossa auditoria, pois os valores envolvidos são relevantes e a utilização de diferentes premissas na projeção dos lucros tributários futuros, especialmente no contexto de maior impacto nos resultados em decorrência da pandemia da COVID-19, poderia modificar significativamente os valores e os prazos previstos para realização dos créditos tributários, com consequente impacto contábil. Confirmamos nosso entendimento e testamos o desenho e a efetividade dos principais controles estabelecidos pela administração para apuração dos créditos tributários, seu registro e divulgações nos termos das normas contábeis, que incluem a necessidade de análise das perspectivas de realização desses créditos, mediante projeções dos lucros tributários futuros, para o Banco e suas controladas.Comparamos as premissas críticas utilizadas para a projeção dos resultados futuros com informações de projeções macroeconômicas divulgadas no mercado e com dados históricos para corroborar a consistência das estimativas.Com o auxílio de nossos especialistas na área tributária, realizamos testes sobre a natureza e os montantes das diferenças temporárias, prejuízos fiscais e bases negativas de contribuição social sobre o lucro líquido, passíveis de serem deduzidos das bases de tributos futuros.Consideramos que as premissas adotadas pela administração na apuração e regist ro dos créditos tributários são apropriadas e consistentes com as divulgações em notas explicativas. Realização dos valores registrados na conta de Ativos intangíveis, incluindo ágio (Notas 2.3(g), 2.4(aIII), 2.4 (h) e 14) Os saldos do intangível, incluindo o ágio são submetidos, semestralmente, a teste de perda por redução ao valor recuperável. Esse teste envolve estimativas e julgamentos significativos, incluindo a identificação de unidades geradoras de caixa. A determinação dos fluxos de caixa esperados e a taxa de juros ajustada ao risco para cada unidade geradora de caixa ou grupo de unidades geradoras de caixa requer o exercício de julgamento e o uso de estimativas por parte da administração. Continuamos considerando essa uma área de foco de auditoria por: (i) envolver a projeção de resultados futuros, em que a utilização de diferentes premissas pode modificar significativamente as perspectivas de realização desses ativos e a eventual necessidade de registro de redução ao valor recuperável, com consequente impacto nas demonstrações contábeis (ii) do impacto gerado no resultado atual do Banco e suas controladas em decorrência dos aspectos relacionados a pandemia do COVID-19 (iii) pela representatividade do saldo dessas contas, no contexto das demonstrações contábeis. Confirmamos nosso entendimento e testamos o desenho e efetividade dos principais controles estabelecidos, incluindo a análise das premissas e julgamentos críticos utilizados pela administração, que já incluem impactos em decorrência da pandemia da COVID-19.Testamos as projeções e as premissas mais representativas utilizadas pela administração para realização do teste do valor recuperável do ágio e intangível, com o objetivo de observar a razoabilidade dessas estimativas de realização.Consideramos que as premissas adotadas pela administração para avaliação da realização dos ativos intangíveis, incluindo o ágio, são razoáveis e as divulgações em notas explicativas são consistentes com as informações obtidas, considerando as demonstrações contábeis individuais e consolidadas tomadas em conjunto. Provisões e passivos contingentes (Notas 2.3(j), 2.4(n) e 29) O Banco e suas controladas apresentam provisões e passivos contingentes decorrentes principalmente de processos judiciais e administrativos, inerentes ao curso normal dos seus negócios, movidos por terceiros, ex-empregados e órgãos públicos em ações cíveis, trabalhistas e de natureza fiscal e previdenciária.Normalmente os referidos processos são encerrados após um longo tempo e envolvem não só discussões acerca do mérito, mas também aspectos processuais complexos, de acordo com a legislação vigente.Nas esferas cível e trabalhista, há a possibilidade de encerramento antecipado dos processos mediante acordos.Durante 2020, continuaram os esforços para assinatura dos instrumentos de acordo para encerramento de processos judiciais cíveis relacionados a planos econômicos, incluindo a assinatura de aditivo ao instrumento de acordo entre poupadores (representados por associações civis) e FEBRABAN para extensão por mais 30 meses ao período de adesão aos acordos.Além dos aspectos subjetivos na determinação da possibilidade de perda atribuída a cada processo, a evolução da jurisprudência sobre determinadas causas nem sempre é uniforme. Considerando a relevância dos valores e as incertezas e julgamentos envolvidos, como descrito acima, para a determinação e constituição da provisão e divulgações requeridas de passivos contingentes, continuamos considerando essa uma área de foco de auditoria. Confirmamos nosso entendimento e testamos o desenho e efetividade dos principais controles para identificação, avaliação, monitoramento, mensuração, registro e divulgação das provisões e dos passivos contingentes, incluindo a totalidade e integridade da base de dados. Testamos os modelos utilizados para quantificação dos processos judiciais massificados de natureza cível e trabalhista. Em nossos testes da avaliação do risco dos processos judiciais individualizados de natureza tributária, cível e trabalhista, utilizamos o apoio de nossos especialistas nas respectivas áreas, quando aplicável, de acordo com a natureza dos processos.Realizamos também, procedimentos de confirmação, em base de testes, junto aos advogados internos e externos responsáveis pelos processos.Consideramos que os critérios e premissas adotados pela administração para a determinação e constituição da provisão, bem como as divulgações efetuadas das provisões e dos passivos contingentes, são apropriados no contexto das demonstrações contábeis individuais e consolidadas tomadas em conjunto. Outros assuntosDemonstração consolidada do Valor AdicionadoA demonstração consolidada do valor adicionado (DVA) referente ao exercício findo em 31 de dezembro de 2020, elaborada sob a responsabilidade da Administração do Banco e apresentada como informação suplementar para fins de IFRS, foi submetida a procedimentos de auditoria executados em conjunto com a auditoria das demonstrações contábeis consolidadas do Banco. Para a formação de nossa opinião, avaliamos se essa demonstração está conciliada com as demonstrações contábeis consolidadas e registros contábeis, conforme aplicável, e se a sua forma e conteúdo está de acordo com os critérios definidos no Pronunciamento Técnico CPC 09 - "Demonstração do Valor Adicionado". Em nossa opinião, essa demonstração do valor adicionado foi adequadamente elaborada, em todos os aspectos relevantes, segundo os critérios definidos nesse Pronunciamento Técnico e é consistente em relação às demonstrações contábeis consolidadas tomadas em conjunto.Outras informações que acompanham as demonstrações contábeis consolidadas e o relatório do auditorA administração do Banco é responsável por essas outras informações que compreendem o Relatório da Administração.Nossa opinião sobre as demonstrações contábeis consolidadas não abrange o Relatório da Administração e não expressamos qualquer forma de conclusão de auditoria sobre esse relatório. Em conexão com a auditoria das demonstrações contábeis consolidadas, nossa responsabilidade é a de ler o Relatório da Administração e, ao fazê-lo, considerar se esse relatório está, de forma relevante, inconsistente com as demonstrações contábeis consolidadas ou com nosso conhecimento obtido na auditoria ou, de outra forma, aparenta estar distorcido de forma relevante. Se, com base no trabalho realizado, concluirmos que há distorção relevante no Relatório da Administração, somos requeridos a comunicar esse fato. Não temos nada a relatar a este respeito.Responsabilidades da administração e da governança pelas demonstrações contábeis consolidadas A administração do Banco é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis consolidadas de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS), emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB), e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.Na elaboração das demonstrações contábeis consolidadas, a Administração é responsável pela avaliação da capacidade do Banco continuar operando, divulgando, quando aplicável, os assuntos relacionados com a sua continuidade operacional e o uso dessa base contábil na elaboração das demonstrações contábeis, a não ser que a administração pretenda liquidar o Banco ou cessar suas operações, ou não tenha nenhuma alternativa realista para evitar o encerramento das operações.Os responsáveis pela governança do Banco e suas controladas são aqueles com responsabilidade pela supervisão do processo de elaboração das demonstrações contábeis.Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações contábeis consolidadasNossos objetivos são obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis consolidadas, tomadas em conjunto, estão livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro, e emitir relatório de auditoria contendo nossa opinião. Segurança razoável é um alto nível de segurança, mas não uma garantia de que a auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria sempre detectam as eventuais distorções relevantes existentes. As distorções podem ser decorrentes de fraude ou erro e são consideradas relevantes quando, individualmente ou em conjunto, possam influenciar, dentro de uma perspectiva razoável, as decisões econômicas dos usuários tomadas com base nas referidas demonstrações contábeis.Como parte de uma auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria, exercemos julgamento profissional e mantemos ceticismo profissional ao longo da auditoria. Além disso:Identificamos e avaliamos os riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis consolidadas, independentemente se causada por fraude ou erro, planejamos e executamos procedimentos de auditoria em resposta a tais riscos, bem como obtemos evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar nossa opinião. O risco de não detecção de distorção relevante resultante de fraude é maior do que o proveniente de erro, já que a fraude pode envolver o ato de burlar os controles internos, conluio, falsificação, omissão ou representações falsas intencionais.Obtemos entendimento dos controles internos relevantes para a auditoria para planejarmos procedimentos de auditoria apropriados às circunstâncias, mas não com o objetivo de expressarmos opinião sobre a eficácia dos controles internos do Banco e suas controladas.Avaliamos a adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis e respectivas divulgações feitas pela administração.Concluímos sobre a adequação do uso, pela administração, da base contábil de continuidade operacional e, com base nas evidências de auditoria obtidas, se existe incerteza relevante em relação a eventos ou condições que possam levantar dúvida significativa em relação à capacidade de continuidade operacional do Banco. Se concluirmos que existe incerteza relevante, devemos chamar atenção em nosso relatório de auditoria para as respectivas divulgações nas demonstrações contábeis consolidadas ou incluir modificação em nossa opinião, se as divulgações forem inadequadas. Nossas conclusões estão fundamentadas nas evidências de auditoria obtidas até a data de nosso relatório. Todavia, eventos ou condições futuras podem levar o Banco a não mais se manter em continuidade operacional.Avaliamos a apresentação geral, a estrutura e o conteúdo das demonstrações contábeis consolidadas, inclusive as divulgações e se essas demonstrações contábeis representam as correspondentes transações e os eventos de maneira compatível com o objetivo de apresentação adequada.Obtemos evidência de auditoria apropriada e suficiente referente às informações financeiras das entidades ou atividades de negócio do grupo para expressar uma opinião sobre as demonstrações contábeis consolidadas. Somos responsáveis pela direção, supervisão e desempenho da auditoria do grupo e, consequentemente, pela opinião de auditoria.Comunicamo-nos com os responsáveis pela governança a respeito, entre outros aspectos, do alcance planejado, da época da auditoria, das constatações relevantes de auditoria e, quando eventualmente identificadas durante nossos trabalhos, as deficiências significativas nos controles internos.Fornecemos também aos responsáveis pela governança declaração de que cumprimos com as exigências éticas relevantes, incluindo os requisitos aplicáveis de independência, e comunicamos todos os eventuais relacionamentos ou assuntos que poderiam afetar, consideravelmente, nossa independência, incluindo, quando aplicável, as respectivas salvaguardas.Dos assuntos que foram objeto de comunicação com os responsáveis pela governança, determinamos aqueles que foram considerados como mais significativos na auditoria das demonstrações contábeis de 31 de dezembro de 2020 e que, dessa maneira, constituem os principais assuntos de auditoria. Descrevemos esses assuntos em nosso relatório de auditoria, a menos que lei ou regulamento tenha proibido divulgação pública do assunto, ou quando, em circunstâncias extremamente raras, determinarmos que o assunto não deve ser comunicado em nosso relatório porque as consequências adversas de tal comunicação podem, dentro de uma perspectiva razoável, superar os benefícios da comunicação para o interesse público.São Paulo, 1o de fevereiro de 2021PricewaterhouseCoopersAuditores IndependentesCRC 2SP000160/O-5Emerson Laerte da SilvaContador CRC 1SP171089/O-3Emerson Laerte da SilvaContador CRC 1SP171089/O-3

Declaração dos Diretores sobre as Demonstrações Financeiras

ITAÚ UNIBANCO HOLDING S.A.CNPJ 60.872.504/0001-23Companhia AbertaNIRE 35300010230Demonstrações Financeiras em BRGAAP relativas a 31/12/2020.Os Diretores responsáveis pela elaboração das demonstrações financeiras consolidadas e individuais, em conformidade com as disposições do artigo 29, §1º, inciso II, e do artigo 25, § 1º, incisos V e VI, da Instrução CVM Nº 480/2009 e no artigo 45, §3º, inciso V, da Resolução BCB nº 2/2020, declaram que: a) são responsáveis pelas informações contidas neste arquivo b) reviram, discutiram e concordam com as opiniões expressas no relatório dos auditores independentes sobre essas demonstrações financeiras e c) reviram, discutiram e concordam com as demonstrações financeiras da Companhia.Este arquivo contém:. Relatório da Administração. Balanço Patrimonial. Demonstração de Resultados. Demonstração do Resultado Abrangente. Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido. Demonstração dos Fluxos de Caixa. Demonstração do Valor Adicionado. Notas Explicativas. Relatório da Auditoria Independente. Resumo do Relatório do Comitê de Auditoria. Parecer do Conselho Fiscal.Asdemonstraçõesreferidasforam divulgadas em 01/02/2021 no seguinte endereço eletrônico https://www.itau.com.br/relacoes-com-investidores > Central de Resultados > Resultados.Milton Maluhy FilhoDiretor Vice-Presidente Alexsandro Broedel LopesDiretor ExecutivoGustavo Jorge Laboissière LoyolaPresidente do Comitê de AuditoriaArnaldo Alves dos Santos Contador

Declaração dos Diretores sobre o Relatório do Auditor Independente

ITAÚ UNIBANCO HOLDING S.A.CNPJ 60.872.504/0001-23Companhia AbertaNIRE 35300010230Demonstrações Financeiras em BRGAAP relativas a 31/12/2020.Os Diretores responsáveis pela elaboração das demonstrações financeiras consolidadas e individuais, em conformidade com as disposições do artigo 29, §1º, inciso II, e do artigo 25, § 1º, incisos V e VI, da Instrução CVM Nº 480/2009 e no artigo 45, §3º, inciso V, da Resolução BCB nº 2/2020, declaram que: a) são responsáveis pelas informações contidas neste arquivo b) reviram, discutiram e concordam com as opiniões expressas no relatório dos auditores independentes sobre essas demonstrações financeiras e c) reviram, discutiram e concordam com as demonstrações financeiras da Companhia.Este arquivo contém:. Relatório da Administração. Balanço Patrimonial. Demonstração de Resultados. Demonstração do Resultado Abrangente. Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido. Demonstração dos Fluxos de Caixa. Demonstração do Valor Adicionado. Notas Explicativas. Relatório da Auditoria Independente. Resumo do Relatório do Comitê de Auditoria. Parecer do Conselho Fiscal.Asdemonstraçõesreferidasforam divulgadas em 01/02/2021 no seguinte endereço eletrônico https://www.itau.com.br/relacoes-com-investidores > Central de Resultados > Resultados.Milton Maluhy FilhoDiretor Vice-Presidente Alexsandro Broedel LopesDiretor ExecutivoGustavo Jorge Laboissière LoyolaPresidente do Comitê de AuditoriaArnaldo Alves dos Santos Contador

Parecer do Conselho Fiscal ou Órgão Equivalente

ITAÚ UNIBANCO HOLDING S.A.CNPJ 60.872.504/0001-23Companhia AbertaNIRE 35300010230PARECER DO CONSELHO FISCALConcluído o exame das Demonstrações Financeiras referentes ao exercício social de 2020 e constatada a exatidão de todos os elementos apreciados, considerando o relatório sem ressalvas da PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes, os membros efetivos do Conselho Fiscal do ITAÚ UNIBANCO HOLDING S.A. são da opinião de que esses documentos refletem adequadamente a situação patrimonial, a posição financeira e as atividades desenvolvidas pela sociedade no período e reúnem condições de serem submetidos à apreciação e aprovação dos Senhores Acionistas.São Paulo (SP), 01 de Fevereiro de 2021JOSÉ CARUSO CRUZ HENRIQUESPresidente do Conselho FiscalALKIMAR RIBEIRO MOURAConselheiroEDUARDO AZEVEDO DO VALLEConselheiro

Relatório Resumido do Comitê de Auditoria (estatutário, previsto em regulamentação específica da CVM)

ITAÚ UNIBANCO HOLDING S.A.CNPJ. 60.872.504/0001-23 Companhia Aberta NIRE. 35300010230RESUMO DO RELATÓRIO DO COMITÊ DE AUDITORIASEGUNDO SEMESTRE DE 2020. O Comitê de Auditoria (Comitê) é um órgão estatutário que reporta ao Conselho de Administração (Conselho) e atua de acordo com o estabelecido em seu Regulamento (disponível no site: https://www.itau.com.br/relacoes-com-investidores/). Atualmente, é composto por sete membros efetivos e independentes, sendo um integrante do Conselho, eleitos observados os critérios constantes da regulamentação do Conselho Monetário Nacional (CMN), e do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), da Lei Sarbanes-Oxley e das normas da NYSE, nesses dois últimos casos no que for aplicável aos emissores estrangeiros (Foreign Private Issuers- FPIs).O Comitê é único para as instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil (BACEN) e para as sociedades supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), que fazem parte do Conglomerado Financeiro Itaú Unibanco, abrangendo o Itaú Unibanco e suas controladas, diretas ou indiretas (Conglomerado). O Comitê na sua atuação segue as exigências aplicáveis da normativa do CMN, CNSP, Comissão de Valores Mobiliários (CVM) assim como normativa para FPIs sendo responsável pela supervisão dos processos de controles internos e de gestão de riscos, das atividades da Auditoria Interna e das empresas de auditoria independente do Conglomerado.O processo de supervisão efetuado pelo Comitê baseia-se nas informações recebidas da Administração, nas apresentações efetuadas pelas diversas diretorias das áreas de negócios e de suporte, no resultado dos trabalhos dos auditores independentes, dos auditores internos e dos responsáveis pelo gerenciamento de riscos e de capital, pelos controles internos e compliance, assim como em suas próprias análises decorrentes de observação direta.A elaboração das demonstrações contábeis do Conglomerado é de responsabilidade da Administração, cabendo-lhe estabelecer os procedimentos necessários para assegurar a qualidade dos processos dos quais se originam as informações utilizadas na preparação das demonstrações e na geração dos relatórios. A Administração também é responsável pelas atividades de controle e monitoramento de riscos, pela supervisão das atividades corporativas de controles internos e por zelar pela conformidade com as normas legais e regulamentares. A Auditoria Interna tem como missão aferir a qualidade e a aderência dos sistemas de controles internos, de gerenciamento de riscos e de capital e o cumprimento das políticas e procedimentos definidos, inclusive aqueles adotados na elaboração dos relatórios contábeis e financeiros.A PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes (PwC) é a responsável pela auditoria independente das demonstrações contábeis individuais e consolidadas do Itaú Unibanco Holding S.A., devendo atestar se elas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira individual e consolidada do Conglomerado, e o desempenho individual e consolidado das operações, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e com as normas contábeis internacionais emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB), sendo também de sua responsabilidade auditar as demonstrações contábeis do Conglomerado Prudencial. Os mesmos auditores devem, ainda, emitir anualmente opinião sobre a qualidade e a eficácia dos controles internos vinculados aos relatórios financeiros.A Ernst & Young Auditores Independentes é responsável pela auditoria das demonstrações contábeis das empresas de consórcio do Conglomerado preparadas de acordo com práticas contábeis adotadas no Brasil.Atividades do ComitêNo período, o Comitê continuou acompanhando a atuação do Conglomerado no contexto da crise do COVID-19, com vista a manter adequada governança e gestão de riscos, inclusive considerando o sistema de trabalho home office e panorama do backoffice de controle contábil. Seguindo definição corporativa, o Comitê manteve suas reuniões de forma virtual, com alterações e reprogramações pontuais, debatendo a forma de operar das áreas de negócio e suporte no novo contexto, visando manter o monitoramento dos principais riscos. Essas ações incluíram a discussão com as áreas de tecnologia e segurança corporativa sobre a infraestrutura para suportar as operações em ambiente remoto. Entendemos que a atuação de forma virtual tem permitido ao Comitê acompanhar os temas de sua responsabilidade de forma adequada.No cumprimento de suas atribuições, o Comitê desenvolveu durante o período, entre outras, as seguintes atividades:Estrutura de Gerenciamento de Riscos e de Capital, Controles Internos e Compliance - Em reuniões com as áreas de controles internos e risco operacional, compliance, segurança corporativa e de negócios, o Comitê acompanhou os aspectos significativos relativos à qualidade e à efetividade dos sistemas de controles internos, de gerenciamento de riscos e de capital existentes no Conglomerado, os processos para verificar o cumprimento pela Administração dos dispositivos legais e regulamentares e das normas internas, incluindo os referentes ao risco socioambiental, assim como a evolução da governança de apetite de riscos e da cultura de risco. Foi discutido o papel do Compliance nos projetos significativos do Conglomerado.Auditoria Independente - Mantido com os auditores independentes canal regular de comunicação para discussão do escopo, planejamento e resultados de seus trabalhos, temas para maior foco de atenção e aspectos contábeis relevantes, incluindo os decorrentes dos efeitos da COVID-19, de maneira que permita aos seus membros fundamentar opinião acerca da integridade das demonstrações contábeis e relatórios financeiros. Os aspectos relacionados à avaliação, pelos auditores independentes, da qualidade e adequação do sistema de controles internos foram apresentados e discutidos com o Comitê. O auditor independente do Conglomerado informou ao Comitê que, no decorrer de seus trabalhos de auditoria das demonstrações contábeis individuais e consolidadas, não identificou aspectos que possam ter impacto relevante no capital regulatório, outros indicadores regulatórios ou nas informações contábeis fornecidas ao regulador. Durante o período o Comitê manteve reunião específica para receber informações da PwC sobre seu processo de controle de qualidade e de independência, incluindo resultados de inspeções de reguladores.Auditoria Interna - Efetuadas reuniões mensais com o Diretor Executivo de Auditoria Interna e com as diretorias que a compõem a Auditoria Interna (AI) do Conglomerado para acompanhamento da execução do planejamento e as alterações propostas, dos resultados dos trabalhos realizados, dos principais relatórios emitidos, conclusões e recomendações.Durante o semestre, a AI apresentou ao Comitê sua estratégia e forma de atuação no período, destacando a manutenção de sua atuação com toda a equipe e de forma remota, com planejamento dinâmico atuando nos riscos emergentes gerados pela crise. Também neste período, a AI apresentou ao Comitê sua Visão Geral de Riscos do Conglomerado comparativa com períodos anteriores. A atuação da AI nas unidades internacionais está alinhada com a atuação no Brasil.O Comitê concluiu que o trabalho remoto acarretou algum impacto na produtividade da AI, principalmente no segundo semestre de 2020, mas sua atuação manteve-se adequada em termos de qualidade e cobertura. Neste semestr e a AI apresentou a Política e Manual de Metodologia da Auditoria Interna, para revisão e aprovação do Comitê.Finalmente, a AI apresentou os aspectos utilizados na preparação do planejamento dos trabalhos para o exercício de 2021 que, após recomendações, foi aprovado pelo Comitê.Demonstrações contábeis - Os principais critérios utilizados na preparação das demonstrações contábeis, bem como das notas explicativas e os relatórios da Administração e da empresa de auditoria independente, foram apresentados previamente ao Comitê pela Administração e pelo Auditor Independente. Foram efetuadas reuniões com as diretorias responsáveis pelo acompanhamento do ambiente de controle do processamento contábil e com a área de Finanças sobre temas contábeis relevantes para as demonstrações contábeis.O Comitê também acompanhou a elaboração e a divulgação das demonstrações contábeis consolidadas, preparadas de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) e lhe foi apresentado o resultado das demonstrações financeiras do Conglomerado Prudencial. Nas reuniões mantidas com a administração e com a Auditoria Interna foram discutidos os principais impactos nas demonstrações contábeis, considerando o ambiente econômico. Em particular foram discutidos os critérios e julgamentos adotados para a realização de estimativas contábeis críticas, como estimativa das perdas de crédito e redução no valor de outros ativos. Em reunião com a diretoria responsável foi apresentado o panorama do ambiente de controle backoffice de processamento contábil destacando, impactos da COVID-19 nas atividades, home office, pessoas, agenda de travessia, aspectos trabalhistas e apoio ao programa Todos pela Saúde.Provisão para Devedores Duvidosos (PDD) - Face aos novos prazos para pagamentos (operações renegociadas), carências outorgadas, taxas diferenciadas e prorrogação de benefícios, bem como os efeitos econômicos decorrentes da crise da COVID-19, especial atenção foi dada aos critérios utilizados para constituição do PDD. Reuniões trimestrais conjuntas foram efetuadas com diversas diretorias para acompanhamento do ambiente de gestão e controle de garantias, assim como para acompanhamento do ambiente de controle e gestão de risco de crédito. Foi discutido com a administração, a auditoria interna e os auditores independentes a consistência ao longo do tempo na aplicação dos critérios de cálculo de PDD, as mudanças decorrentes de novas informações e as variações da PDD nos principais segmentos, destacando os principais ajustes na metodologia introduzidos para refletir na PDD as melhores estimativas dos efeitos nas carteiras de crédito dos impactos na atividade dos clientes da COVID-19.Relacionamento com Clientes - Realizadas reuniões com o Departamento de Supervisão de Conduta do BACEN (DECON) e as diretorias das áreas de negócio e de suporte para acompanhamento do ambiente de controle e da evolução dos temas com impacto em clientes, incluindo discussões sobre monitoramento de conduta, ambiente da qualidade de vendas e métricas de satisfação de clientes. O Comitê analisou o relatório emitido pela Ouvidoria, referente à sua atuação para o período encerrado em 30 de junho de 2020, inclusive discutindo os impactos e estratégia de atuação da área de atendimento ao cliente durante o período da COVID-19.Órgãos Reguladores - O Comitê deu andamento as solicitações de trabalhos que lhe foram encaminhadas pelo BACEN e tomou conhecimento dos resultados de inspeções e observações dos órgãos reguladores, as correspondentes ações da Administração, recebendo informações da AI e da área de Compliance sobre o follow-up dos apontamentos de órgãos reguladores do Brasil e das unidades internacionais. Manteve também reuniões com supervisores do Departamento de Supervisão Bancária (BACEN DESUP) e do Departamento de Supervisão de Conduta do BACEN (BACEN DECON).Prevenção à Lavagem de Dinheiro (PLD) e Prevenção a Fraude - Efetuadas reuniões com o BACEN DECON para apresentação pelo regulador dos aspectos relacionados a agenda de PLD e com as diretorias do banco para apresentação dos indicadores relativos aos riscos e do tratamento dado às principais ocorrências.O Comitê foi informado pela auditoria interna e as áreas de riscos sobre os resultados de suas avaliações dos processos de prevenção à lavagem de dinheiro e à fraude. O Comitê vem acompanhando o processo de pós implementação das normas relativas a PLD (Circular BACEN 3978/20 e Instrução CVM 617/19) que entraram em vigor durante 2020.Áreas de Negócio e Produtos - Reuniões são efetuadas com frequência anual com os executivos responsáveis pelas diversas áreas de negócio e de produtos para apresentação da estrutura de governança e de gestão de riscos e com maior frequência para os negócios digitais/canais eletrônicos, seguros e cartões. Durante o período o Comitê foi informado sobre os impactos da COVID-19 nos negócios, ações e planos para gestão da crise, relacionamento com os clientes durante a crise e medidas para o suporte às empresas e clientes durante esse período.Tecnologia e Segurança da Informação - Acompanhamento dos temas referentes à proteção de dados, inclusive do plano de implementação para adequação pelo Conglomerado aos requisitos da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), assim como as avaliações efetuadas pela auditoria interna e apresentações trimestrais feitas pela Diretoria de Segurança Corporativa referentes a temas de segurança da informação e cyber security. Em reuniões com as diretorias responsáveis foi efetuado o acompanhamento do processo de implementação do Open Banking e do sistema de pagamentos instantâneos PiX. Risco Socioambiental - O Comitê vem acompanhando a governança do risco socioambiental e correspondente exposição de riscos, assim como o processo de revisão do risco de imagem e reputacional relacionadas a esse assunto, através de reuniões com diversas áreas. O Comitê também vem acompanhando as atividades do Comitê de Risco Socioambiental (CRSA) e da execução da Política de Sustentabilidade e Responsabilidade Socioambiental.Unidades Internacionais - O Comitê acompanhou os aspectos de gestão de risco pelas unidades internacionais com foco especial naqueles que podem ter maior impacto para o Conglomerado, tais como segurança de informação, Cyber Security e PLD. Em particular, efetuou recomendações e acompanhou o modelo de governança desses riscos desde a matriz. Também acompanhou a atuação dos diversos Comitês de Auditoria à luz das políticas internas sobre sua composição, quórum, periodicidade de reuniões e agenda de atuação.Durante o período o Comitê realizou reuniões com executivos locais e membros dos Comitês de Auditoria das unidades do Itaú CorpBanca (Chile, Colômbia e Panamá), Suíça, Miami e Uruguai, assim como os responsáveis por esses negócios na matriz para discutir as operações, controles internos, com ênfase nos reflexos da crise da COVID-19 e ações adotadas nas operações.Outras atividades desenvolvidas no período - O Comitê coordena suas atividades com as do Comitê de Gestão de Risco e Capital, incluindo a participação do seu Presidente como observador nas reuniões desse comitê.Foram apresentados relatos mensais das suas atividades para o Conselho e mantidas reuniões trimestrais com os Co-presidentes do Conselho e com o Diretor Presidente do Itaú Unibanco Holding S.A. para discussão de temas relevantes decorrentes do exercício de suas funções, incluindo a informação sobre a atuação das diversas áreas no contexto da Covid-19 nas áreas de sua competênc ia e temas de foco na atuação da AI. Anualmente, o Comitê se reúne com o Conselho Fiscal.Para realização das atividades e execução dos procedimentos acima descritos, o Comitê reuniu-se 29 dias no período de 06 de agosto de 2020 a 01 de fevereiro de 2021, totalizando 172 reuniões, devidamente formalizadas em atas.No decorrer das atividades executadas, o Comitê não tomou conhecimento sobre a ocorrência de fraudes ou de descumprimento de normas legais e regulamentares ou de erros de controles internos, contabilidade e auditoria que pudessem colocar em risco a continuidade do Conglomerado.ConclusõesPonderadas devidamente as suas responsabilidades e as limitações naturais decorrentes do alcance da sua atuação, e com base nas atividades que desenvolveu no período, o Comitê conclui que:Os sistemas de controles internos, a política de conformidade (compliance) e as estruturas de gerenciamento de riscos e de capital são adequados ao porte e à complexidade do Conglomerado e ao apetite de riscos aprovadoA cobertura e a qualidade dos trabalhos de Auditoria Interna são satisfatórias, atuando com adequada independênciaAs práticas contábeis relevantes adotadas pelo Conglomerado estão alinhadas com as adotadas no Brasil, incluindo as requeridas pelo BACEN, bem como com as normas contábeis internacionais emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) eSão adequadas as informações fornecidas pela PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes (PwC), nas quais o Comitê apoia sua recomendação sobre as demonstrações contábeis, não sendo identificada qualquer situação que pudesse prejudicar a objetividade e a independência do Auditor Independente.Com base nos trabalhos e avaliações realizadas e considerando o contexto e a limitação de suas atribuições, o Comitê recomenda a aprovação, pelo Conselho de Administração, das demonstrações contábeis consolidadas do Itaú Unibanco Holding S.A., para o ano e o semestre findos em 31.12.2020.São Paulo, 01 de fevereiro de 2021.O Comitê de AuditoriaGustavo Jorge Laboissière Loyola - PresidenteAntonio Carlos Barbosa de OliveiraAntonio Francisco de Lima NetoDiego Fresco GutierrezLuciana Pires Dias Otavio Yazbek Rogério Paulo Calderón Peres

Composição do capital

AçõesIntegralizadasEm tesouraria
Ordinárias4.958.2900
Preferenciais4.845.84541.678
Total9.804.13541.678

Quantidade de ações, conforme a entrega.

Procedência: Demonstrações Financeiras Padronizadas entregues à CVM e publicadas no Dados Abertos, transcritas sem alteração. Valores na escala declarada pela companhia. Confira sempre na entrega original.