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BR - CVMDemonstrações Financeiras PadronizadasRef. 2024201 páginasCódigo CVM 19879Versão 1Recebida em 28/03/2025valores em R$ mil

DFP 2024 de LIGHT S/A - EM RECUPERACAO JUDICIAL

LIGHT S/A - EM RECUPERACAO JUDICIAL · CNPJ 03.378.521/0001-75

LIGHT S/A - EM RECUPERACAO JUDICIAL
CNPJ 03.378.521/0001-75
DFP 2024
Exercício 2024
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Metadados

Empresa
LIGHT S/A - EM RECUPERACAO JUDICIAL
CNPJ
03.378.521/0001-75
Tipo
Demonstrações Financeiras Padronizadas
Páginas
201
Ano de referência
2024*
Publicado em
28/03/2025 — BR - CVM
Indexado em
05/08/2026, 23:57:02

* ano de referência inferido — pode conter erros, confira sempre na publicação

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Demonstrações financeiras

Conta a conta · CVM
Conta a conta, como entregue à CVM.
CódigoConta31/12/202431/12/2023Var.
1Ativo Total25.343.66123.716.9366,9%
1.01Ativo Circulante7.158.9845.333.56434,2%
1.01.01Caixa e Equivalentes de Caixa185.797292.066−36,4%
1.01.02Aplicações Financeiras2.903.7251.805.00560,9%
1.01.02.01Aplicações Financeiras Avaliadas a Valor Justo através do Resultado2.903.7251.805.00560,9%
1.01.02.01.01Títulos para Negociação00—
1.01.02.01.02Títulos Designados a Valor Justo2.903.7251.805.00560,9%
1.01.02.02Aplicações Financeiras Avaliadas a Valor Justo através de Outros Resultados Abrangentes00—
1.01.02.03Aplicações Financeiras Avaliadas ao Custo Amortizado00—
1.01.03Contas a Receber1.724.7001.304.34732,2%
1.01.03.01Clientes1.724.7001.304.34732,2%
1.01.03.02Outras Contas a Receber00—
1.01.04Estoques80.15856.85541,0%
1.01.05Ativos Biológicos00—
1.01.06Tributos a Recuperar1.124.5711.097.5322,5%
1.01.06.01Tributos Correntes a Recuperar1.124.5711.097.5322,5%
1.01.06.01.01Tributos e contribuições1.124.5711.097.5322,5%
1.01.07Despesas Antecipadas25.88728.455−9,0%
1.01.08Outros Ativos Circulantes1.114.146749.30448,7%
1.01.08.01Ativos Não-Correntes a Venda224.877189.02219,0%
1.01.08.02Ativos de Operações Descontinuadas00—
1.01.08.03Outros889.269560.28258,7%
1.01.08.03.01Ativos financeiros do setor00—
1.01.08.03.02Serviços prestados a receber18.96133.112−42,7%
1.01.08.03.03Instrumentos financeiros derivativos swap016.595−100,0%
1.01.08.03.04Outros créditos564.998497.37913,6%
1.01.08.03.05Saldos remanescentes de instrumentos financeiros derivativos swaps013.196−100,0%
1.01.08.03.06Valor justo na compra e venda de energia305.3100—
1.02Ativo Não Circulante18.184.67718.383.372−1,1%
1.02.01Ativo Realizável a Longo Prazo14.664.59714.310.9812,5%
1.02.01.01Aplicações Financeiras Avaliadas a Valor Justo através do Resultado00—
1.02.01.01.01Títulos Designados a Valor Justo00—
1.02.01.02Aplicações Financeiras Avaliadas a Valor Justo através de Outros Resultados Abrangentes00—
1.02.01.03Aplicações Financeiras Avaliadas ao Custo Amortizado00—
1.02.01.04Contas a Receber994.2481.416.502−29,8%
1.02.01.04.01Clientes994.2481.416.502−29,8%
1.02.01.04.02Outras Contas a Receber00—
1.02.01.05Estoques00—
1.02.01.06Ativos Biológicos00—
1.02.01.07Tributos Diferidos555.014535.5063,6%
1.02.01.07.01Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos555.014535.5063,6%
1.02.01.08Despesas Antecipadas00—
1.02.01.09Créditos com Partes Relacionadas00—
1.02.01.09.01Créditos com Coligadas00—
1.02.01.09.03Créditos com Controladores00—
1.02.01.09.04Créditos com Outras Partes Relacionadas00—
1.02.01.10Outros Ativos Não Circulantes13.115.33512.358.9736,1%
1.02.01.10.01Ativos Não-Correntes a Venda00—
1.02.01.10.02Ativos de Operações Descontinuadas00—
1.02.01.10.03Ativos financeiros do setor00—
1.02.01.10.04Ativo financeiro da concessão9.724.1768.745.52611,2%
1.02.01.10.05Depósitos vinculados a litígios378.678368.3462,8%
1.02.01.10.06Instrumentos financeiros derivativos swap20.9330—
1.02.01.10.07Tributos e contribuições1.924.4372.634.726−27,0%
1.02.01.10.08Ativo contratual518.684401.71229,1%
1.02.01.10.09Outros créditos33.6960—
1.02.01.10.10Ativo de direito de uso247.051208.66318,4%
1.02.01.10.11Valor justo na compra e venda de energia267.6800—
1.02.02Investimentos3.6983.994−7,4%
1.02.02.01Participações Societárias3.6983.994−7,4%
1.02.02.01.01Participações em Coligadas00—
1.02.02.01.04Participações em Controladas em Conjunto00—
1.02.02.01.05Outros Investimentos3.6983.994−7,4%
1.02.02.02Propriedades para Investimento00—
1.02.03Imobilizado2.038.5142.016.7131,1%
1.02.03.01Imobilizado em Operação1.588.6221.617.400−1,8%
1.02.03.02Direito de Uso em Arrendamento00—
1.02.03.03Imobilizado em Andamento449.892399.31312,7%
1.02.04Intangível1.477.8682.051.684−28,0%
1.02.04.01Intangíveis1.477.8682.051.684−28,0%
1.02.04.01.01Contrato de Concessão997.6681.572.051−36,5%
1.02.04.01.02Outros480.200479.6330,1%
1.02.04.02Goodwill00—

valores em R$ mil; variação sobre o exercício anterior, como publicado.

Parecer do auditor

Sem Ressalva
Ler o relatório completo

RELATÓRIO DO AUDITOR INDEPENDENTE SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADASAos Acionistas, Conselheiros e Diretores daLight S.A. - Em Recuperação JudicialOpiniãoExaminamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Light S.A. - Em Recuperação Judicial ("Companhia"), identificadas como controladora e consolidado, respectivamente, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2024 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, bem como as correspondentes notas explicativas, incluindo as políticas contábeis materiais.Em nossa opinião, as demonstrações financeiras individuais e consolidadas acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira, individual e consolidada, da Light S.A. - Em Recuperação Judicial em 31 de dezembro de 2024, o desempenho individual e consolidado de suas operações e os seus respectivos fluxos de caixa individuais e consolidados para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e com as "IFRS Accounting Standards", emitidas pelo "International Accounting Standards Board - IASB".Base para opiniãoNossa auditoria foi conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Nossas responsabilidades, em conformidade com tais normas, estão descritas na seção a seguir intitulada "Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações financeiras individuais e consolidadas". Somos independentes em relação à Companhia e a suas controladas, de acordo com os princípios éticos relevantes previstos no Código de Ética Profissional do Contador e nas normas profissionais emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade - CFC, e cumprimos com as demais responsabilidades éticas de acordo com essas normas. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.Principais assuntos de auditoriaPrincipais assuntos de auditoria ("PAA") são aqueles que, em nosso julgamento profissional, foram os mais significativos em nossa auditoria do exercício corrente. Esses assuntos foram tratados no contexto de nossa auditoria das demonstrações financeiras individuais e consolidadas como um todo e na formação de nossa opinião sobre essas demonstrações financeiras individuais e consolidadas, e, portanto, não expressamos uma opinião separada sobre esses assuntos. Continuidade operacional e efeitos da reestruturação financeira no âmbito do Plano de Recuperação JudicialPor que é um PAA Conforme divulgado na nota explicativa nº 1.1 às demonstrações financeiras individuais e consolidadas, em 12 de maio de 2023, a Companhia ingressou com pedido de recuperação judicial, cujo Plano de Recuperação Judicial ("PRJ") foi aprovado pela Assembleia Geral de Credores em 29 de maio de 2024 e homologado pelo juízo em 18 de junho de 2024. As condições suspensivas para implementação da reestruturação das dívidas incluídas no PRJ foram atendidas em 12 de novembro de 2024, e em 20 de dezembro de 2024 foram concluídas as principais ações no âmbito do PRJ, incluindo reestruturação substancial das dívidas e a formalização dos valores mobiliários incluídos no PRJ. Considerando que as principais ações no âmbito do PRJ foram concluídas, especificamente a reestruturação substancial das dívidas, incluindo aplicação de "haircut" em determinadas dívidas, extensão dos prazos de pagamento, redução das taxas de juros, assunção de dívida pela controladora, inclusão de cláusula de conversibilidade para determinadas dívidas da controladora, entre outros descritos na nota explicativa nº 1.1, a Diretoria da Companhia, mesmo considerando as medidas ainda em andamento, concluiu que as dúvidas significativas sobre a capacidade de a Companhia continuar operando foram mitigadas e elaborou as demonstrações financeiras individuais e consolidadas utilizando-se do pressuposto da continuidade operacional. Adicionalmente, no contexto da restruturação substancial das dívidas, a Companhia reconheceu em suas demonstrações financeiras individuais e consolidadas, para o exercício findo em 31 de dezembro de 2024, os efeitos contábeis de tal reestruturação, resultando em um ganho de R$2.587.087 mil no resultado consolidado, reconhecimento de R$438.200 mil para o patrimônio líquido, e reclassificação de R$9.208.145 mil para passivo não circulante consolidado. Esse assunto foi considerado como um principal assunto de auditoria devido ao grau de julgamento da Diretoria ao avaliar a adequação da utilização do pressuposto de continuidade na preparação das demonstrações financeiras individuais e consolidadas, a complexidade dos conceitos envolvidos na aplicação dessas normas contábeis relativas à reestruturação do endividamento, bem como ao julgamento necessário para mensurar os impactos financeiros das ações concluídas.Como o assunto foi conduzido em nossa auditoriaNossos procedimentos de auditoria incluíram, entre outros: a)A obtenção e análise da avaliação da capacidade de continuidade operacional elaborada pela Diretoria da Companhia, e desafio sobre as premissas contidas, incluindo as projeções de fluxos de caixa preparadas pela Companhia para os próximos 12 meses a partir da data-base das demonstrações financeiras individuais e consolidadas.b)Com auxílio de especialistas do auditor em recuperação judicial e reestruturações, a inspeção, leitura, análise e indagações à Diretoria sobre as documentações relacionadas ao PRJ, incluindo o plano, a aprovação pelos credores, homologações, atendimento de condições precedentes, aspectos legais do processo e documentações das dívidas reestruturadas.c)Leitura e avaliação das atas de assembleias, dos responsáveis pela governança e de comitês relevantes da Companhia.d)Avaliação e obtenção de evidências da existência de eventos subsequentes até a aprovação dessas demonstrações financeiras individuais e consolidadas, que demonstrem a capacidade de continuidade operacional da Companhia.e)Com auxílio de especialistas do auditor em avaliação financeira, a obtenção e análise dos memorandos técnicos contábeis da Companhia, de seus assessores ou consultores contábeis externos, sobre os efeitos contábeis das ações de reestruturação financeira concluídas no âmbito da PRJ.f)A avaliação da objetividade e competência dos assessores ou consultores contábeis externos da Companhia, utilizados para auxiliar na mensuração e reconhecimento dos efeitos contábeis da reestruturação financeira.g)A leitura dos termos contratuais das dívidas anteriormente existentes e das dívidas reestruturadas.h)Com auxílio de especialistas do auditor em avaliação financeira, a avaliação das metodologias e premissas utilizadas para mensuração e reconhecimento dos efeitos contábeis dos instrumentos financeiros objeto da reestruturação financeira.i)Com auxílio dos especialistas do auditor em tributos, a avaliação dos efeitos tributários sobre os efeitos contábeis das ações concluídas da reestruturação financeira.j)A avaliação da adequação das divulgações realizadas nas demonstrações financeiras individuais e consolidadas à luz dos pronunciamentos técnicos aplicáveis.Com base nos procedimentos de auditoria anteriormente descritos e nas evidências de auditoria obtidas, consideramos aceitáveis os julgamentos da Diretoria da Companhia relacionados à continuidade operacional e à aplicação de normas contábeis relativas à reestruturação do endividamento, reconhecidos como resultado das ações realizadas no âmbito do PRJ e as divulgações realizadas, no contexto das demonstrações financeiras individuais e consolidadas tomadas em conjunto.Reconhecimento da receita de fornecimento de energia elétrica e uso da rede elétricaPor que é um PAA Conforme mencionado nas notas explicativas nº 3.20.1 e nº 30 às demonstrações financeiras individuais e con solidadas, a receita da Companhia é oriunda principalmente do fornecimento de energia elétrica e uso da rede elétrica, reconhecida quando o controle de cada obrigação de desempenho é transferido para o cliente e pode ser mensurada de forma confiável, que geralmente ocorre no ato da entrega da energia e/ou quando o serviço é prestado. As receitas de fornecimento de energia elétrica e uso da rede elétrica são mensuradas de acordo com o calendário de leitura estabelecido, considerando a quantidade de energia utilizada pelo cliente e as tarifas vigentes. O processo ainda inclui a mensuração da receita não faturada ao consumidor, relacionada ao fornecimento de energia elétrica e ao uso da rede elétrica, calculada em base estimada entre a data da leitura e a data do balanço patrimonial, utilizando determinadas premissas definidas pela Companhia.Esse assunto foi considerado como um principal assunto de auditoria devido à relevância dos montantes envolvidos e aos julgamentos necessários para o reconhecimento da receita de fornecimento de energia elétrica e uso da rede elétrica, incluindo a mensuração da receita não faturada, bem como o uso intensivo de sistemas automatizados para processar e registrar essas receitas. Como o assunto foi conduzido em nossa auditoriaNossos procedimentos de auditoria sobre o reconhecimento da receita de fornecimento de energia elétrica e uso da rede elétrica incluíram, entre outros: (a) entendimento sobre o fluxo de reconhecimento de receita considerando a natureza das receitas da Companhia (b) entendimento e avaliação do desenho, da implementação e da efetividade operacional dos controles internos relevantes relacionados ao reconhecimento da receita de fornecimento de energia e uso da rede elétrica (c) envolvimento de nossos especialistas em tecnologia da informação para avaliação dos sistemas e do ambiente informatizado utilizados para o reconhecimento da receita de fornecimento de energia elétrica e uso da rede elétrica (d) procedimentos analíticos que compreenderam o desenvolvimento de expectativa independente, com base nas tarifas vigentes e quantidade de energia elétrica faturada sobre a ocorrência, integridade e exatidão das receitas de fornecimento de energia elétrica e uso da rede elétrica reconhecidas pela Companhia, analisando as flutuações que não estejam alinhadas com as nossas expectativas independentes (e) teste de transações de receita, em base amostral, comparando os valores reconhecidos com os documentos-suporte sobre a ocorrência, integridade e exatidão das receitas reconhecidas pela Companhia, bem como se elas foram contabilizadas no período de competência correto (f) avaliação e desafio se o método utilizado pela Companhia para mensurar a receita não faturada de fornecimento de energia elétrica e uso da rede elétrica foi aplicado de forma apropriada e se os cálculos foram aplicados consistentemente e estão matematicamente adequados (g) avaliação se as premissas utilizadas no cálculo da receita não faturada de fornecimento de energia e uso da rede elétrica foram aplicadas de forma apropriada e estão consistentes, especificamente ao volume de energia não faturado, incluindo o desenvolvimento de uma expectativa independente e (h) avaliação das divulgações realizadas nas demonstrações financeiras à luz do pronunciamento técnico CPC 47/IFRS 15 - Receita de Contrato com Cliente.Com base nos procedimentos de auditoria anteriormente descritos e nas evidências de auditoria obtidas, consideramos que o reconhecimento da receita de fornecimento de energia elétrica e uso da rede elétrica e as respectivas divulgações são aceitáveis no contexto das demonstrações financeiras individuais e consolidadas tomadas em conjunto.Reconhecimento de receita na venda de energia elétrica Por que é um PAA Conforme descrito nas notas explicativas nº 3.20.1 e nº 30 às demonstrações financeiras individuais e consolidadas, a receita da Companhia deriva, principalmente, do suprimento de energia elétrica. A contabilização da receita envolve processos efetuados pela Companhia que suportam o seu reconhecimento e que devem endereçar, entre outros, os seguintes riscos: (a) que a receita seja contabilizada após o atendimento dos critérios mínimos necessários para o seu reconhecimento no curso normal dos negócios da Companhia e (b) que os valores da receita sejam apurados de acordo com os termos e as condições estabelecidos em contrato. A receita na venda de energia elétrica foi considerada como um principal assunto de auditoria devido aos assuntos anteriormente mencionados e à relevância dos valores envolvidos.Como o assunto foi conduzido em nossa auditoriaNossos procedimentos de auditoria incluíram, entre outros: (a) entendimento sobre o fluxo de reconhecimento de receita considerando a natureza das receitas da Companhia, aspectos contratuais, entre outros (b) entendimento e avaliação do desenho, da implementação e da efetividade operacional dos controles internos relevantes relacionados ao reconhecimento de receita na venda de energia (c) procedimentos analíticos utilizando informações contratuais do volume de energia entregue e do preço definido em contrato, analisando as flutuações que não estejam alinhadas com as nossas expectativas e (d) avaliação das divulgações realizadas nas demonstrações financeiras à luz do pronunciamento técnico CPC 47/IFRS 15 - Receita de Contrato com Cliente.Com base nos procedimentos de auditoria anteriormente descritos e nas evidências de auditoria obtidas, consideramos que o reconhecimento de receita na venda de energia, assim como as respectivas divulgações, são aceitáveis no contexto das demonstrações financeiras individuais e consolidadas tomadas em conjunto.Infraestrutura de distribuição de energia elétricaPor que é um PAA Conforme mencionado nas notas explicativas nº 3.10, nº 3.11, nº 3.13, nº 14, nº 15 e nº 18 às demonstrações financeiras individuais e consolidadas, os investimentos na infraestrutura da concessão de distribuição de energia elétrica da Companhia são registrados como ativo de contrato durante a fase de construção, seguindo o pronunciamento técnico CPC 47/IFRS 15 - Receita de Contrato com Cliente, e, quando da entrada em operação, os valores são bifurcados, conforme interpretação técnica ICPC 01 (R1)/IFRIC 12 - Contratos de Concessão, entre ativo financeiro, relativo à parcela da infraestrutura que não será amortizada até o fim da concessão e para a qual há um direito incondicional de receber caixa ou outro ativo financeiro diretamente do poder concedente, e ativo intangível, correspondente à parcela da infraestrutura que será recuperada por meio da tarifa definida pelo poder concedente durante a vigência do contrato de concessão.Como o assunto foi conduzido em nossa auditoriaEsse assunto foi considerado como um principal assunto de auditoria devido à relevância dos montantes envolvidos, da complexidade dos conceitos envolvidos na aplicação dessas normas, do julgamento inerente ao processo de mensuração e dos montantes envolvidos, os quais fazem parte do critério utilizado pelo poder concedente para a determinação das tarifas de energia elétrica.Nossos procedimentos de auditoria incluíram, entre outros: (a) entendimento sobre o fluxo de reconhecimento dos investimentos na infraestrutura da concessão de distribuição de energia elétrica da Companhia (b) avaliação do desenho e da implementação dos controles internos relevantes relacionados à mensuração e ao registro dos ativos de infraestrutura da distribuição (c) exame, em base amostral, dos documentos-suporte das adições ocorridas no exercício (d) desenvolvimento de expectativa independente utilizando índices obtidos de forma independente para a mensuração do valor justo do ativo financeiro da concessão, analisando as flutuações que não estejam alinhadas com as nossas expectativas independentes (e) desenvolvimento de expectativa independente sobre o saldo de amortização dos ativos intangíveis da concessão considerando as taxas de amortização aplicáveis (f) exame da bifurcação do ativo contratual entre intangível e ativo financeiro da concessão (g) teste de realização dos ativos de infraestrutura considerando a Base de Remuneração Regulatória ("BRR"), homologada pela ANEEL no processo de Revisão Tarifária Periódica, em 14 de março de 2022, com informações sobre os ativos de infraestrutura na data-base 30 de setembro de 2021 e movimentações até a data do balanço patrimonial e (h) avaliação das divulgações realizadas nas demonstrações financeiras à luz dos pronunciamentos técnicos CPC 47/IFRS 15 - Receita de Contrato com Cliente e CPC 01 (R1)/IAS 36 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos e conforme interpretação técnica ICPC 01 (R1)/IFRIC 12 - Contratos de Concessão.Com base nos procedimentos de auditoria anteriormente descritos e nas evidências de auditoria obtidas, consideramos que o julgamento inerente ao processo de mensuração e os saldos relacionados à infraestrutura de distribuição de energia elétrica, bem como as respectivas divulgações, são aceitáveis no contexto das demonstrações financeiras individuais e consolidadas tomadas em conjunto.Outros assuntosDemonstrações do valor adicionadoAs demonstrações individuais e consolidadas do valor adicionado ("DVA"), referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2024, elaboradas sob a responsabilidade da Diretoria da Companhia e apresentadas como informação suplementar para fins de IFRS, foram submetidas a procedimentos de auditoria executados em conjunto com a auditoria das demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Companhia. Para a formação de nossa opinião, avaliamos se essas demonstrações estão conciliadas com as demonstrações financeiras individuais e consolidadas e os registros contábeis, conforme aplicável, e se a sua forma e o seu conteúdo estão de acordo com os critérios definidos no pronunciamento técnico CPC 09 - Demonstração do Valor Adicionado. Em nossa opinião, essas demonstrações do valor adicionado foram adequadamente elaboradas, em todos os aspectos relevantes, segundo os critérios definidos nesse pronunciamento técnico e são consistentes em relação às demonstrações financeiras individuais e consolidadas tomadas em conjunto.Outras informações que acompanham as demonstrações financeiras individuais e consolidadas e o relatório do auditorA Diretoria da Companhia é responsável por essas outras informações que compreendem o Relatório da Administração.Nossa opinião sobre as demonstrações financeiras individuais e consolidadas não abrange o Relatório da Administração, e não expressamos qualquer forma de conclusão de auditoria sobre esse relatório.Em conexão com a auditoria das demonstrações financeiras individuais e consolidadas, nossa responsabilidade é a de ler o Relatório da Administração e, ao fazê-lo, considerar se esse relatório está, de forma relevante, inconsistente com as demonstrações financeiras ou com nosso conhecimento obtido na auditoria ou, de outra forma, aparenta estar distorcido de forma relevante. Se, com base no trabalho realizado, concluirmos que há distorção relevante no Relatório da Administração, somos requeridos a comunicar esse fato. Não temos nada a relatar a esse respeito.Responsabilidades da Diretoria e da governança pelas demonstrações financeiras individuais e consolidadasA Diretoria é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras individuais e consolidadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e com as "IFRS Accounting Standards", emitidas pelo IASB e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.Na elaboração das demonstrações financeiras individuais e consolidadas, a Diretoria é responsável pela avaliação da capacidade de a Companhia continuar operando e divulgando, quando aplicável, os assuntos relacionados com a sua continuidade operacional e o uso dessa base contábil na elaboração das demonstrações financeiras, a não ser que a Diretoria pretenda liquidar a Companhia e suas controladas ou cessar suas operações, ou não tenha nenhuma alternativa realista para evitar o encerramento das operações.Os responsáveis pela governança da Companhia e de suas controladas são aqueles com responsabilidade pela supervisão do processo de elaboração das demonstrações financeiras.Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações financeiras individuais e consolidadasNossos objetivos são obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras individuais e consolidadas, tomadas em conjunto, estão livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro, e emitir relatório de auditoria contendo nossa opinião. Segurança razoável é um alto nível de segurança, mas não uma garantia de que a auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria sempre detecta as eventuais distorções relevantes existentes. As distorções podem ser decorrentes de fraude ou erro e são consideradas relevantes quando, individualmente ou em conjunto, possam influenciar, dentro de uma perspectiva razoável, as decisões econômicas dos usuários tomadas com base nas referidas demonstrações financeiras.Como parte de uma auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria, exercemos julgamento profissional e mantemos ceticismo profissional ao longo da auditoria. Além disso:Identificamos e avaliamos os riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras individuais e consolidadas, independentemente se causada por fraude ou erro, planejamos e executamos procedimentos de auditoria em resposta a tais riscos, bem como obtemos evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar nossa opinião. O risco de não detecção de distorção relevante resultante de fraude é maior do que o proveniente de erro, já que a fraude pode envolver o ato de burlar os controles internos, conluio, falsificação, omissão ou representações falsas intencionais.Obtemos entendimento dos controles internos relevantes para a auditoria para planejarmos procedimentos de auditoria apropriados às circunstâncias, mas não com o objetivo de expressarmos opinião sobre a eficácia dos controles internos da Companhia e de suas controladas.Avaliamos a adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis e respectivas divulgações feitas pela Diretoria.Concluímos sobre a adequação do uso, pela Diretoria, da base contábil de continuidade operacional e, com base nas evidências de auditoria obtidas, se existe incerteza relevante em relação a eventos ou condições que possam levantar dúvida significativa em relação à capacidade de continuidade operacional da Companhia e de suas controladas. Se concluirmos que existe incerteza relevante, devemos chamar a atenção em nosso relatório de auditoria para as respectivas divulgações nas demonstrações financeiras individuais e consolidadas ou incluir modificação em nossa opinião, se as divulgações forem inadequadas. Nossas conclusões estão fundamentadas nas evidências de auditoria obtidas até a data de nosso relatório. Todavia, eventos ou condições futuras podem levar a Companhia e suas controladas a não mais se manterem em continuidade operacional.Avaliamos a apresentação geral, a estrutura e o conteúdo das demonstrações financeiras, inclusive as divulgações e se as demonstrações financeiras individuais e consolidadas representam as correspondentes transações e os eventos de maneira compatível com o objetivo de apresentação adequada.Planejamos e executamos a auditoria do grupo para obter evidência de auditoria apropriada e suficiente referente às informações financeiras das entidades ou unidades de negócio do grupo como base para formar a opinião sobre as demonstrações financeiras do grup o. Somos responsáveis pela direção, supervisão e revisão do trabalho de auditoria executado para os propósitos da auditoria do grupo e, consequentemente, pela opinião de auditoria.Comunicamo-nos com os responsáveis pela governança a respeito, entre outros aspectos, do alcance planejado, da época da auditoria e das constatações significativas de auditoria, inclusive as eventuais deficiências significativas nos controles internos que identificamos durante nossos trabalhos.Fornecemos também aos responsáveis pela governança declaração de que cumprimos com as exigências éticas relevantes, incluindo os requisitos aplicáveis de independência, e comunicamos todos os eventuais relacionamentos ou assuntos que poderiam afetar, consideravelmente, nossa independência, incluindo, quando aplicável, as respectivas salvaguardas.Dos assuntos que foram objeto de comunicação com os responsáveis pela governança, determinamos aqueles que foram considerados como mais significativos na auditoria das demonstrações financeiras do exercício corrente e que, dessa maneira, constituem os principais assuntos de auditoria. Descrevemos esses assuntos em nosso relatório de auditoria, a menos que lei ou regulamento tenha proibido divulgação pública do assunto, ou quando, em circunstâncias extremamente raras, determinarmos que o assunto não deve ser comunicado em nosso relatório porque as consequências adversas de tal comunicação podem, dentro de uma perspectiva razoável, superar os benefícios da comunicação para o interesse público.Rio de Janeiro, 27 de março de 2025

Declaração dos Diretores sobre as Demonstrações Financeiras

Rio de Janeiro, 27 de março de 2025DECLARAÇÃO DOS DIRETORES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2024 E RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTESOs Diretores da Companhia declaram que examinaram, discutiram e concordam com todas as informações contidas nas Demonstrações Financeiras da Companhia relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2024, bem como tomaram ciência da conclusão dos auditores independentes da Companhia, Deloitte Touche Tohmatsu, referenciadas no Relatório dos Auditores Independentes.___________________________________________Alexandre Nogueira Ferreira Diretor Presidente ___________________________________________Rodrigo Tostes Solon de Pontes Diretor Financeiro e de Relações com Investidores___________________________________________Renata Yamada Bürkle Diretora ___________________________________________Carlos Vinicius de Sa Roriz Diretor __________________________________________Rodrigo Ribeiro Pereira Brandão Diretor

Declaração dos Diretores sobre o Relatório do Auditor Independente

Rio de Janeiro, 27 de março de 2025DECLARAÇÃO DOS DIRETORES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS PARA O EXERCÍCIO FINDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2024 E RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTESOs Diretores da Companhia declaram que examinaram, discutiram e concordam com todas as informações contidas nas Demonstrações Financeiras da Companhia relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2024, bem como tomaram ciência da conclusão dos auditores independentes da Companhia, Deloitte Touche Tohmatsu, referenciadas no Relatório dos Auditores Independentes.___________________________________________Alexandre Nogueira Ferreira Diretor Presidente ___________________________________________Rodrigo Tostes Solon de Pontes Diretor Financeiro e de Relações com Investidores___________________________________________Renata Yamada Bürkle Diretora ___________________________________________Carlos Vinicius de Sa Roriz Diretor __________________________________________Rodrigo Ribeiro Pereira Brandão Diretor

Parecer do Conselho Fiscal ou Órgão Equivalente

PARECER DO CONSELHO FISCAL SOBRE O RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO E DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DA LIGHT S.A. - EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL EM 31 DE DEZEMBRO DE 2024O Conselho Fiscal da Light S.A. - Em Recuperação Judicial ("Companhia"), no uso de suas atribuições legais e estatutárias, de acordo com o disposto no artigo 163, da Lei nº 6.404/76, examinou o Relatório Anual da Administração e as Demonstrações Financeiras, todos os documentos relativos ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2024, da Companhia e o Consolidado de suas subsidiárias. Nossos exames das demonstrações citadas no parágrafo anterior foram complementados, ainda, por análise de documentos e, substancialmente, por informações e esclarecimentos prestados aos membros do Conselho Fiscal pelos Auditores Independentes e pela Administração da Companhia. Desta forma, tendo em vista, ainda, o parecer dos Auditores Independentes ("Deloitte"), emitido em 27 de março de 2025, o CONSELHO FISCAL, por unanimidade, opina que os referidos documentos estão em condições de serem apresentados à Assembleia Geral Ordinária de Acionistas para deliberação, opinando favoravelmente à sua aprovação.Rio de Janeiro, 27 de março de 2025.Gilberto BragaSérgio Xavier FortesAry Waddington

Parecer ou Relatório Resumido, se houver, do Comitê de Auditoria (estatutário ou não)

Parecer do Comitê de Auditoria Estatutário da Light S.A. ("Companhia" ou "Light")Ao longo do exercício de 2024, o Comitê de Auditoria Estatutário da Companhia ("CAUDIT" ou "Comitê"), realizou reuniões ordinárias, conforme previstas no calendário anual de reuniões e extraordinárias para análise dos assuntos de sua competência, em conformidade com o previsto no Estatuto Social da Companhia e no Regimento Interno do CAUDIT.As reuniões contaram com a participação dos representantes dos auditores independentes (Deloitte), dos profissionais da Light responsáveis pelas áreas de auditoria interna, riscos e compliance, do Data Protection Officer (DPO), tecnologia da informação, operações da distribuição, contabilidade, jurídico, bem como de membros da Diretoria, sem prejuízo da presença de outros profissionais da Companhia, quando necessário, para a análise de temas específicos.No exercício de suas atribuições, destacam-se as seguintes atividades desempenhadas:1.Análise e monitoramento da qualidade e integridade das Informações Trimestrais de Resultados ("ITR") e das Demonstrações Financeiras Padronizadas ("DFP"), previamente à sua publicação2.Avaliação da qualidade e integridade dos relatórios de controles internos fornecidos pela Companhia e pelos Auditores Independentes3.Acompanhamento e monitoramento da efetividade/ qualidade dos trabalhos da Auditoria Independente realizados pela Deloitte Touche Tohmatsu Brasil e recomendações por ela emitidas 4.Recomendação de aprovação para o conselho do plano anual de auditoria interna5.Acompanhamento do Plano Anual de Auditoria Externa e Auditoria Interna6.Supervisão das atividades da Auditoria Interna da Companhia e de suas Controladas, incluindo o monitoramento da efetividade e da qualidade da metodologia e seus processos, além de avaliar a suficiência de recursos, apresentando propostas ao Conselho de Administração e à Diretoria de ações necessárias para aperfeiçoá-las7.Monitoramento dos planos de ação em aberto com criticidade muito alta e alta, realizando as recomendações necessárias8.Monitoramento dos programas de integridade / conformidade (compliance) e sua adequação à complexidade e aos riscos envolvidos nas atividades da Companhia9.Supervisão das atividades da área de Compliance, incluindo a efetividade do monitoramento e integridade dos mecanismos de atuação preventiva e corretiva realizados pela área, no que se refere ao estabelecimento e divulgação das práticas de conformidade. 10.Acompanhamento da apuração de denúncias recebidas pela Companhia, através de empresa terceirizada, e de suas controladas, apresentando recomendações de aprimoramento de políticas, práticas e procedimentos, quando consideradas necessárias11.Supervisão das atividades da área de Riscos e Controles Internos, incluindo o monitoramento da qualidade e integridade dos mecanismos de controles internos da Companhia e de suas controladas, apresentando recomendações de aprimoramento de políticas, práticas e procedimentos, quando considerados necessários12.Acompanhamento das transações com partes relacionadas comunicadas pela Diretoria e divulgadas nas Demonstrações Financeiras, inclusive a revisão periódica da política de Partes Relacionadas para aprovação do Conselho de Administração 13.Monitoramento dos trabalhos do Data Protection Officer e dos procedimentos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) 14.Assessoramento ao Conselho de Administração na definição dos padrões de qualidade das Demonstrações Financeiras e dos controles internos e15.A análise prévia dos assuntos submetidos para deliberação do Conselho de Administração pertinentes ao Comitê, emitindo recomendações para auxílio aos conselheiros na tomada de decisão.Os membros do Comitê de Auditoria são Luiz Paulo de Amorim, Raphael Manhães Martins e Ricardo Henrique Baras (coordenador do Comitê).O Regimento Interno do Comitê foi aprovado pelo Conselho de Administração em 28.07.2021 e sua última atualização ocorreu em 09.11.2023. As funções do Comitê são desempenhadas com base nas informações recebidas da Diretoria, dos Auditores Independentes, das áreas de Auditoria Interna, Compliance, Controles Internos e Gestão de Riscos e dos responsáveis pela elaboração das demonstrações financeiras.O Comitê reuniu-se em 19 (quinze) ocasiões no período de 01 de janeiro a 31 de dezembro de 2024, quando foram avaliados e analisados temas de sua competência.a)Auditoria IndependenteO Comitê mantém com os auditores independentes um canal de interlocução periódica para ampla discussão dos resultados de seus trabalhos e de aspectos contábeis relevantes, de maneira que permita aos seus membros fundamentar opinião acerca da integridade das demonstrações contábeis e relatórios financeiros. Em 2024, o Comitê reuniu-se com os auditores independentes da Companhia em 6 ocasiões. O Comitê avalia como satisfatório o volume e a qualidade das informações fornecidas pelo auditor independente em 2024.Os principais assuntos discutidos foram: (i) 1º ITR - Informações Trimestrais de 2024: a) Status do processo de recuperação judicial b) Nota explicativa sobre continuidade operacional e c) Reajuste tarifário homologado pela ANEEL em 12 de março de 2024 (ii) 2º ITR - Informações Trimestrais de 2024: a) Status do processo de recuperação judicial e b) Nota explicativa sobre continuidade operacional (iii) 3º ITR - Informações Trimestrais de 2024: a) Status do processo de recuperação judicial e b) Nota explicativa sobre continuidade operacional e (iv) 4º ITR - Informações Trimestrais de 2024: a) processo de recuperação judicial b) premissas utilizadas para definição das taxas de desconto aplicadas aos novos instrumentos emitidos em decorrência do PRJ c) reconhecimento da receita de fornecimento de energia elétrica e uso da rede elétrica d) Reconhecimento de receita de suprimento de energia elétrica e e) Infraestrutura de distribuição de energia elétrica.O Comitê acompanhou as atividades de auditoria independente a fim de avaliar a sua independência, a qualidade e a adequação dos serviços prestados às necessidades da Companhia. Os resultados desses trabalhos, apresentados em reuniões do Comitê em 2024, não trouxeram ao conhecimento do Comitê a existência de riscos que possam afetar de forma relevante as Demonstrações Financeiras Anuais.Com base nos exames e nas informações fornecidas pela Deloitte, o Comitê avaliou que houve objetividade e independência nos trabalhos dos Auditores Independentes, e não identificou situações que pudessem afetá-las. b)Auditoria InternaO Comitê também acompanhou o processo desenvolvido pela área de Auditoria Interna, por meio da realização de reuniões periódicas para acompanhamento da execução do plano do exercício de 2024. Além disso, avaliou e recomendou a aprovação do plano de seus trabalhos relativos ao exercício de 2024 para o Conselho de Administração, sendo aprovado em 30 de janeiro de 2024. Além disso, avaliamos como satisfatória a estrutura da Auditoria Interna da Companhia, assim como a qualidade de seu corpo técnico e gerencial e os resultados dos seus trabalhos.O Comitê avalia positivamente a cobertura e a qualidade dos trabalhos realizados pela Auditoria Interna. Os resultados dos trabalhos, apresentados em 14 reuniões do Comitê em 2024, não trouxeram ao conhecimento do Comitê a existência de riscos que possam afetar de forma relevante a sustentabilidade da Companhia ou suas demonstrações financeiras.c)Controles Internos e RiscosNo entendimento do Comitê, a forma e as ações adotadas pela Companhia para monitorar os sistemas de controles internos e de riscos, em seus aspectos relevantes, estão em processo de evolução satisfatória.d)Compliance Avaliamos todos os pilares do programa de compliance e concluímos como satisfatórios os trabalhos realizados pela área.Conforme informado pelo gestor da área responsável pela Auditoria Interna, Riscos e Compliance, as d enúncias de descumprimento de normas têm o adequado tratamento de controle, avaliação e correção, não existindo tema material apurado ou em andamento que possa afetar as Demonstrações Financeiras da Companhia. Este Comitê declara não ter ciência de qualquer denúncia de descumprimento de normas, ausência de controles, ato ou omissão por parte da Diretoria da Companhia que representem a existência ou evidência de fraudes, falhas ou erros que, pela sua materialidade, coloquem em risco a continuidade da Companhia ou a credibilidade e confiabilidade de suas demonstrações financeiras. e)Parecer do ComitêConsiderando os sistemas de controles internos existentes, a abrangência e a eficácia dos trabalhos realizados pelos Auditores Independentes, assim como seu respectivo parecer, este Comitê de Auditoria, por unanimidade, entende que as Demonstrações Financeiras relativas ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2024 da Light S.A. ("Demonstrações Financeiras de 2024) apresentam adequadamente a posição financeira e patrimonial da Light em relação às práticas contábeis adotadas no Brasil, às normas internacionais de relatório financeiro (IFRS), emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB), à legislação societária brasileira e às normas da Comissão de Valores Mobiliários - CVM, razão pela qual recomenda o encaminhamento das Demonstrações Financeiras de 2024 para a análise do Conselho de Administração e consequente submissão à deliberação da Assembleia Geral Ordinária.Rio de Janeiro, 27 de março de 2025.Ricardo Henrique Baras(Coordenador do Comitê de Auditoria Estatutário)Luiz Paulo de AmorimRafael Manhães Martins

Composição do capital

AçõesIntegralizadasEm tesouraria
Ordinárias372.555.3240
Preferenciais00
Total372.555.3240

Quantidade de ações, conforme a entrega.

Procedência: Demonstrações Financeiras Padronizadas entregues à CVM e publicadas no Dados Abertos, transcritas sem alteração. Valores na escala declarada pela companhia. Confira sempre na entrega original.