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BR - CVMDemonstrações Financeiras PadronizadasRef. 2022228 páginasCódigo CVM 1210Versão 2 · reapresentaçãoRecebida em 24/02/2023valores em R$ mil

DFP 2022 de BANCO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL SA

BANCO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL SA · CNPJ 92.702.067/0001-96

Versões deste exercício: v1 (15/02/2023) · v2 (24/02/2023), esta

BANCO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL SA
CNPJ 92.702.067/0001-96
DFP 2022 (V2)
Exercício 2022
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Metadados

Empresa
BANCO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL SA
CNPJ
92.702.067/0001-96
Tipo
Demonstrações Financeiras Padronizadas
Páginas
228
Ano de referência
2022*
Publicado em
24/02/2023 — BR - CVM
Indexado em
05/08/2026, 23:56:48

* ano de referência inferido — pode conter erros, confira sempre na publicação

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Demonstrações financeiras

Conta a conta · CVM
Conta a conta, como entregue à CVM.
CódigoConta31/12/202231/12/2021Var.
1Ativo Total113.659.790105.768.6757,5%
1.01Caixa e Equivalentes de Caixa3.439.7596.630.255−48,1%
1.01.01Caixa1.004.3661.464.768−31,4%
1.01.01.01Caixa e Equivalente de Caixa1.004.3661.464.768−31,4%
1.01.02Aplicações de Liquidez2.435.3935.165.487−52,9%
1.01.02.01Aplicação no Mercado Abero1.850.3054.851.306−61,9%
1.01.02.02Aplicações em Depósitos Interfinanceiros574.70681.985601,0%
1.01.02.03Cotas de Fundos de Investimento10.382232.196−95,5%
1.02Ativos Financeiros104.372.69293.721.09411,4%
1.02.01Depósito Compulsório Banco Central10.798.5269.738.75110,9%
1.02.02Ativos Financeiros Avaliados ao Valor Justo através do Resultado8.898.9169.193.866−3,2%
1.02.02.01Títulos e Valores Mobiliários8.898.9168.351.9666,5%
1.02.02.02Derivativos0841.900−100,0%
1.02.03Ativos Financeiros Avaliados ao Valor Justo através de Outros Resultados Abrangentes52.97916.268225,7%
1.02.03.01Títulos e Valores Mobiliários52.97916.268225,7%
1.02.04Ativos Financeiros ao Custo Amortizado84.622.27174.772.20913,2%
1.02.04.01Aplicações em Depósitos Interfinanceiros1.096.260911.00720,3%
1.02.04.02Aplicações no Mercado Aberto00—
1.02.04.03Títulos e Valores Mobiliários30.471.72729.766.6162,4%
1.02.04.04Operações de Crédito49.264.43241.143.14219,7%
1.02.04.05Provisão para Perdas Esperadas Associadas ao Risco de Crédito−2.255.838−2.548.90111,5%
1.02.04.06Operações de Arrendamento10.87514.552−25,3%
1.02.04.07Provisão para Perdas Esperadas Associadas ao Risco de Crédito de Operações de Arrendamento−1.869−5.11863,5%
1.02.04.08Outros Ativos Financeiros6.036.6845.490.9119,9%
1.03Tributos3.557.2103.098.23714,8%
1.03.01Imposto de Renda e Contribuição Social - Correntes129.128109.43918,0%
1.03.02Imposto de Renda e Contribuição Social - Diferidos3.428.0822.988.79814,7%
1.03.03Outros00—
1.04Outros Ativos665.918656.3581,5%
1.04.01Ativos Não Correntes a Venda151.738144.8024,8%
1.04.01.01Bens Destinados à Venda151.738144.8024,8%
1.04.02Ativos de Operações Descontinuadas00—
1.04.03Outros514.180511.5560,5%
1.04.03.01Outros514.180511.5560,5%
1.05Investimentos163.149154.4395,6%
1.05.01Participações em Coligadas163.149146.65511,2%
1.05.02Participações em Controladas em Conjunto00—
1.05.03Propriedades para Investimento00—
1.05.04Outros Investimentos07.784−100,0%
1.06Imobilizado797.363767.1403,9%
1.06.01Imobilizado de Uso1.706.1161.584.2487,7%
1.06.02Direito de Uso de Arrendamento00—
1.06.03Depreciação Acumulada−908.753−817.108−11,2%
1.07Intangível663.699741.152−10,5%
1.07.01Intangíveis1.885.6571.762.0537,0%
1.07.02Goodwill00—
1.07.03Amortização Acumulada−1.221.958−1.020.901−19,7%

valores em R$ mil; variação sobre o exercício anterior, como publicado.

Parecer do auditor

Sem Ressalva
Ler o relatório completo

RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADASAoConselho de Administração, aos Administradores e aos Acionistas doBanco do Estado do Rio Grande do Sul S.A.Porto Alegre - RSOpinião Examinamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas do Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A. e de suas controladas ("Banco"), identificadas como Banrisul e Banrisul Consolidado, respectivamente, que compreendem o balanço patrimonial individual e consolidado em 31 de dezembro de 2022 e as respectivas demonstrações individuais e consolidadas do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o semestre e exercício findos nessa data, bem como as correspondentes notas explicativas, incluindo o resumo das principais políticas contábeis. Em nossa opinião, as demonstrações financeiras individuais e consolidadas acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira, individual e consolidada, do Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A. em 31 de dezembro de 2022, o desempenho individual e consolidado de suas operações e os seus respectivos fluxos de caixa individuais e consolidados para o semestre e exercício findos nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições financeiras autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil - BACEN. Base para opinião Nossa auditoria foi conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Nossas responsabilidades, em conformidade com tais normas, estão descritas na seção a seguir intitulada "Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações financeiras individuais e consolidadas". Somos independentes em relação ao Banco, de acordo com os princípios éticos relevantes previstos no Código de Ética Profissional do Contador e nas normas profissionais emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade - CFC, e cumprimos com as demais responsabilidades éticas de acordo com essas normas. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Principais assuntos de auditoria Principais assuntos de auditoria são aqueles que, em nosso julgamento profissional, foram os mais significativos em nossa auditoria do exercício corrente. Esses assuntos foram tratados no contexto de nossa auditoria das demonstrações financeiras individuais e consolidadas como um todo e na formação de nossa opinião sobre essas demonstrações financeiras individuais e consolidadas, e, portanto, não expressamos uma opinião separada sobre esses assuntos. 1. Provisão para créditos de liquidação duvidosa A constituição da provisão para créditos de liquidação duvidosa envolve julgamento e o uso de estimativas por parte da Administração do Banco. Conforme divulgado nas notas explicativas nº 3.g) e nº 9 às demonstrações financeiras individuais e consolidadas, as operações de crédito e outros créditos com características de concessão de crédito são classificados pelo nível de risco, de acordo com o julgamento da Administração, levando em consideração a conjuntura econômica, a experiência passada e os riscos específicos em relação às operações e aos devedores, observando os parâmetros estabelecidos pela Resolução CMN nº 2.682/99. Para tanto, o Banco utiliza modelos internos para definição da escala interna de classificação de risco de crédito para os devedores e suas respectivas operações, envolvendo premissas e julgamentos da Administração, com o objetivo de representar sua melhor estimativa quanto ao risco de crédito de sua carteira. A provisão para créditos de liquidação duvidosa foi considerada um principal assunto de auditoria devido à complexidade do modelo de provisão para créditos de liquidação duvidosa, ao uso de estimativas e de julgamento por parte da Administração na determinação das provisões que são constituídas. Como o assunto foi conduzido em nossa auditoria? Nossos procedimentos de auditoria incluíram, entre outros: (a) entendimento do critério de provisionamento adotado pelo Banco para as operações de crédito e outros créditos com características de concessão de crédito (b) entendimento e testes do desenho, da implementação e da efetividade dos controles internos relevantes sobre o processo de atribuição de "ratings" aos devedores e suas respectivas operações (c) análise dos critérios de provisionamento dessas operações e desafio das premissas utilizadas pela Administração e da aderência aos parâmetros estabelecidos pela Resolução CMN nº 2.682/99, com base em amostragem, com envolvimento de membros seniores da nossa equipe (d) análise do nível de provisionamento total das carteiras e (e) avaliação das divulgações efetuadas nas demonstrações financeiras individuais e consolidadas. Consideramos que os critérios e as premissas adotados pela Administração para estimar a provisão para créditos de liquidação duvidosa são aceitáveis no contexto das demonstrações financeiras individuais e consolidadas tomadas em conjunto. 2. Ambiente de tecnologia da informação As operações do Banco dependem dos ambientes de tecnologia e de infraestrutura capazes de suportar um elevado número de transações processadas diariamente em seus sistemas de informação legados que alimentam os seus registros contábeis. Os processos inerentes à tecnologia da informação, associados aos seus controles, podem, eventualmente, conter riscos no processamento e na geração de informações críticas, inclusive aquelas utilizadas na elaboração das demonstrações financeiras, justificando nossa consideração como área de foco em nossa auditoria devido à relevância no contexto das demonstrações financeiras individuais e consolidadas. Como o assunto foi conduzido em nossa auditoria? Com o envolvimento de nossos especialistas em auditoria de sistemas, identificamos os sistemas relevantes que suportam as principais atividades de negócio do Banco, avaliamos o desenho dos controles gerais do ambiente de processamento e testamos a efetividade operacional desses controles, incluindo, quando necessário, os testes de controles compensatórios, quanto à segurança da informação, ao desenvolvimento e à manutenção de sistemas relevantes e à operação do ambiente de tecnologia da informação, relacionados com a infraestrutura que suporta os negócios do Banco.A avaliação dos processos e controles do ambiente de tecnologia da informação, associados aos testes realizados mencionados anteriormente, nos permitiram considerar apropriadas as informações extraídas de determinados sistemas para planejar a natureza, época e extensão de nossos procedimentos substantivos no contexto das demonstrações financeiras individuais e consolidadas tomadas em conjunto. Outros assuntos Demonstrações financeiras consolidadas As demonstrações financeiras consolidadas para o semestre e exercício findos em 31 de dezembro de 2022, que foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil (BACEN), estão sendo apresentadas de maneira adicional, conforme faculdade prevista no Art. nº 77 da Resolução CMN nº 4.966, às demonstrações financeiras consolidadas para o exercício findo em 31 de dezembro de 2022, preparadas de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS), emitida pelo International Accounting Standards Board (IASB), e foram apresentadas separadamente pelo Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A. sobre as quais emitimos relatório do auditor independente, não contendo qualquer modificação, com data de 10 de fevereiro de 2023. Demonstrações do valor adicionado As demonstrações individual e consolidada do valor adicionado ("DVA"), referentes ao semestre e exercício findos em 31 de dezembro de 2022, elaboradas sob a responsabilidade da Administração do Banco, cuja apresentação não é requerida pelas práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições financeiras autorizadas a funcionar pelo BACEN, foram submetidas a procedimentos de auditoria executados em conjunto com a auditoria das demonstrações financeiras individuais e consolidadas do Banco. Para a formação de nossa opinião, avaliamos se essas demonstrações estão reconciliadas com as demonstrações financeiras e os registros contábeis, conforme aplicável, e se a sua forma e o seu conteúdo estão de acordo com os critérios definidos no pronunciamento técnico CPC 09 - Demonstração do Valor Adicionado. Em nossa opinião, essas demonstrações do valor adicionado foram adequadamente elaboradas, em todos os aspectos relevantes, segundo os critérios definidos nesse pronunciamento técnico e são consistentes em relação às demonstrações financeiras individuais e consolidadas tomadas em conjunto. Outras informações que acompanham as demonstrações financeiras individuais e consolidadas e o relatório do auditor A Administração do Banco é responsável por essas outras informações que compreendem o Relatório da Administração. Nossa opinião sobre as demonstrações financeiras individuais e consolidadas não abrange o Relatório da Administração, e não expressamos qualquer forma de conclusão de auditoria sobre esse relatório. Em conexão com a auditoria das demonstrações financeiras individuais e consolidadas, nossa responsabilidade é a de ler o Relatório da Administração e, ao fazê-lo, considerar se esse relatório está, de forma relevante, inconsistente com as demonstrações financeiras ou com nosso conhecimento obtido na auditoria ou, de outra forma, aparenta estar distorcido de forma relevante. Se, com base no trabalho realizado, concluirmos que há distorção relevante no Relatório da Administração, somos requeridos a comunicar esse fato. Não temos nada a relatar a esse respeito.Responsabilidades da Administração e da governança pelas demonstrações financeiras individuais e consolidadas A Administração é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras individuais e consolidadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições financeiras autorizadas a funcionar pelo BACEN e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Na elaboração das demonstrações financeiras individuais e consolidadas, a Administração é responsável pela avaliação da capacidade de o Banco continuar operando e divulgando, quando aplicável, os assuntos relacionados com a sua continuidade operacional e o uso dessa base contábil na elaboração das demonstrações financeiras individuais e consolidadas, a não ser que a Administração pretenda liquidar o Banco ou cessar suas operações, ou não tenha nenhuma alternativa realista para evitar o encerramento das operações. Os responsáveis pela governança do Banco são aqueles com responsabilidade pela supervisão do processo de elaboração das demonstrações financeiras. Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações financeiras individuais e consolidadas Nossos objetivos são obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras individuais e consolidadas, tomadas em conjunto, estão livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro, e emitir relatório de auditoria contendo nossa opinião. Segurança razoável é um alto nível de segurança, mas não uma garantia de que a auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria sempre detecta as eventuais distorções relevantes existentes. As distorções podem ser decorrentes de fraude ou erro e são consideradas relevantes quando, individualmente ou em conjunto, possam influenciar, dentro de uma perspectiva razoável, as decisões econômicas dos usuários tomadas com base nas referidas demonstrações financeiras. Como parte de uma auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria, exercemos julgamento profissional e mantemos ceticismo profissional ao longo da auditoria. Além disso:  Identificamos e avaliamos os riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras individuais e consolidadas, independentemente se causada por fraude ou erro, planejamos e executamos procedimentos de auditoria em resposta a tais riscos, bem como obtemos evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar nossa opinião. O risco de não detecção de distorção relevante resultante de fraude é maior do que o proveniente de erro, já que a fraude pode envolver o ato de burlar os controles internos, conluio, falsificação, omissão ou representações falsas intencionais.  Obtemos entendimento dos controles internos relevantes para a auditoria para planejarmos procedimentos de auditoria apropriados às circunstâncias, mas não com o objetivo de expressarmos opinião sobre a eficácia dos controles internos do Banco.  Avaliamos a adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis e respectivas divulgações feitas pela Administração.  Concluímos sobre a adequação do uso, pela Administração, da base contábil de continuidade operacional e, com base nas evidências de auditoria obtidas, se existe incerteza relevante em relação a eventos ou condições que possam levantar dúvida significativa em relação à capacidade de continuidade operacional do Banco. Se concluirmos que existe incerteza relevante, devemos chamar a atenção em nosso relatório de auditoria para as respectivas divulgações nas demonstrações financeiras individuais e consolidadas ou incluir modificação em nossa opinião, se as divulgações forem inadequadas. Nossas conclusões estão fundamentadas nas evidências de auditoria obtidas até a data de nosso relatório. Todavia, eventos ou condições futuras podem levar o Banco a não mais se manter em continuidade operacional.  Avaliamos a apresentação geral, a estrutura e o conteúdo das demonstrações financeiras, inclusive as divulgações e se as demonstrações financeiras individuais e consolidadas representam as correspondentes transações e os eventos de maneira compatível com o objetivo de apresentação adequada.  Obtemos evidência de auditoria apropriada e suficiente referente às informações financeiras das entidades ou atividades de negócio do Grupo para expressar uma opinião sobre as demonstrações financeiras consolidadas. Somos responsáveis pela direção, pela supervisão e pelo desempenho da auditoria do Grupo e, consequentemente, pela opinião de auditoria. Comunicamo-nos com os responsáveis pela governança a respeito, entre outros aspectos, do alcance planejado, da época da auditoria e das constatações significativas de auditoria, inclusive as eventuais deficiências significativas nos controles internos que identificamos durante nossos trabalhos. Fornecemos também aos responsáveis pela governança declaração de que cumprimos com as exigências éticas relevantes, incluindo os requisitos aplicáveis de independência, e comunicamos todos os eventuais relacionamentos ou assuntos que poderiam afetar, consideravelmente, nossa independência, incluindo, quando aplicável, as respectivas salvaguardas. Dos assuntos que foram objeto de comunicação com os responsáveis pela governança, determinamos aqueles que foram considerados como mais significativos na auditoria das demonstrações financeiras individuais e consolidadas do semestre corrente e que, dessa maneira, constituem os principais assuntos de auditoria. Descrevemos esses assuntos em nosso relatório de auditoria, a menos que lei ou regulamento tenha proibido divulgação pública do assunto, ou quando, em circunstâncias extremamente raras, determinarmos que o assunto não deve ser comunicado em nosso relatório porque as consequências adversas de tal comunicação podem, dentro de uma perspectiva razoável, superar os benefícios da comunicação para o interesse público. Porto Alegre, 10 de fevereiro de 2023. DELOITTE TOUCHE TOHMATSUAuditores Independentes Ltda.CRC nº 2 SP 011609/O-8 "F" RSCarlos ClaroContadorCRC nº 1 SP 236588/O-4XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXRELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS EM IFRSAoConselho de Administração e aos Acionistas doBanco do Estado do Rio Grande do Sul S.A.Porto Alegre - RSOpinião Examinamos as demonstrações financeiras consolidadas do Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A. e de suas controladas ("Banco"), que compreendem o balanço patrimonial consolidado em 31 de dezembro de 2022 e as respectivas demonstrações consolidadas do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, bem como as correspondentes notas explicativas, incluindo o resumo das principais políticas contábeis. Em nossa opinião, as demonstrações financeiras consolidadas acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A e suas controladas em 31 de dezembro de 2022, o desempenho consolidado de suas operações e os seus fluxos de caixa consolidados para o exercício findo nessa data, de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS), emitida pelo International Accounting Standards Board (IASB). Base para opinião Nossa auditoria foi conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Nossas responsabilidades, em conformidade com tais normas, estão descritas na seção a seguir intitulada "Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações financeiras consolidadas". Somos independentes em relação ao Banco, de acordo com os princípios éticos relevantes previstos no Código de Ética Profissional do Contador e nas normas profissionais emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade - CFC, e cumprimos com as demais responsabilidades éticas de acordo com essas normas. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Principais assuntos de auditoria Principais assuntos de auditoria são aqueles que, em nosso julgamento profissional, foram os mais significativos em nossa auditoria do exercício corrente. Esses assuntos foram tratados no contexto de nossa auditoria das demonstrações financeiras consolidadas como um todo e na formação de nossa opinião sobre essas demonstrações financeiras consolidadas, e, portanto, não expressamos uma opinião separada sobre esses assuntos. 1. Provisão para perda esperada com operações de crédito e arrendamento mercantil financeiro A constituição da provisão para perdas esperadas com operações de crédito e arrendamento mercantil financeiro envolve julgamento e o uso de estimativas por parte da Administração do Banco. Conforme divulgado nas notas explicativas nº 3.4 ("a", "e" e "f"), 4.d e 11.b às demonstrações financeiras consolidadas, o Banco desenvolveu modelos internos para estimativa da provisão para perdas esperadas, conforme requerimentos da IFRS 9, visando gerar a expectativa das perdas com operações de crédito e arrendamento mercantil financeiro ao longo de um dado horizonte de tempo, englobando a avaliação dos parâmetros de PD ("Probability of Default"), LGD ("Loss Given Default") e EAD ("Exposure at Default"). Para tanto, o Banco utiliza modelos internos para considerar todos os históricos de dados disponíveis e pondera possíveis cenários de perdas, e envolvendo premissas e julgamentos da Administração, assim como também avaliação individual de certos clientes, com o objetivo de representar sua melhor estimativa quanto ao risco de perdas esperadas de sua carteira de operações de crédito e arrendamento mercantil financeiro. A provisão com perdas esperadas em operações de crédito e arrendamento mercantil financeiro foi considerada um principal assunto de auditoria devido à relevância dos ativos financeiros relacionados a operações de crédito e arrendamento mercantil financeiro, utilização de modelos internos e ao fato de envolver julgamento e determinação de premissas por parte da Administração na determinação das provisões que são constituídas. Como o assunto foi conduzido em nossa auditoria? Nossos procedimentos de auditoria incluíram, entre outros: (a) entendimento do critério de provisionamento adotado pelo Banco para as operações de crédito e arrendamento mercantil financeiro, com envolvimento de nossos especialistas, com o objetivo de avaliar a aderência aos requerimentos da norma internacional de relatório financeiro IFRS 9 (b) avaliação do desenho e da efetividade dos controles internos relevantes sobre o processo de mensuração da estimativa da provisão com perdas esperadas de operações de crédito e arrendamento mercantil financeiro (c) revisão e desafio dos modelos utilizados pela Administração para a mensuração da perda esperada, incluindo a alocação da carteira de crédito expandida nos estágios requeridos pela norma internacional de relatório financeiro IFRS 9, com base em amostragem, com envolvimento de membros seniores da nossa equipe e dos nossos especialistas (d) revisão e desafio da razoabilidade das premissas utilizadas pela Administração na avaliação individual da perda esperada de certos clientes, com base em amostragem (e) análise do nível de provisionamento de perdas das operações de crédito e (f) avaliação das divulgações efetuadas nas demonstrações financeiras consolidadas de acordo com os pronunciamentos contábeis aplicáveis. Consideramos que os critérios e premissas adotados pela Administração para estimar a provisão com perdas esperadas com operações de crédito e arrendamento mercantil financeiro são aceitáveis no contexto das demonstrações financeiras consolidadas tomadas em conjunto. 2. Ambiente de tecnologia da informação As operações do Banco dependem do ambiente de tecnologia e de infraestrutura capazes de suportar um elevado número de transações processadas diariamente em seus sistemas de informação legados que alimentam os seus registros contábeis. Os processos inerentes à tecnologia da informação, associados aos seus controles, podem, eventualmente, conter riscos no processamento e na geração de informações críticas, inclusive aquelas utilizadas na elaboração das demonstrações financeiras, justificando nossa consideração como área de foco em nossa auditoria devido à relevância no contexto das demonstrações financeiras consolidadas. Como o assunto foi conduzido em nossa auditoria? Com o envolvimento de nossos especialistas em auditoria de sistemas, identificamos os sistemas relevantes que suportam as principais atividades de negócio do Banco, avaliamos o desenho dos controles gerais do ambiente de processamento e testamos a efetividade operacional desses controles, incluindo, quando necessário, os testes de controles compensatórios, quanto à segurança da informação, ao desenvolvimento e à manutenção de sistemas relevantes e à operação do ambiente de tecnologia da informação, relacionados com a infraestrutura que suporta os negócios do Banco. A avaliação dos processos e controles do ambiente de tecnologia da informação, associados aos testes realizados mencionados anteriormente, nos permitiram considerar apropriadas as informações extraídas de determinados sistemas para planejar a natureza, época e extensão de nossos procedimentos substantivos no contexto das demonstrações financeiras consolidadas tomadas em conjunto. Outros assuntos Demonstrações consolidadas do valor adicionado As demonstrações consolidadas do valor adicionado ("DVA"), referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2022, elaboradas sob a responsabilidade da Administração do Banco, e apresentadas como informação suplementar para fins da norma internacional de contabilidade, foram submetidas a procedimentos de auditoria executados em conj unto com a auditoria das demonstrações financeiras consolidadas do Banco. Para a formação de nossa opinião, avaliamos se essas demonstrações estão reconciliadas com as demonstrações financeiras consolidadas e os registros contábeis, conforme aplicável, e se a sua forma e o seu conteúdo estão de acordo com os critérios definidos no pronunciamento técnico CPC 09 - Demonstração do Valor Adicionado. Em nossa opinião, essas demonstrações consolidadas do valor adicionado foram adequadamente elaboradas, em todos os aspectos relevantes, segundo os critérios definidos nesse pronunciamento técnico e são consistentes em relação às demonstrações financeiras consolidadas tomadas em conjunto. Outras informações que acompanham as demonstrações financeiras consolidadas e o relatório do auditor A Administração do Banco é responsável por essas outras informações que compreendem o Relatório da Administração. Nossa opinião sobre as demonstrações financeiras consolidadas não abrange o Relatório da Administração, e não expressamos qualquer forma de conclusão de auditoria sobre esse relatório. Em conexão com a auditoria das demonstrações financeiras consolidadas, nossa responsabilidade é a de ler o Relatório da Administração e, ao fazê-lo, considerar se esse relatório está, de forma relevante, inconsistente com as demonstrações financeiras ou com nosso conhecimento obtido na auditoria ou, de outra forma, aparenta estar distorcido de forma relevante. Se, com base no trabalho realizado, concluirmos que há distorção relevante no Relatório da Administração, somos requeridos a comunicar esse fato. Não temos nada a relatar a esse respeito. Responsabilidades da Administração e da governança pelas demonstrações financeiras consolidadas A Administração é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras consolidadas de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS), emitida pelo International Accounting Standards Board - IASB, e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Na elaboração das demonstrações financeiras consolidadas, a Administração é responsável pela avaliação da capacidade de o Banco continuar operando e divulgando, quando aplicável, os assuntos relacionados com a sua continuidade operacional e o uso dessa base contábil na elaboração das demonstrações financeiras consolidadas, a não ser que a Administração pretenda liquidar o Banco ou cessar suas operações, ou não tenha nenhuma alternativa realista para evitar o encerramento das operações. Os responsáveis pela governança do Banco são aqueles com responsabilidade pela supervisão do processo de elaboração das demonstrações financeiras consolidadas. Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações financeiras consolidadas Nossos objetivos são obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras consolidadas, tomadas em conjunto, estão livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro, e emitir relatório de auditoria contendo nossa opinião. Segurança razoável é um alto nível de segurança, mas não uma garantia de que a auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria sempre detecta as eventuais distorções relevantes existentes. As distorções podem ser decorrentes de fraude ou erro e são consideradas relevantes quando, individualmente ou em conjunto, possam influenciar, dentro de uma perspectiva razoável, as decisões econômicas dos usuários tomadas com base nas referidas demonstrações financeiras. Como parte de uma auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria, exercemos julgamento profissional e mantemos ceticismo profissional ao longo da auditoria. Além disso:  Identificamos e avaliamos os riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras consolidadas, independentemente se causada por fraude ou erro, planejamos e executamos procedimentos de auditoria em resposta a tais riscos, bem como obtemos evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar nossa opinião. O risco de não detecção de distorção relevante resultante de fraude é maior do que o proveniente de erro, já que a fraude pode envolver o ato de burlar os controles internos, conluio, falsificação, omissão ou representações falsas intencionais.  Obtemos entendimento dos controles internos relevantes para a auditoria para planejarmos procedimentos de auditoria apropriados às circunstâncias, mas não com o objetivo de expressarmos opinião sobre a eficácia dos controles internos do Banco.  Avaliamos a adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis e respectivas divulgações feitas pela Administração.  Concluímos sobre a adequação do uso, pela Administração, da base contábil de continuidade operacional e, com base nas evidências de auditoria obtidas, se existe incerteza relevante em relação a eventos ou condições que possam levantar dúvida significativa em relação à capacidade de continuidade operacional do Banco. Se concluirmos que existe incerteza relevante, devemos chamar a atenção em nosso relatório de auditoria para as respectivas divulgações nas demonstrações financeiras consolidadas ou incluir modificação em nossa opinião, se as divulgações forem inadequadas. Nossas conclusões estão fundamentadas nas evidências de auditoria obtidas até a data de nosso relatório. Todavia, eventos ou condições futuras podem levar o Banco a não mais se manter em continuidade operacional. Avaliamos a apresentação geral, a estrutura e o conteúdo das demonstrações contábeis consolidadas, inclusive as divulgações e se as demonstrações contábeis representam as correspondentes transações e os eventos de maneira compatível com o objetivo de apresentação adequada.  Obtemos evidência de auditoria apropriada e suficiente referente às informações financeiras das entidades ou atividades de negócio do Grupo para expressar uma opinião sobre as demonstrações financeiras consolidadas. Somos responsáveis pela direção, pela supervisão e pelo desempenho da auditoria do Grupo e, consequentemente, pela opinião de auditoria. Comunicamo-nos com os responsáveis pela governança a respeito, entre outros aspectos, do alcance planejado, da época da auditoria e das constatações significativas de auditoria, inclusive as eventuais deficiências significativas nos controles internos que identificamos durante nossos trabalhos. Fornecemos também aos responsáveis pela governança declaração de que cumprimos com as exigências éticas relevantes, incluindo os requisitos aplicáveis de independência, e comunicamos todos os eventuais relacionamentos ou assuntos que poderiam afetar, consideravelmente, nossa independência, incluindo, quando aplicável, as respectivas salvaguardas. Dos assuntos que foram objeto de comunicação com os responsáveis pela governança, determinamos aqueles que foram considerados como mais significativos na auditoria das demonstrações financeiras consolidadas do exercício corrente e que, dessa maneira, constituem os principais assuntos de auditoria. Descrevemos esses assuntos em nosso relatório de auditoria, a menos que lei ou regulamento tenha proibido divulgação pública do assunto, ou quando, em circunstâncias extremamente raras, determinarmos que o assunto não deve ser comunicado em nosso relatório porque as consequências adversas de tal comunicação podem, dentro de uma perspectiva razoável, superar os benefícios da comunicação para o interesse público. Porto Alegre, 10 de fevereiro de 2023.DELOITTE TOUCHE TOHMATSU Auditores Independentes Ltda. CRC nº 2 SP 011609/O-8 "F" RSCarlos ClaroContadorCRC nº 1 SP 236588/O-4

Declaração dos Diretores sobre as Demonstrações Financeiras

ATA Nº 10541Reunião da Diretoria do Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A. (CNPJ nº 92.702.067/0001-96 - NIRE nº 43300001083 - sociedade de economia mista constituída sob a forma de sociedade anônima, criada em 06 de setembro de 1928) realizada no dia 07 de fevereiro de 2023, às 9h, de forma híbrida, com parte dos participantes presencial e parte por teleconferência e votos formalizados por e-mail, sem prejuízo da assinatura posterior nos respectivos documentos. Foram tratados os seguintes assuntos: UNIDADE DE CONTABILIDADEDemonstrações Financeiras BRGAAP e IFRS Dezembro2022 (Workflow: 230401684)A Unidade apresentou as Demonstrações Financeiras em BRGAAP e das Demonstrações Financeiras em IFRS referentes ao exercício 2022.A Diretoria encaminhou ao Conselho de Administração, com parecer favorável ao proposto.Nada mais havendo a tratar, lavrou-se esta ata que vai assinada pelos diretores presentes e rubricada pela Secretária-Geral. Ass.: Cláudio Coutinho Mendes - Presidente, Irany de Oliveira Sant' Anna Junior - Vice-Presidente e Claíse Müller Rauber, Jorge Fernando Krug Santos, Fernando Postal, Marcus Vinícius Feijó Staffen, Marivania Ghisleni Fontana, Wagner Lenhart - Diretores. CERTIDÃOCertifico que o presente registro é cópia fiel do que consta na Ata nº 10541, de 07-02-2023, lavrada no livro próprio de Atas de Reuniões da Diretoria do Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A.Porto Alegre, 7 de fevereiro de 2023.Marcus Vinícius Feijó Staffen,Diretoria de Finanças e Relações com Investidores.

Declaração dos Diretores sobre o Relatório do Auditor Independente

ATA Nº 10544Reunião da Diretoria do Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A. (CNPJ nº 92.702.067/0001-96 - NIRE nº 43300001083 - sociedade de economia mista constituída sob a forma de sociedade anônima, criada em 06 de setembro de 1928) realizada no dia 10 de fevereiro de 2023, às 08h30min, de forma remota, com a Diretoria por teleconferência, e votos dados à distância, em virtude do evento da pandemia relacionado ao Coronavírus, e formalizados por e-mail, sem prejuízo da assinatura posterior nos respectivos documentos. Foi tratado o seguinte assunto:GABINETE DA DIRETORIARelatório dos Auditores IndependentesA Diretoria reviu, discutiu e concordou com as opiniões expressas no relatório dos auditores independentes referente às demonstrações financeiras do exercício de 2022.Nada mais havendo a tratar, lavrou-se esta ata que vai assinada pelos diretores presentes e rubricada pela Secretária-Geral. Ass.: Cláudio Coutinho Mendes - Presidente, Irany de Oliveira Sant' Anna Junior - Vice-Presidente e Claíse Müller Rauber, Jorge Fernando Krug Santos, Fernando Postal, Marcus Vinícius Feijó Staffen, Marivania Ghisleni Fontana, Wagner Lenhart - Diretores. CERTIDÃOCertifico que o presente registro é cópia fiel do que consta na Ata nº 10544, de 10-02-2023, lavrada no livro próprio de Atas de Reuniões da Diretoria do Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A.Porto Alegre, 10 de fevereiro de 2023.Marcus Vinícius Feijó Staffen,Diretoria de Finanças e Relações com Investidores

Parecer do Conselho Fiscal ou Órgão Equivalente

PARECER DO CONSELHO FISCAL(Exercício social findo em 31 de dezembro de 2022)Na qualidade de membros do Conselho Fiscal do Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A., no exercício das atribuições que nos conferem os incisos II e VII do Artigo 163, da Lei 6.404/76, e de acordo com as disposições correlatas do Estatuto Social, examinamos o Relatório da Administração e as Demonstrações Financeiras relativas ao exercício social findo em 31 de dezembro de 2022. Com base em nossos exames, nos esclarecimentos prestados pela Administração no curso do respectivo exercício, no Relatório do Comitê de Auditoria e no Relatório dos Auditores Independentes, sem modificações, opinamos que os referidos documentos estão em condições de serem apreciados pelos acionistas na próxima Assembleia Geral Ordinária. Porto Alegre, 10 de fevereiro de 2023. Bruno Pinto de FreitasPresidente Bruno Queiroz Jatene Gustav Penna Gorski Reginaldo Ferreira Alexandre Rogério Costa Rokembach Conselheiros

Relatório Resumido do Comitê de Auditoria (estatutário, previsto em regulamentação específica da CVM)

RESUMO DO RELATÓRIO DO COMITÊ DE AUDITORIA31 DE DEZEMBRO DE 2022O Comitê de Auditoria é órgão estatutário de assessoramento ao Conselho de Administração, atualmente composto por três membros independentes, nomeados pelo Conselho de Administração, sendo suas atividades definidas pela Lei nº 13.303/2019 (Lei das Estatais), Resolução CMN nº 4.910/2021, e demais legislações vigentes, além das atribuições definidas pelo Estatuto Social do Banco do Estado do Rio Grande do Sul, e por seu Regimento Interno.Sua atuação abrange o Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A. ("Banrisul"), identificados como Banrisul e Banrisul Consolidado, e possui, dentre suas competências, revisar previamente à publicação, as demonstrações financeiras semestrais avaliar a efetividade das auditorias independente e interna estabelecer e divulgar procedimentos para recepção e tratamento de informações acerca do descumprimento de dispositivos legais e normativos aplicáveis à instituição, e reunir-se periodicamente com o Conselho de Administração, o Conselho Fiscal, as Diretorias do Banco e os Comitês Estatutários.É responsabilidade da Administração, manter controles internos que permitam a elaboração das demonstrações financeiras livres de distorções relevantes.A Auditoria Interna tem como objetivo salvaguardar os ativos, assegurar a observância das políticas, planos, procedimentos e leis, respondendo pelo atendimento ao Comitê de Auditoria e à Auditoria Independente.À Auditoria Independente (Deloitte Touche Tohmatsu Limited) cabe assegurar que as demonstrações contábeis, inclusive consolidadas, do Banrisul e dos fundos de investimento administrados, representam adequadamente a posição patrimonial e financeira. O planejamento dos trabalhos dos respectivos auditores independentes foi discutido com o Comitê e, no decorrer do semestre, houve a disponibilização dos relatórios produzidos e a análise da estrutura de controles internos.Atividades DesenvolvidasO planejamento dos trabalhos foi realizado, considerando as principais atribuições, sendo revisado periodicamente à medida da evolução das atividades. O Comitê acompanhou as atividades desenvolvidas pelas áreas responsáveis por realizar o controle interno, o gerenciamento de riscos e o acompanhamento das contingências no período de 01 de julho a 31 de dezembro de 2022. Nesse período realizou 10 reuniões, contemplando 46 sessões, devidamente formalizadas em atas, e, além disso, os integrantes dedicaram 217 horas para análise prévia do material.Após revisão dos documentos disponibilizados ao Comitê no 2º semestre de 2022, para análise, foram realizadas 106 solicitações de esclarecimentos adicionais, destas, 103 foram pontuais, e, 03 foram demandas recorrentes para acompanhamento periódico. Ainda, foram acompanhadas neste semestre 27 demandas recorrentes de semestre anterior, totalizando 30 acompanhamentos periódicos. No período, o Comitê recebeu aproximadamente 3.348 páginas de material de apoio às reuniões. Além disso, foram disponibilizadas aproximadamente 4.628 páginas referentes as atas de reunião de diretoria da companhia.Ao longo do 2º semestre de 2022 foram realizadas reuniões com Conselheiros do Conselho de Administração e Conselho Fiscal, Representantes do Departamento de Supervisão Bancária do Banco Central do Brasil, Diretores do Banrisul e das Empresas Controladas, coordenador do Comitê de Riscos e executivos do Banco e das Empresas Controladas.Destacam-se as reuniões com os Auditores Independentes, os executivos das Unidades de Contabilidade, Controles e Compliance, da Controladoria Financeira, Auditoria Interna, Inspetoria e Tratamento à Fraudes, Unidades da Diretoria Tecnologia da Informação e Inovação, Assessoria Jurídica e das demais áreas que integram a Instituição.Entre os assuntos tratados, destacam-se o monitoramento sobre: (i) a evolução dos processos da Auditoria Interna, tendo em vista a reestruturação da área (ii) as principais constatações em acompanhamento pela Auditoria Interna (iii) o projeto de reestruturação dos processos da Unidade de Controles e Compliance (iv) as atividades, riscos e investimentos das áreas de tecnologia da informação (v) a implantação de novo sistema de gestão de ações judiciais (vi) as provisões para contingências (vii) as questões relacionadas a Recursos Humanos, como cumprimento de treinamentos obrigatórios por parte dos funcionários, projeto de sucessão para cargos chaves e ocorrências direcionadas ao Comitê Disciplinar e (viii) os processos de implementação dos planos de equacionamento dos déficits atuariais dos Planos de Previdência. Salienta-se que, previamente às divulgações das informações trimestrais (ITRs) e do balanço semestral, os integrantes do Comitê reuniram-se com a Auditoria Independente para avaliar os aspectos do ambiente de controle na geração dos números a serem divulgados, assim como a independência dos auditores. ConclusãoA análise dos relatórios da Auditoria Interna, da Unidade de Controles e Compliance e dos Auditores Independentes, ponderadas com as limitações naturais decorrentes do escopo de sua atuação, demonstram não haver elementos que comprometem a efetividade do sistema de controles internos.Tendo em vista o Relatório dos Auditores Independentes sobre o Sistema de Controles Internos e Descumprimento de Dispositivos Legais e Regulamentares referente ao semestre findo em 30 de junho de 2022, não foram identificados aspectos relevantes que pudessem comprometer a efetividade dos controles internos do Banco.Neste período foram analisados os relatórios emitidos mensalmente pela Auditoria Interna, e reuniu-se frequentemente para esclarecimentos e a tomada de providências corretivas em relação aos apontamentos, analisando e aprovando o Planejamento Anual da Auditoria Interna.De acordo com práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às instituições financeiras autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, com observância à Lei das Sociedades por Ações, às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN), do Banco Central do Brasil (Bacen), da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), e o Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional - COSIF, o Comitê examina regularmente as demonstrações financeiras, mantém contato frequente com a Contabilidade, com a Auditoria Interna e com a Auditoria Independente, permitindo-lhe avaliar a qualidade dessas demonstrações e entender que elas estão livres de distorções relevantes.Com base nas atividades desenvolvidas, concluímos que as demonstrações financeiras do Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A. foram elaboradas em conformidade com as normas legais e regulamentares, entendendo que as referidas demonstrações financeiras do Conglomerado, para o semestre encerrado em 31 de dezembro de 2022, são adequadas, recomendando a sua aprovação pelo Conselho de Administração.Porto Alegre, 07 de fevereiro de 2023.Carlos BiedermannEraldo Soares PeçanhaJoão Verner JuenemannCoordenador

Composição do capital

AçõesIntegralizadasEm tesouraria
Ordinárias205.0650
Preferenciais203.9090
Total408.9740

Quantidade de ações, conforme a entrega.

Procedência: Demonstrações Financeiras Padronizadas entregues à CVM e publicadas no Dados Abertos, transcritas sem alteração. Valores na escala declarada pela companhia. Confira sempre na entrega original.