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BR - CVMDemonstrações Financeiras PadronizadasRef. 2016130 páginasCódigo CVM 21520Versão 3 · reapresentaçãoRecebida em 09/03/2018valores em R$

DFP 2016 de MULTINER S.A.

MULTINER S.A. · CNPJ 08.935.054/0001-50

Versões deste exercício: v1 (26/02/2018) · v2 (09/03/2018) · v3 (09/03/2018), esta

MULTINER S.A.
CNPJ 08.935.054/0001-50
DFP 2016 (V3)
Exercício 2016
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Metadados

Empresa
MULTINER S.A.
CNPJ
08.935.054/0001-50
Tipo
Demonstrações Financeiras Padronizadas
Páginas
130
Ano de referência
2016*
Publicado em
09/03/2018 — BR - CVM
Indexado em
05/08/2026, 23:55:02

* ano de referência inferido — pode conter erros, confira sempre na publicação

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Demonstrações financeiras

Conta a conta · CVM
Conta a conta, como entregue à CVM.
CódigoConta31/12/201631/12/2015Var.
1Ativo Total1.016.0901.148.411−11,5%
1.01Ativo Circulante182.732191.673−4,7%
1.01.01Caixa e Equivalentes de Caixa282706−60,1%
1.01.02Aplicações Financeiras00—
1.01.02.01Aplicações Financeiras Avaliadas a Valor Justo00—
1.01.02.01.01Títulos para Negociação00—
1.01.02.01.02Títulos Disponíveis para Venda00—
1.01.02.02Aplicações Financeiras Avaliadas ao Custo Amortizado00—
1.01.02.02.01Títulos Mantidos até o Vencimento00—
1.01.03Contas a Receber149.427159.360−6,2%
1.01.03.01Clientes135.115145.964−7,4%
1.01.03.02Outras Contas a Receber14.31213.3966,8%
1.01.04Estoques8.99916.062−44,0%
1.01.05Ativos Biológicos00—
1.01.06Tributos a Recuperar10.66311.325−5,8%
1.01.06.01Tributos Correntes a Recuperar10.66311.325−5,8%
1.01.07Despesas Antecipadas00—
1.01.08Outros Ativos Circulantes13.3614.220216,6%
1.01.08.01Ativos Não-Correntes a Venda00—
1.01.08.02Ativos de Operações Descontinuadas00—
1.01.08.03Outros13.3614.220216,6%
1.02Ativo Não Circulante833.358956.738−12,9%
1.02.01Ativo Realizável a Longo Prazo784.848753.7414,1%
1.02.01.01Aplicações Financeiras Avaliadas a Valor Justo00—
1.02.01.01.01Títulos para Negociação00—
1.02.01.01.02Títulos Disponíveis para Venda00—
1.02.01.02Aplicações Financeiras Avaliadas ao Custo Amortizado00—
1.02.01.02.01Títulos Mantidos até o Vencimento00—
1.02.01.03Contas a Receber00—
1.02.01.03.01Clientes00—
1.02.01.03.02Outras Contas a Receber00—
1.02.01.04Estoques00—
1.02.01.05Ativos Biológicos00—
1.02.01.06Tributos Diferidos00—
1.02.01.06.01Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos00—
1.02.01.07Despesas Antecipadas00—
1.02.01.08Créditos com Partes Relacionadas00—
1.02.01.08.01Créditos com Coligadas00—
1.02.01.08.03Créditos com Controladores00—
1.02.01.08.04Créditos com Outras Partes Relacionadas00—
1.02.01.09Outros Ativos Não Circulantes00—
1.02.01.09.01Ativos Não-Correntes a Venda00—
1.02.01.09.02Ativos de Operações Descontinuadas00—
1.02.02Investimentos5.2985.2980,0%
1.02.02.01Participações Societárias00—
1.02.02.01.01Participações em Coligadas00—
1.02.02.01.04Outras Participações Societárias00—
1.02.02.02Propriedades para Investimento5.2985.2980,0%
1.02.03Imobilizado27.41427.978−2,0%
1.02.03.01Imobilizado em Operação27.41427.978−2,0%
1.02.03.02Imobilizado Arrendado00—
1.02.03.03Imobilizado em Andamento00—
1.02.04Intangível15.798169.721−90,7%
1.02.04.01Intangíveis15.798169.721−90,7%
1.02.04.01.01Contrato de Concessão00—
1.02.04.02Goodwill00—

valores em R$; variação sobre o exercício anterior, como publicado.

Parecer do auditor

Com Ressalva
Ler o relatório completo

Ao Conselho de Administração e Acionistas daMultiner S/ASão Paulo - SPOpinião com ressalvasExaminamos as demonstrações financeiras, individuais e consolidadas, da Multiner S.A. ("Companhia"), identificadas como controladora e consolidado, respectivamente, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2016 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, bem como as correspondentes notas explicativas, incluindo o resumo das principais políticas contábeis.Em nossa opinião, exceto pelos possíveis efeitos dos assuntos descritos na seção a seguir intitulada "Base para opinião com ressalvas", as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira, individual e consolidada, da Multiner S.A., em 31 de dezembro de 2016, o desempenho individual e consolidado de suas operações e os seus respectivos fluxos de caixa individuais e consolidados para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB).Base para opinião com ressalvasConforme divulgado na nota explicativa 9 às demonstrações financeiras, o balanço patrimonial individual e consolidado apresenta na rubrica de partes relacionadas, saldo ativo com a empresa Eólica Administração e Participações Ltda., no montante de R$84.657 mil em 31 de dezembro de 2016, para o qual a Companhia não elaborou a conciliação da resposta de confirmação externa por nós enviada, com os seus respectivos registros contábeis. Assim, não nos foi possível determinar se teria havido necessidade de efetuar ajustes nos saldos individuais e consolidados dessa rubrica, registrados no balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2016, assim como nos elementos componentes das demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa do exercício findo naquela data.Conforme mencionado na seção adiante intitulada "Outros assuntos", os auditores antecessores da Companhia emitiram opinião com ressalva relativa à impossibilidade de acompanhamento de inventário físico de estoques referente a peças de reposição da controlada indireta Rio Amazonas Energia S.A. ("RAESA"), que em 31 de dezembro de 2015 totalizava R$16.062 mil, não sendo possível concluir sobre o saldo contábil apresentado nas demonstrações financeiras consolidadas daquela data. Diante disso, uma vez que os estoques iniciais afetam a determinação dos resultados das operações, não nos foi possível determinar se teria havido necessidade de efetuar ajustes nos saldos iniciais dessa rubrica, que pudessem afetar as demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido, dos fluxos de caixa e demonstração do valor adicionado referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2016. Conforme divulgado na nota explicativa 1.3 às demonstrações financeiras, o investimento indireto mantido na Companhia por determinados fundos de pensão é objeto de investigação conduzido pelas autoridades públicas no âmbito da operação denominada "Greenfield". A Companhia divulgou nesta mesma nota explicativa o resultado preliminar do processo de investigação independente conduzido por empresa especializada. Tanto este processo de investigação independente contratado pela Companhia, quanto aquele conduzido pelas autoridades públicas, encontram-se em curso. Desta forma, não é possível prever nem antecipar os desdobramentos futuros dessas investigações, nem seus eventuais efeitos sobre as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Companhia e/ou de suas subsidiárias.Nossa auditoria foi conduzida de acordo com as normas Brasileiras e internacionais de auditoria. Nossas responsabilidades, em conformidade com tais normas, estão descritas na seção a seguir intitulada "Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações financeiras individuais e consolidadas". Somos independentes em relação à Companhia e suas controladas, de acordo com os princípios éticos relevantes previstos no Código de Ética Profissional do Contador e nas normas profissionais emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade, e cumprimos com as demais responsabilidades éticas de acordo com essas normas. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião com ressalvas.Outras informações que acompanham as demonstrações financeiras individuais e consolidadas e o relatório do auditorA Administração da Companhia é responsável por essas outras informações que compreendem o Relatório da Administração.Nossa opinião sobre as demonstrações financeiras individuais e consolidadas não abrange o Relatório da Administração e não expressamos qualquer forma de conclusão de auditoria sobre esse relatório.Em conexão com a auditoria das demonstrações financeiras individuais e consolidadas, nossa responsabilidade é a de ler o Relatório da Administração e, ao fazê-lo, considerar se esse relatório está, de forma relevante, inconsistente com as demonstrações financeiras ou com nosso conhecimento obtido na auditoria ou, de outra forma, aparenta estar distorcido de forma relevante.Se, com base no trabalho realizado, concluirmos que há distorção relevante no relatório da Administração, somos requeridos a comunicar esse fato. Conforme descrito na seção "Base para opinião com ressalvas" acima, não foi possível obter evidência de auditoria apropriada e suficiente sobre determinados saldos contábeis, bem como não foi possível antecipar eventuais desdobramentos que podem resultar das investigações em andamento. Portanto, não foi possível concluir se as outras informações apresentam distorção relevante, ou não, com relação a esses assuntos.Incerteza relevante relacionada com a continuidade operacionalChamamos a atenção para a nota explicativa 1.4 às demonstrações financeiras, que indica que a Companhia incorreu no prejuízo individual e consolidado de R$314.978 mil e R$317.362 mil, respectivamente, durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2016, e, nessa data, o passivo circulante individual e consolidado da Companhia excedeu o total do ativo circulante individual e consolidado em R$74.279 mil e R$791.684 mil, respectivamente, além de possuir prejuízos acumulados, individual e consolidado, no montante de R$1.515.280 mil, bem como patrimônio líquido negativo individual e consolidado de R$115.536 mil e R$120.273 mil, respectivamente. Esses eventos ou condições, juntamente com outros assuntos descritos nas notas explicativas de 1.1 a 1.4 indicam a existência de incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa quanto à capacidade de continuidade operacional da Companhia. As demonstrações financeiras individuais e consolidadas foram preparadas no pressuposto de continuidade normal das operações da Companhia e de suas subsidiárias, e não incluem quaisquer ajustes relativos à realização e classificação de valores de ativos, ou mesmo quanto aos valores e a classificação de passivos, que seriam requeridos na impossibilidade da Companhia e/ou de suas subsidiárias continuarem operando. Nossa opinião não está ressalvada em relação a esse assunto.Principais assuntos de auditoriaPrincipais assuntos de auditoria são aqueles que, em nosso julgamento profissional, foram os mais significativos em nossa audit oria do exercício corrente. Esses assuntos foram tratados no contexto de nossa auditoria das demonstrações financeiras individuais e consolidadas como um todo e na formação de nossa opinião sobre essas demonstrações financeiras e, portanto, não expressamos uma opinião separada sobre esses assuntos. Além dos assuntos descritos nas seções intituladas "Base para opinião com ressalvas" e "Incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional", determinamos que os assuntos descritos abaixo são os principais assuntos de auditoria a serem comunicados em nosso relatório.Endividamento e suas respectivas cláusulas restritivas contratuais ("covenants") - controladora e consolidadoA Companhia e suas investidas possuem diversos contratos de dívidas em valores relevantes. Tais contratos possuem cláusulas restritivas, qualitativas e financeiras, sobre as quais a Companhia e sua controlada indireta RAESA encontram-se em descumprimento, devido ao não pagamento de parcelas de amortização do principal e respectivos juros, o que ensejou a reclassificação da totalidade do saldo devido em 31 de dezembro de 2016, para o passivo circulante, no montante de R$20.444 mil para a controladora e de R$602.823 mil para o consolidado. Este assunto está divulgado na nota explicativa 18 às demonstrações financeiras.Esse assunto foi considerado relevante para nossa auditoria, devido à significância dos valores envolvidos, assim como pela complexa situação financeira das entidades do Grupo, que resultou no descumprimento das cláusulas contratuais.Nossos procedimentos de auditoria para a Companhia e suas investidas incluíram: (i) leitura dos contratos de endividamento (ii) exame da movimentação de pagamentos e entradas de novos empréstimos durante o exercício (iii) recálculo dos juros e encargos financeiros (iv) verificação da apropriada reclassificação da totalidade dos saldos cujos contratos encontram-se com quebra de covenants para o passivo circulante (v) confirmação, através do envio de cartas às instituições financeiras, para confirmação dos saldos em aberto (vi) teste do cálculo dos indicadores-chave financeiros previstos nas cláusulas restritivas, com base nas demonstrações financeiras. Nossos procedimentos também incluíram a revisão das divulgações dos instrumentos financeiros e respectivas garantias nas demonstrações financeiras individuais e consolidadas. Provisão para demandas judiciais - controladora e consolidadoA Companhia e suas controladas são parte em diversas demandas administrativas e judicias de natureza trabalhistas, tributárias e cíveis, originadas no curso normal de seus negócios.Para aquelas demandas cuja probabilidade de perda é considerada "provável" pela Administração da Companhia e seus assessores jurídicos, são constituídas provisões, cujo valor individual e consolidado em 31 de dezembro de 2016 foi de R$1.318 mil e R$9.928 mil, respectivamente. Ainda, os passivos contingentes relacionados a processos judiciais avaliados com expectativa de perda "possível", para as quais nenhuma provisão foi constituída, totalizam os montantes de R$133.826 mil e R$186.535 mil nas demonstrações financeiras individuais e consolidadas, respectivamente, em 31 de dezembro de 2016. Esse assunto está descrito na nota explicativa 20 às demonstrações financeiras individuais e consolidadas.Esse assunto foi considerado relevante para a nossa auditoria devido à magnitude dos valores envolvidos nos processos, ao julgamento exercido pela Administração, necessário para a determinação se uma provisão deve ser registrada, bem como pela complexidade do ambiente jurídico no Brasil.Nossos procedimentos de auditoria incluíram, dentre outros: (i) avaliação das políticas relacionadas às provisões para demandas judiciais e administrativas da Companhia, na identificação, mensuração, registro e divulgação dos respectivos riscos envolvidos (ii) obtenção e análise de cartas de confirmação dos assessores jurídicos internos e externos da Companhia e de suas investidas, contendo o detalhamento dos status dos processos judiciais e administrativos em andamento, bem como avaliação dos riscos envolvidos e prognóstico de perda (iii) envolvimento de nossos especialistas em assuntos relacionados a impostos na análise das avaliações de riscos determinadas pelos assessores jurídicos internos e externos e (iv) avaliação da adequação das divulgações efetuadas pela Companhia e de suas investidas sobre este assunto e especificamente sobre os processos mais significativos.Avaliação de perda por "impairment" de ativo imobilizado e intangível de investidasA Companhia e suas controladas possuem saldo consolidado de ativo imobilizado e intangível no montante de R$387 mil e R$43.212 mil, respectivamente, em 31 de dezembro de 2016. A investida New Energy Options Geração de Energia S.A ("NEO"), cujos saldos não são consolidados nas demonstrações financeiras da Companhia, por se enquadrar na tratativa de controle compartilhado, possui saldo de ativo imobilizado de R$732.248 mil e de ativo intangível de R$ 1.082 mil em 31 de dezembro de 2016. A Administração avalia, no mínimo anualmente, o risco de "impairment "desses ativos, baseado no método do valor em uso ou em modelo financeiro de fluxo de caixa descontado, o qual exige a adoção de premissas baseadas em informações geradas por seus relatórios internos, no qual envolve julgamento significativo sobre os resultados futuros do negócio, de forma que quaisquer eventuais alterações nas premissas utilizadas pode gerar efeitos significativos na avaliação e impactos nas Demonstrações financeiras da Companhia tomadas em conjunto. Este assunto está divulgado nas notas explicativas 12 e 14 às demonstrações financeiras individuais e consolidadas.Nossos procedimentos de auditoria incluíram, entre outros: (i) utilização de profissionais especializados para nos auxiliar na revisão do modelo de projeção de fluxo de caixa descontado para cada Unidade Geradora de Caixa (UGC), utilizado pela Administração na análise sobre a avaliação do valor recuperável (ii) comparação com os planos mais recentes de negócios além de questionamentos sobre as principais premissas da Administração para as taxas de crescimento de longo prazo utilizados no modelo e (iii) determinação da extensão de mudanças nas premissas que seriam necessárias individual ou coletivamente, para resultar na avaliação do valor recuperável do ativo imobilizado e intangível, considerando a probabilidade de ocorrência dessas alterações nas principais premissas.Avaliamos também a adequação da divulgação desse assunto nas notas explicativas às demonstrações financeiras individuais e consolidadas, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB).Transações com partes relacionadasA Companhia e suas controladas realizam transações financeiras entre si, com naturezas diversas, as quais incluem contratos de mútuo financeiro, adiantamento para futuro aumento de capital e transações operacionais, conforme descrito na nota explicativa 9 às demonstrações financeiras individuais e consolidadas.Esse assunto foi considerado relevante para nossa auditoria, devido à significância dos valores e diversidade das transações mantidas entre entidades consideradas como Partes Relacionadas, assim como possibilidade de que essas transações possam ser acordadas ou realizadas por condições inadequadas, fora do período de competência ou não aprovadas pelos órgãos d e governança da Companhia.Nossos procedimentos de auditoria para confirmar a adequação das condições pactuadas, e do registro e controle dessas transações incluíram: (i) avaliação da política de transações com partes relacionadas da Companhia e sua aplicação nas principais transações ocorridas durante o exercício (ii) realização de exame da documentação suporte para as transações materiais, incluindo a inspeção de contratos e cálculos preparados pela Administração (iii) verificação da aprovação das transações pelo Conselho de Administração, de acordo com a política estabelecida pela Companhia e (iv) realização de procedimento de envio de cartas de confirmação às contrapartes das operações sobre os saldos e contratos vigentes em 31 de dezembro de 2016. Avaliamos, também, a adequada divulgação desse assunto nas notas explicativas às demonstrações financeiras individuais e consolidadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, e com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB).Outros assuntosAuditoria dos valores correspondentes ao exercício anteriorAs demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Companhia para o exercício findo em 31 de dezembro de 2015 foram auditados por outros auditores independentes que emitiram relatório, em 7 de fevereiro de 2018, com uma opinião modificada sobre essas demonstrações financeiras individuais e consolidadas devido à impossibilidade de acompanhamento do inventário físico dos estoques da controlada indireta RAESA em 31 de dezembro de 2015, registrado em seu balanço patrimonial pela importância de R$16.062 mil, não sendo possível, consequentemente, concluírem sobre a existência destes estoques naquela data. Além disso, este relatório dos auditores anteriores continham parágrafos de ênfase relacionados aos seguintes assuntos: (i) Reapresentação das demonstrações financeiras de 2015 (ii) Incerteza em relação à continuidade operacional (iii) Decisão desfavorável no exercício de 2016 em processo judicial que determinou o pagamento à Caterpillar Motoren GMbH & Co. (iv) Existência de processos judiciais com probabilidade de perda "possível" (v) Existência de Ações judiciais classificadas como probabilidade de perda "possível" e (vi) Operação Greenfield. Demonstrações do valor adicionadoAs demonstrações individual e consolidada do valor adicionado (DVA) referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2016, elaboradas sob a responsabilidade da Administração da Companhia, e apresentadas como informação suplementar para fins de IFRS, foram submetidas a procedimentos de auditoria executados em conjunto com a auditoria das demonstrações financeiras da Companhia. Para a formação de nossa opinião, avaliamos se essas demonstrações estão conciliadas com as demonstrações financeiras e registros contábeis, conforme aplicável, e se a sua forma e conteúdo estão de acordo com os critérios definidos no Pronunciamento Técnico CPC 09 - Demonstração do Valor Adicionado. Em nossa opinião, exceto quanto aos efeitos dos assuntos descritos na seção intitulada "Base para opinião com ressalvas", essas demonstrações do valor adicionado foram adequadamente elaboradas, em todos os aspectos relevantes, segundo os critérios definidos nesse Pronunciamento Técnico e são consistentes em relação às demonstrações financeiras individuais e consolidadas tomadas em conjunto.Responsabilidades da Administração e da governança pelas demonstrações financeiras individuais e consolidadasA Administração é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras individuais e consolidadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS), emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB), e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.Na elaboração das demonstrações financeiras individuais e consolidadas, a Administração é responsável pela avaliação da capacidade de a Companhia continuar operando, divulgando, quando aplicável, os assuntos relacionados com a sua continuidade operacional e o uso dessa base contábil na elaboração das demonstrações financeiras, a não ser que a Administração pretenda liquidar a Companhia e suas controladas ou cessar suas operações, ou não tenha nenhuma alternativa realista para evitar o encerramento das operações.Os responsáveis pela governança da Companhia e suas controladas são aqueles com responsabilidade pela supervisão do processo de elaboração das demonstrações financeiras.Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações financeiras individuais e consolidadasNossos objetivos são obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras individuais e consolidadas, tomadas em conjunto, estão livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro, e emitir relatório de auditoria contendo nossa opinião. Segurança razoável é um alto nível de segurança, mas não uma garantia de que a auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria sempre detectam as eventuais distorções relevantes existentes. As distorções podem ser decorrentes de fraude ou erro e são consideradas relevantes quando, individualmente ou em conjunto, possam influenciar, dentro de uma perspectiva razoável, as decisões econômicas dos usuários tomadas com base nas referidas demonstrações financeiras. Como parte da auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria, exercemos julgamento profissional e mantemos ceticismo profissional ao longo da auditoria. Além disso:Identificamos e avaliamos os riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras individuais e consolidadas, independentemente se causada por fraude ou erro, planejamos e executamos procedimentos de auditoria em resposta a tais riscos, bem como obtemos evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar nossa opinião. O risco de não detecção de distorção relevante resultante de fraude é maior do que o proveniente de erro, já que a fraude pode envolver o ato de burlar os controles internos, conluio, falsificação, omissão ou representações falsas intencionaisObtemos entendimento dos controles internos relevantes para a auditoria para planejarmos procedimentos de auditoria apropriados às circunstâncias, mas, não, com o objetivo de expressarmos opinião sobre a eficácia dos controles internos da Companhia e suas controladasAvaliamos a adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis e respectivas divulgações feitas pela AdministraçãoConcluímos sobre a adequação do uso, pela Administração, da base contábil de continuidade operacional e, com base nas evidências de auditoria obtidas, se existe incerteza relevante em relação a eventos ou condições que possam levantar dúvida significativa em relação à capacidade de continuidade operacional da Companhia e suas controladas. Se concluirmos que existe incerteza relevante, devemos chamar atenção em nosso relatório de auditoria para as respectivas divulgações nas demonstrações financeiras individuais e consolidadas ou incluir modificação em nossa opinião, se as divulgações forem inadequadas. Nossas conclusões estão fundamentadas nas evidências de auditoria obtidas até a data de nosso r elatório. Todavia, eventos ou condições futuras podem levar a Companhia e suas controladas a não mais se manterem em continuidade operacionalAvaliamos a apresentação geral, a estrutura e o conteúdo das demonstrações financeiras, inclusive as divulgações e se as demonstrações financeiras individuais e consolidadas representam as correspondentes transações e os eventos de maneira compatível com o objetivo de apresentação adequadaComunicamo-nos com os responsáveis pela governança a respeito, entre outros aspectos, do alcance planejado, da época da auditoria e das constatações significativas de auditoria, inclusive as eventuais deficiências significativas nos controles internos que identificamos durante nossos trabalhos.Fornecemos também aos responsáveis pela governança declaração de que cumprimos com as exigências éticas relevantes, incluindo os requisitos aplicáveis de independência, e comunicamos todos os eventuais relacionamentos ou assuntos que poderiam afetar, consideravelmente, nossa independência, incluindo, quando aplicável, as respectivas salvaguardas. Dos assuntos que foram objeto de comunicação com os responsáveis pela governança, determinamos aqueles que foram considerados como mais significativos na auditoria das demonstrações financeiras do exercício corrente e que, dessa maneira, constituem os principais assuntos de auditoria. Descrevemos esses assuntos em nosso relatório de auditoria, a menos que lei ou regulamento tenha proibido divulgação pública do assunto, ou quando, em circunstâncias extremamente raras, determinarmos que o assunto não deve ser comunicado em nosso relatório porque as consequências adversas de tal comunicação podem, dentro de uma perspectiva razoável, superar os benefícios da comunicação para o interesse público.São Paulo, 8 de fevereiro de 2018ERNST & YOUNGAuditores Independentes S.S.CRC-2SP034519/O-6Marcos Antonio QuintanilhaContador CRC - 1SP132776/O-3

Declaração dos Diretores sobre as Demonstrações Financeiras

DECLARAÇÃO DOS DIRETORES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRASDeclaramos, em atendimento à Instrução CVM n° 480, de 7 de dezembro de 2009, que revisamos, discutimos e concordamos com as Demonstrações Financeiras da Multiner S/A., relativas ao ano findo em 31 de dezembro de 2016, tendo sido tomada a decisão no sentido de sua aprovação em reunião realizada em 23 de agosto de 2017.São Paulo, 01 de fevereiro de 2018.Edésio Alves Nunes FilhoDiretor Presidente Emiliano Stipanici Spyer RezendeDiretor de Relações com InvestidoresAlexandre Santos de Moura LeiteDiretor Técnico

Declaração dos Diretores sobre o Relatório do Auditor Independente

DECLARAÇÃO DOS DIRETORES SOBRE O RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTESDeclaramos, em atendimento à Instrução CVM n° 480, de 7 de dezembro de 2009, que revisamos, discutimos e concordamos com as opiniões expressas no relatório dos auditores independentes da Companhia - Ernst & Young Auditores Independentes S.S., emitido sobre as Demonstrações Financeiras da Multiner S/A, relativas ao ano findo em 31 de dezembro de 2016, tendo sido tomada a decisão no sentido de sua aprovação em reunião realizada em 23 de agosto de 2017.São Paulo, 01 de fevereiro de 2018.Edésio Alves Nunes FilhoDiretor Presidente Emiliano Stipanicic Spyer RezendeDiretor de Relações com InvestidoresAlexandre Santos de Moura LeiteDiretor Técnico

Parecer do Conselho Fiscal ou Órgão Equivalente

PARECER DO CONSELHO FISCALO Conselho Fiscal da Multiner S/A, instalado em 28 de Abril de 2017, no uso de suas atribuições legais e estatutárias, em reunião realizada nesta data, examinou os relatórios da Administração da Companhia, o Relatório dos Auditores Independentes, emitido pela Ernst & Young Auditores Independentes S.S., e o Parecer da Auditoria relativo ao exercício findo em 31 de dezembro de 2016, cuja elaboração obedece as instruções normativas da CVM - Comissão de Valores Imobiliários.São Paulo, 01 de fevereiro de 2018.Arthur Simões NetoConselheiroCláudia Almeida Santos FranqueiraConselheiraDélvio Joaquim Lopes de BritoConselheiroEduardo Geroges ChehabConselheiro

Procedência: Demonstrações Financeiras Padronizadas entregues à CVM e publicadas no Dados Abertos, transcritas sem alteração. Valores na escala declarada pela companhia. Confira sempre na entrega original.